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15 de abril de 2020

Ato II Tomo III - Os Cavaleiros '80



 Perdidos em um mundo distantes, valentes e jovens heróis enfrentam um mundo de Masmorras e Dragões, buscando um caminho para casa, após um bizarro incidente com uma montanha russa. Mas nada poderia preparar aquele valente grupo para algo como o que estava para acontecer:
Se encontrar com os Cavaleiros ANOS 80!

Vamos focar neste quinteto for falta de coisa melhor.

Parte I – Preparação:

Juntando os recursos dos discípulos do Mestre dos Magos e dos Cavaleiros de Etérnia: A aldeia era uma formação não-natural. O “Portal” que os jovens indicavam era uma espiral irregular cravada na rocha, com rochas “soltas” em trilhos. Hon-sa deduz que é a forma de “entrar” as coordenadas para o mundo. A Thunderiana acredita saber como “traduzir” as equações para a passagem, mas precisaria de tempo.

Também informam que havia uma “caixa de pedra” no norte da espiral. Lá, deveriam depositar as armas mágicas que alimentariam o portal, ao menos um por pessoa, eles imaginavam. Era um dos dilemas dos jovens: Se voltassem para casa, deixariam as armas para trás para quem quiser pegar...

... E faltaria uma para a Uni. “Eu não vou embora SEM A UNI!” – afirma o Bobby.
Por fim, havia uma estrutura “em gancho” exatamente sobre a espiral. Não sabiam se era necessário para o portal, mas percebiam que, mesmo se fosse “estético”, caso alguém derrubasse a ponta que seja, o portal seria destruído, impedindo invasores posteriores.
Quanto à aldeia: Belial sentia energias negativas daquele lugar. Era uma aldeia profana. Isso lhe dava um aumento de poderes, era uma boa notícia (?!?).

Também tinha uma caserna estacionária dos orcs do vingador, que se apossaram de todo o platô. Estavam irregularmente distribuídos pela região. Havia “pontos cegos” que permitiriam chegar à aldeia ao menos... Se não fosse uma única construção no noroeste – uma torre de palafita fazendo atalaia – que tinha visão total do ambiente. Deveriam neutralizá-lo antes de um grupo maior chegar perto.

Também avistaram, num aterro no nordeste, um gigantesco BRONTOSSAURO! Era uma fera pré-histórica para os eternianos, mais antiga que os Herculóides, segundo Kenor. Não era um animal de batalha, provavelmente era usado para carga e obras. Kenor acredita que poderia usá-lo como distração.
Por fim: Hon-sa, quase que por acidente, encontrou Bahamut com um de seus drones. Ele estava quase no limite do horizonte. Mas olhava com atenção na direção da aldeia. Kenor cogita se ele seria um potencial aliado... Mas a jornada até o poderoso dragão demandaria muito tempo. Com a morte do Demônio das Sombras, o ataque iminente poderia ser percebido pelos orcs.

Parte II – A Invasão:

O grupo decide que alguém, de posse da capa da Sheila, deveria ir na frente desabilitar a sentinela da palafita do noroeste. Gungyver se voluntaria.
Nesse Ínterim, Kenor e Belial iriam aguardar para alcançar o brontossauro. Belial, de lá, iria dominar algum dos orcs servindo de espião e ajudando no caos, se necessário.
Os demais iriam se esconder nos rochedos onde não chamassem a atenção. Como Sheila tinha dado sua capa, Erick ficaria mais recuado, para protegê-la. O Cavaleiro não se sentiu muito incomodado com o “demérito”.
Gungyver partiu. Temia que aquela estranha armadura que era obrigado a usar fosse algum empecilho... Mas o disciplinado patrulheiro galáctico soube usar bem de sua invisibilidade. Entrou na palafita, a centímetros do orc, sem que o vigia se atentasse para o perigo. Com um único golpe contundente, que demorou longos segundos para fazer efeito, o humanoide estava desacordado. O Paladino então o amarrou humanamente, e deu sinal aos demais, antes de partir para junto do grupo principal.
Kenor e Belial não tiveram problemas para alcançar o dinossauro. Kenor invocou seus poderes da selva, mas algo estranho acontecia: Não conseguia se comunicar com a criatura.
O letárgico Brontossauro não pareceu reagir aos comandos do Senhor dos Herculóides. Teria alguma inteligência aquela criatura? Difícil dizer. Mesmo não podendo usar a criatura como pretendia, Kenor decide libertá-la. Uma vez livre, o Dinossauro quase foi embora do platô. Precisou de todo o esforço “diplomático” de Kenor para direcionar o animal para algum lugar mais útil.
Neste ínterim, A Foice rumou para a aldeia. Foi flagrado por um patrulheiro orc, mas rapidamente tomou sua mente. Agora, controlava o humanoide e tinha uma noção de suas memórias. Estavam em uma “isca” criada pelo mestre Vingador, que eles não viam há semanas. Aquele orc lembrava da primeira e frustrada incursão das crianças da Terra. E sabia que havia um batalhão considerável naquelas terras... Se acordassem, mesmo com os 12 heróis juntos, teriam problemas.
(...)

Gungyver se aproxima do grupo e fala que foi bem-sucedido. Hon-sa decide ir na frente, pré-programar o portal para quando fosse a hora, precisassem do mínimo de tempo lá, exposto aos orcs. A instrução era dos garotos cobrissem a fuga dos Cavaleiros, Apanhassem as armas mágicas, e fugissem antes que o Vingador/Mestre dos Bruxos aparecesse.
A thunderiana toma para si a capa de Sheila, e cede sua marreta de Artífice, para ela não ficar indefesa. Gungyver se achou muito competente quando usou da capa roxa... Mas perto da ágil thunderiana, ele parecia uma banda de fanfarra.
(...)

Belial percebe as rochas se mexendo. O plano parecia em ordem.
Contudo, Kenor não conseguiu que o brontossauro entrasse na aldeia. No máximo guiou-o a contorná-la. Não era de forma alguma uma criatura discreta. Muitos dos patrulheiros nas ruas e alguns dos orcs dentro das cabanas o perceberam por cima dos telhados das barracas. Mas estavam mais incomodados do que alertas ou aflitos. Brigavam entre si QUEM iria pegar a besta, tarefa mais incômoda e trabalhosa que necessariamente perigosa...
... Exceto se avistassem Kenor.
Com os primeiros domadores ameaçando aparecerem, Kenor tenta desenvolver um plano. Ele se preparou antes com a fauna local, procurando alguma fera para usar os poderes de transformação do Druida... Mas a conclusão que chegou era que o Vingador era a única criatura que aqueles orcs temiam, e ele não poderia se transformar no Vingador, só em animais...

... Mas o Vingador tinha uma MONTARIA!

Nos instantes antes de ser descoberto, Kenor se torna Pesadelo Voador. Ele é imediatamente reconhecido pelas criaturas. “O Mestre voltou?!?” questiona um. “Ele deve estar na vila, testando nossa segurança!”, rosna outro.



Certo que o desespero e a dúvida bastariam, Kenor decide usar sua nova aparência. Se o brontossauro não ia provocar a confusão, ele mesmo faria isso. Ele iça nos céus, e cavalga a noite, com seu hálito de fogo. Revoa entre as barracas, e ruma para uma decida do platô, longe da espiral e de seus amigos. Belial encoraja todos a seguir “o mestre”.
O Druida esvazia a aldeia em poucos minutos... Mas sua transformação NÃO DURARIA muito mais!
(...) 

Hon-sa hesitou quando aquele brontossauro se escorou na estrutura-gancho da formação, mas a criatura parecia ser bem tranquila. Quando a aldeia se esvaziou, sentiu-se livre para tirar o capuz de Sheila e chamar os heróis. Ela olhava uma placa de pedra em sua mão. Além de um dispositivo localizador, ela talhou as coordenadas do planeta Terra – incluindo “Brooklin Nova Yorque” – como presente de despedida.
Pensava em como as crianças olhariam para ela. Pois para ir para casa, ela estava condenando aquelas crianças a permanecerem naquele mundo estranho.
Mas não pode pensar muito. Caminhando para a caixa de pedra, onde depositaria a Capa de Invisibilidade de Sheila para começar a abrir o portal... Ela é surpreendida.
Os heróis que deixam sua proteção, rumando para o portal, veem, sentados na caixa entre eles a Thunderiana, os dois mestres.


 O Mestre dos Magos, e o Mestre dos Bruxos.

  - Curioso. – Fala o Mestre dos Magos. – Hank planeja usar seu arco para retirar o Colar da Nêmese de seu peito, meu amigo!

  - Eu sei. – o Mestre dos Bruxos fala com uma tranquilidade e divertimento desconfortáveis. – Hon-sa prefere algo complexo. Um drone que escava o subterrêneo. Intrigante! Intrigante!

- Meu caros... – o Mestre dos Magos tranquiliza os expectadores. – Vocês estão diante de omnisciência. O Cavaleiro teve meus poderes um tempo. Pode explicar que sortilégios não prosperarão. Mas há uma boa história para ouvirem!

O grupo olha para Erick... Pela primeira vez em muito tempo sem palavras. O Cavaleiro acena positivamente. Os orcs ainda estavam longe, todos decidem ouvir o Mestre dos Bruxos.

- Após mais uma – uma discreta pontada de frustração, logo recomposta – Frustrada estrategema do Vingador, ele decide uma nova abordagem. Ele invadiu o Cemitério dos Dragões, lar das primeiras Armas Mágicas, para conseguir novas para si. Mas mal tocou na primeira... – O Mestre dos Bruxos mostra seu colar – e foi confrontado por TIAMAT o Dragão.

- O de cinco cabeças... – sussurra Presto, sendo censurado por Diana.

- Em um ato reflexo, o Vingador usou sua única arma contra sua inimiga. O Colar da Nêmese transforma e invoca seu alvo no seu nêmese definitivo. Para o mal do orgulho do Vingador, não foi uma versão de si mesmo. Foi invocado no lugar de Tiamat... Bahamut.

Os heróis encaram o horizonte assustados. Lembram que Bahamut falou de “a Inimiga”...

- Bahamut, contudo, concordava com Tiamat que o Cemitério dos Dragões e as armas não era lugar para o Vingador. Assim, Vingador usou a breve confusão do Dragão de Platina para fugiu com a única arma que conseguiu apanhar... O Colar da Nêmese.

- Mas... E as armas dos Forasteiros? – Hank pergunta.

- Primeiro o Vingador usou o colar em si mesmo. – O Mestre dos Magos interfere. – E seu nêmese, seria eu. E assim, nasceu o Mestre dos Bruxos.

 - E o Mestre dos Bruxos tinha talentos... Em especial, se aproximar sem ser notado. E criar as novas armas a partir do Colar do Nêmese, e das suas.
  • A Espada do Paladino surgiu do Escudo do Cavaleiro. Mãos de guardiões natos dos companheiros.
  • O Martelo da Artífice do Bastão da Acrobata. A complexidade e a simplicidade, nas mãos de duas igualmente jovens atléticas com a mente nas estrelas.
  • O Manto da ladra, e o Manto do Druida. O batedor urbano, e o batedor selvagem. Líderes natos com a mesma falha: o excesso de zelo por seus protegidos.
  • Enfim, O Chapéu do Mago e a Varinha do Feiticeiro. Creio que não preciso explicar, não é?

Havia algo falho em seu plano, pois as armas acabaram não se tornando inimigas entre si. As armas são poder bruto, e o poder não tem alinhamento. O Nêmese de algo neutro, também é neutro. Daí, o Mestre dos Bruxos desistiu de seu plano original. E daí, os forasteiros acabaram trazidos aqui.

- Mas se o Vingador é o Mestre dos bruxos, e podia fazer tudo isso sem nós sequer percebermos... Por que simplesmente não tomou nossas armas? Ou mandou Bahamut/Tiamat para o núcleo de um sol, ou para Nova Jersey?

- Novamente, Cavaleiro que já foi um de nós... – O Mestre dos Magos fala. – Nós temos poderes, mas não podemos usá-los livremente. Eu não posso, por mais que eu queira, mandá-los para casa. E o Mestre dos Bruxos, por mais que o Vingador queira, não pode deter seu progresso nesta terra.

- Mas Há um que pode... – O Mestre dos Bruxos se deixa levar, com um sorrizo sinistro. Tira o colar, e o pendura sobre a caixa, como se fosse uma isca aos aventureiros. – Há um que só aguarda que vocês se exponham como fizeram agora. VOCÊS O CONHECEM COMO... O VINGADOR!!!!

A mão do Mestre dos Bruxos se abre. O colar cai na caixa, ativando o portal.
Mas do minúsculo Mestre dos bruxos, uma profusão de matéria e energia sombria borbulha e crépida. Ele se avoluma quase dois metros e meio. Asas negras surgem no inimigo. Agora, os heróis estavam diante do VINGADOR!
(...)

Parte III - voltando para casa


Kenor sentia que ia perder a forma do Pesadelo em segundos. Afastou o quanto pode os soldados orcs da aldeia. Não poderia esperar mais...

Ele faz um “barrel roll”, abandonando a multidão de orcs, confusos, no sopé do platô. Ele estava em pleno voo quando seus poderes terminam de vez, caindo pesadamente no chão, quase aos pés do Vingador, que começava uma breve batalha com os presentes.

Um escudo de energia protegia o Vingador, mas ao invés de atacar, ele simplesmente declama: “Levantem-se! LEVANTEM-SE!”

- Ué? Mas já estamos de pé! – resmunga o Cavaleiro.

Resistindo sem esforço na defensiva, o Vingador espera que um segundo exército, de ESQUELETOS, surgisse daquelas terras profanas. O Vingador tinha planejado bem aquela armadilha. A ausência dos orcs era apenas um incômodo!

Quando Gungyver foi tentar atacá-lo, percebeu que os poderes do Paladino EVAPORARAM. Ele recuperava suas roupas normais. O Martelo que Hon-sa deixou com Sheila também sumia. Todas as armas criadas pela Nêmese davam lugar aos originais CAVALEIROS ANOS 80, e suas versões “D&D” seriam só um set de action-figures colecionáveis.

Gungyver invoca sua armadura metaldex para estontear o Vingador. Os jovens decidem por seu plano em funcionamento: A capa de Sheila, o chapéu de Presto e o bastão de Diana são jogados na Caixa, e agora, o portal estava grande o suficiente para os quatro cavaleiros (e talvez o Foicerito) voltarem para casa.

- Esperem! – Kenor urra. – Temos de levar O BRONTOSSAURO! Ele não é deste mundo! Ele é INTELIGENTE, de alguma forma!

O grupo se entreolha.

- Será que temos armas mágicas o suficiente? – Erick resmunga.

- Eu vou retê-los quanto puder!- Hank fala, disparando seu arco em sequência. – Mas não demorem!

Turko cobre o Vingador com uma gosma. Bobby, com cobertura de Uni e seu teleporte preciso, alcança o Vingador e o golpeia com o tacape empurrando vários metros para trás. Kenor havia colocado Blob na forma de uma “Cama elástica” estrategicamente atrás do Vingador, fazendo o vilão sair quase que completamente do portal. Para terminar, Belial avança com o orc que ele havia dominado, e derruba-o sobre o Vingador antes de fugir. 

Sem o mestre, os Esqueletos pararam de atacar.

Kenor usa toda a sorte que lhe resta para guiar o brontossauro pelo portal, que agora tinha todas as armas exceto o arco do Hank, mais o Colar da Nêmese. O Dino se espreme quanto pôde, ficando preso pela “bunda” desconfortáveis segundos, mas enfim desaparece na luz, de onde uma imagem fantasmagórica de Histmo podia ser vista. Os Cavaleiros se apressam, temendo que o portal não demore a se fechar.

Vingador poderia se desvencilhar, e poderia interferir. Ele tinha planos para derrubar a estrutura caso necessário. Era um plano antigo, com salvaguardas redundantes mais que suficientes, projetado por um ser que tocou a omnisciência do Mestre dos Bruxos...

... Mas foi frustrado por seu medo irracional. Mortal. Um medo que congela o Vingador inerte.

Pois dos céus, surge aquele que ele mais temia...

TIAMAT o DRAGÃO.

A monstruosidade pousa na aldeia. Seus cinco sopros simultâneos devastava tudo ao redor.

- É a nossa chance! - todos urram, apressando os Cavaleiros restantes a passar. Hon-sa derruba sua placa, seu pedido de desculpas, na esperança de que algum dos jovens perceba-a.
(...)

Do clarão, todos abrem seus olhos. Estavam de volta a Histmo. A Montanha-russa havia sido demolida quando o brontossauro tropeçou nela. Os Cavaleiros estavam de volta.
Todos comemoravam, menos Hon-sa, que via aquela passagem lentamente esmaecer, e as crianças ficarem presas em um mundo sinistro de cavernas e... Dragões?

Um par de garras escarlates surgem. Com poder bruto, algo forçava o portal a permanecer aberto, e uma criatura serpenteia pela passagem, em fúria, atrás de suas novas vítimas.
TIAMAT atravessava para Etérnia!

Os heróis atacaram o quanto podiam, mas nada a não ser as mágicas de Turko e Belial pareciam fazer qualquer ínfimo mal à aberração que começava a se erguer em meio àquela cidade, com seus caóticos sopros causando calamidade ao redor.

Foi quando dos comunicadores de Gungyver, ele recebe um “Ohayo!”

- N... Nautilóid está aqui! – comemora ele. O Nautilóid VOLTOU!!!

Rasgando os céus em chamas, a nave espacial resurge de suas “férias” quando os heróis mais precisavam deles... Pois era uma batalha de Kaijuu contra robô gigante!

(...)

Gungyver assume Giga Defender, e ataca com seu laser peitoral em intensidade máximo. Não podia ferir Tiamat, pois não era uma arma mágica... Contudo, tinha um empuxo, e as leis da física ainda se aplicavam. Gungyver percebeu que a CAUDA de Tiamat ainda estava do outro lado do portal... Queria empurrá-lo de volta. Mas Tiamat era um oponente forte, e resistia aos ataques.

Kenor no chão olha aquele impasse... E pensa: Só há uma coisa melhor que um gigante contra o outro... DOIS gigantes!

Kenor busca o Brontossauro. Convence-o a ajudar.

Com uma cabeçada, e com sua base firme, o Brontossauro ajuda Giga Defender a empurrar Tiamat de volta pelo portal. Logo, o dragão tomba para trás como se caísse em um abismo.

- AGORA, Bobby! – Hank, do outro lado do portal, urra.

Com um estrondo de avalanche, e a imagem fantasmagórica do gancho de pedra caindo, o portal se fecha, espalhando poeira em toda a direção.

 Mas em meio ao caos, antes mesmo de celebrarem terem derrotado – de certa forma – Tiamat, um vulto permaneceu, caído desacordado onde outrora estava o portal.

Era Sheila.
Off: Eu rolei um DADO DE DESTINO para quem apareceria. Dentre as opções estava Uni e o Vingador.
(...)

Epílogo: De volta para casa. – Aventuras individuais -

A breve presença de Tiamat causou nova destruição a Histmo. Parece que é um “batismo” para os Cavaleiros destruir Histmo...

Turko ruma aos restos da montanha russa, e encontra o maldito carrinho lá.
Gungyver, ainda controlando o Giga Defender, leva o Brontossauro para passear, segurando a corrente dele.

Hon-sa recolhe Sheila e leva-a para um lugar onde ela poderia se recuperar. A Thunderiana ainda carregava culpa pelos jovens, agora separados.

Foicerito olha ao redor os prédios destruídos... E foca em uma taverna chamada “O Quarterhead”!
(...)

Em meio à confusão, o Tanque de Ataque Eterniano aparece para Turko e Kenor na montanha-russa. Da última vez que o grupo se encontrou com aquela máquina, era um disfarce para Megatron... Mas agora, era o legítimo.

Ele era guiado por Duncan, o Mentor... E Gorpo, o Bobo da Corte real, e primo de Turko. Mentor é severo, mas compreensivo. Disse que vai atrasar os Jogos Eternianos só o suficiente para reconstruir o parque do festival.

Turko comenta que teve uma varinha mágica, o que faz Gorpo lembrar que perdeu sua varinha também. Os dois choram um no ombro do outro.

Duncan concorda que aquele carrinho de dragão era de natureza exótica, mas fugia a sua especialização. Ele se propõe a levá-lo para Grayskull, enquanto Kenor se livrava de um BRONTOSSAURO que ainda estava a solto nos arredores. Kenor decide levar a criatura para seu lar, o vale Secreto dos herculóides.

Turko decide ir com Gorpo e Mentor para Grayskull, levando o carrinho. Ele até comenta que viu Drielle um tempo atrás. Gorpo resmunga que não via a namorada há quase 1 ano!
(...)

Gungyver cede o Brontossauro para Kenor levar para seu lar, um vale secreto de criaturas selvagens parecia mais apropriado que uma cidade. Mas ao tirar a última amarra – a corrente do brontossauro, ele encontra uma pista: Aquilo era um aparelho tecnológico! Algo muito destoante da terra onde o encontrou.

O patrulheiro decide procurar Hon-sa para averiguar, e checar a jovem Sheila.
(...)

Turko, Mentor e Gorpo chegam às portas de Grayskull, aquele aterrorizante castelo cinzento na forma de crânio, circundado por um fosso sem fundo. Mentor estaciona o veículo, e abre a porta traseira do compartimento onde o carrinho estava, quando percebe que uma grande águia castanha pousa próximo.

- Esta é Zoar. – explica Mentor, que parecia ter uma conversa telepática com o animal. – Ela aceitou que deixemos o carrinho em Grayskull. Agora, basta levarmos para dento.

- Xá comigo! – Gorpo arregaça as mangas e faz sua magia de rimas, que sai muito errado. Milhares de balões de festa surgem, e começam a voar, com o carrinho amarrado, sendo levados pelo vento!

- Este primo não aprende! – ri Turko, arregaçando as SUAS mangas, e lançando uma contra-magia.

Os balões estouram... E o carrinho cai no Poço sem fundo de GrayskulI.

Os três olham extasiados aquela perda.

- Não! – protesta Turko. – Aquilo pode ser a única chance dos garotos!
Então, sem medo algum, Turko mergulha no poço sem fundo, atrás do veículo.
(...)

Kenor conhecia o Caminho secreto, cuja magia de proteção ocultava os rastros atrás de si, mesmo do Dinossauro. Enfim, ele passa entre duas montanhas e se encontrava no Vale dos Herculódes, reduto daquelas criaturas antigas, descoberta por Zanor, e agora governado pelo seu filho, Dorno...

... Pai de Kenor.

O brontossauro chama a atenção da fauna local. Elak aparece para seu mestre, que cavalgava o titânico dinossauro... e fica com ciuminhos.

Enfim, Kenor se apresenta a Dorno. Ele está impressionado com os feitos do filho... Mas fala que o dinossauro era uma figura exótica naquele mundo. Ele não se daria bem com os Herculóides...

... E que no momento em que Kenor aceitou a estrelam de Bravestarr e o título de Mestre do Universo, ele estava vinculado pela honra ao mundo exterior de Etérnia. E por isso, estava banido do Vale dos Herculóides.

Poderia dormir uma última noite lá.
(...)

Gungyver encontrou-se com Quarterhead em Histmo. Ele estava feliz, alegando que o Patrulheiro era aquele dos seus amigos que mais respeitava. O ex-ciborgue – Hon-sa lhe deu um corpo 100% biológico quando o reconfigurou – aprendeu a lição. Desistiu de aprimoramentos, violência, e fez um seguro contra destruição na nova taverna. Comenta que não podia estar triste com a destruição de Kutulo. E que o grupo estava melhor sem um violento e obviamente maligno edgelord no time.

O Patrulheiro perguntou se ele tinha alguma bebida.

Eventualmente, Gungyver reencontrou Belial, e Hon-sa. Sheila estava de pé. Ela estava abalada por ter “abandonado” os companheiros, e mostrava que desenvolveu um medo sério de Belial. “Eu enfrentei orcs, gigantes, o vingador e Tiamat. Nunca estive tão perto da morte quanto com essa foice”.

Hon-sa, estranhamente para os olhos de Gungyver, adotou a jovem quase como uma filha, e assumiu a missão de encontrar as crianças no mundo de Tiamat mas pode analisar os grilhões do brontossauro...

... e fica pálida.

- Isto é um DEVOLVER... – comenta ela. – Podemos ter um dos TIRANOS entre nós!
(...)

O Brontossauro teve uma briga com um thundro... e estava perdendo. Dorno estava certo. O dinossauro não estava no círculo da vida do Vale.

Tarde da noite, Gungyver ligou para o Selvagem. Perguntou pela criatura, e pediu para que tomasse cuidado com ele. Kenor avisou que pela manhã iria voltar a Histmo com o dinossauro. O Patrulheiro soava preocupado...

Na manhã seguinte, após se despedir e resolver seus últimos negócios, Kenor, Glob, Elak e o dinossauro deixaram o Vale. Kenor percebe que mal deixou a mata cerrada ele “esqueceu” como retornar.

No caminho, o dinossauro se agitou. Kenor mal pressentiu o perigo, e quando percebeu Hon-sa, com uma pistola na mão, não pode fazer nada.

Ela disparou no Dinossauro.

Projéteis lentos com agulhas atingem o pescoço do dinossauro, provocando-o a berrar. Ele todo treme. Seu porte colossal começa a minguar, ossos rearranjando-se a proporções humanoides. Ainda era enorme, quase cinco metros, mas tinha braços, pernas, e um uniforme azul com um emblema “D” no peito.

- Graças a Jagah, não é um Tirano! – Hon-sa relaxa. 


Gungyver e Belial aparecem. E a criatura se apresenta. Bronthodox III, “Bronto” para os seus novos amigos. Um verdadeiro e gentil cavalheiro. Um diplomata da força Dinosaucer.
Bronthodox só se lembrava dos Tiranos atacarem a sua nave, onde ele acompanhava seu líder Alo em uma missão. Lembra de ser atingido por dardos Devolver e regredido forçosamente a sua forma ancestral. Diferente dos Dinovisers – que ele averiguou ter sido destruído – os Devolvers anulam a inteligência de seus alvos. Bronto perdeu sua consciência e identidade. Lembra de lapsos, ser capturado pelo Vingador, libertado por Kenor, e ... “matado Tiamat”?!?

Precisava contatar seu planeta natal, ver o que houve com Alo. Hon-sa diz ter meios de se comunicar com a galáxia deles, que era perto da Terra de Sheila. O grupo decide voltar a Thundermoon, à Base dos Cavaleiros ’80!
(...)

Turko é atingido por ventos que o impediria de voar pelo fosso sem fundo... Então, baixa seu VISOR SILVERHAWK.

Com a proteção extra e navegador próprio, o trollano consegue uma rota, superando a velocidade da gravidade, e mergulha cada vez mais rápido.

Levou algumas horas, mas finalmente alcança o carrinho de montanha-russa, que cairia para sempre. Consegue freia-lo e a si mesmo com sua magia...
Mas não sabia quão longe tinha ido.

Voar para cima, carregando um carrinho de meia tonelada, parecia impossível. Mais algumas horas e ele nem sabia se tinha feito qualquer progresso... Até que um gancho, preso numa corda de comprimento infinito, cintila na sua direção. Percebia a magia de Gorpo.

Acaba recolhendo o gancho, amarrando no carrinho, tomando um assento, e dando um “puchãozinho de pesca” na corda.

E ela começa a içá-los. Em uma velocidade e regularidade impressionante, superando facilmente a distância e os ventos. Logo, estava na superfície mais uma vez... num carrinho erguido por um loiro bronzeado e bombadão.

Neste ínterim em que esteve resgatando o carrinho, He-man foi chamado pela feiticeira para ajuda-los com o resgate.

He-man sabia do Salão dos heróis, e se sensibiliza com os jovens que Turko encontrou em Despondos. Turko pensa que a melhor pista é que é um mundo de Dragões, e aponta-o às Montanhas místicas, lar de Granamir, o mais antigo dos dragões e a segunda criatura mais antiga de Etérnia. Ele poderia conhecer Tiamat e Bahamut.

O Herói ergue o carrinho com facilidade e promete guardá-lo em Grayskull até que Turko ou os demais Cavaleiros retornassem.
(...)

Spacefront, a Esplanada
A Base dos Cavaleiros ficava no interior do asteroide que se tornou Thundermoon. A cidadela original cresceu além das muralhas. A cúpula destruída, é desnecessária, agora com Etérnia fornecendo atmosfera. Mas a cúpula metálica havia sido reconstruída – oficialmente por Hon-sa... secretamente pelo povo de Omptimus Thunderprime. A entrada era num prédio funcional de fachada: A Delegacia sob responsabilidade dos Cavaleiros, numa esplanada nobre com espaçoporto próprio para o Nautilóid.
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Mas com as missões na Mina dos Widgets, os festejos de Histmo, e se perderem no mundo em que encontraram Sheila e os outros, estava fechada. Por isso foi uma surpresa o prefeito estar lá, com um “criminoso”. Um MUTANTE DE PLUMDAR.

O tradicional inimigo dos thunderianos era do tipo hiena. E soltava risadas randomicamente. Uma ponte que ligava os extremos da esplanada tinha um prédio novo, uma enorme barraca de madeira, uma taberna estilo antigo, com uma placa dizendo “O Gnoll”.

O prefeito diz que Gnoll, o Mutante, ergueu a obra em segredo e em tempo recorde, e pediu para se tornar um morador. O problema era um mutante morando num bairro nobre thunderiano.

Bronthodox decidiu exercitar seus “músculos” diplomáticos. Buscou ser razoável com o pedido, e lembrou o prefeito do Código de Thundera. O Gnoll era um “fala mansa” também. Disse que sabia que não teria a confiança imediata dos vizinhos, mas outros mutantes –que o caçavam – chamaria a atenção e o alertaria para o perigo.

Apenas Belial percebeu a sutil e complexa manipulação do mutante. Parecia ser um sujeito... Interessante.
(...)
E então? Turko está procurando os dragões; Hon-sa tenta aliviar sua culpa ciceroneando Sheila, o novato Bronto precisa saber como está seu lar, Kenor está banido de seu mundo-natal... O que espera pelos Cavaleiros nesta nova realidade?
Não perca o próximo episódio dos
Pô, Vinga... nem COMIGO no teu time?!?

CAVALEIROS ANOS 80!

10 de abril de 2020

Ato II Tomo II - Os Cavaleiros '80

No episódio anterior: Os Cavaleiros foram perfeitos na sua função de enfrentar perigos e bater nos vilões... Mas o aspecto social deixou a desejar. Agora, estão entre uma turba furiosa e um Vampiro-rei pedindo “audiência de condicional”.

(play Intro)

TEMPORADA 2

A Aura do Alfa, e a Sabedoria do Juiz


Kenor tem uma ideia e procura um Palanque... Turco não sabe bem o que é um palanque, então escava um buraco... Gungyver e os guardas ethernianos acabam não ousando agredir os civis furiosos...
Kenor olha aquela multidão furiosa, “latindo” sem sentido. Era agora apenar feras em um bando...

... E com feras, ele sabia lidar.

Talvez porque após tanto tempo ser um servo, Kenor se tornou um líder, sentiu as experiências naquele diverso mundo de seres mas manteve-se fiel a quem era. Kenor se tornou o que o Mestre Dorno falou uma vez:

Um Alfa.

Ele bateu ritualisticamente as mãos em seu torax e exigiu CALMA da multidão. Sua voz, como o urro dos grandes felinos. Um respeito natural se prostrou na turba, e todos pararam para ouvir.
Kenor fez um discurso. Lembrou de quando lutaram contra o Exército dos Malditos por aquele povoado, e que eles eram aqueles entre os Malditos e os mineradores.

O novo dom de Kenor funcionou. Aos poucos, a turba aceitava, e se debandava. Talvez ainda não confiassem, talvez acreditassem que eles tenham provocado a fuga... Mas por hora, teriam paz.

Com a ordem reestabelecida, Kenor pode averiguar que na confusão Deoito desapareceu. Gungyver percebeu meia dúzia de ligações perdidas de Hon-sa. Turko, que quando foi no banheiro, ficou com papel higiênico na barra do manto.

- Que história é essa de que alguém libertou a Rainha dos malditos? – Hon-sa pergunta, quando Gungyver retorna a ligação.

- Longa história. – O Patrulheiro desconversa.

A Thunderiana convida-os a ser cobai... Digo, beta-testers de uma coisa para ela. Gungyver explica que precisam esperar até que Bravestarr chegasse. E somente depois de 8 horas

- Não. Depois de no máximo 50 minutos! – Ela fala com estranheza. – Vocês têm um SATÉLITE ORBITAL com teleporte! Aguardem o alinhamento adequado a cada 50 minutos e puxe ele!

Realmente o grupo esqueceu. Já tinham as instalações básicas do seu castelo ativos desde o episódio anterior (mas infelizmente o Andarilho que fez vezes de Narrador não comentou).
Feito isso, os Heróis anteciparam a chegada de Bravestarr, Trabuco, e a acompanhante deles: A Juíza J. B. McBride de Novo Texas.
Explicado a situação, o xerife entende a necessidade do segredo, e rende os heróis na guarda do templo. A juíza decide ao menos ouvir o Rei Blod. Turko, discretamente, lança um feitiço que amplia a sabedoria da Juíza – sim, ele também evoluiu desde a primeira temporada – para garantir proteção à magistrada contra poderes hipnóticos da criatura.

Bravestarr comenta ao ver que Turko fez algo: "Ela é comprometida"!

Então, sem desculpas e com tempo limitado do alinhamento, os heróis saltam para Histmo.

(...)

Eles chegam a uma cidade diferente. Estava cheia de bandeirolas e eternianos musculosos. Uma roda-gigante e um carrossel eram instaladas. Com um “ta-dááá”,  Hon-sa mostra no que estava trabalhando: uma montanha russa, inspirada no carrinho que caiu no Salão dos Heróis, e agora era usado na atração.

Hon-sa explica que o Rei decidiu reorganizar os Jogos Ethernianos, uma série de eventos esportivos para “amenizarem” a atração final: o duelo de espadas entre Lion-o e Rei Carnivus dos Catfolks que poderia definir o destino dos Thundercats em Etérnia.

Hon-sa quis colaborar com a “Montanha Cheia de Curvas”, e precisava testar a caminhada com o carirnho cheio – 4 pessoas. Ela é apresentada à foice “Belial”, e acha que podem levar. Elak, o herculóide, era grande demais para o carrinho, mas Glob podia ir espremido. Kenor decide mandá-lo para sua terra natal, informar a Dorno sobre suas aventuras.

Então, todos entram no carrinho. Hon-sa puxa a alavanca, e começam a entrar na estrutura.
Antes do primeiro mergulho, passando por estátuas móveis de dragões e outros monstros, eles percebem que os trilhos se abrem! O grupo cai vertiginosamente numa cacofonia de cores e sons, imagens desconexas que faziam pouco sentido.

Masmorras e Dragões

Lentamente, cada um volta a abrir os olhos.

Eles se viam em um lugar estranho, numa clareira elevada de uma floresta. Não acham seus equipamentos tecnológicos ou mágicos consigo, e mesmo suas roupas estavam estranhas. Hon-sa usava um vestido de placas e óculos steampunk; Kenor usava um colete felpudo a-la Tundarr; Turco usava variação mais sombria de suas vestes, e um capus ao invés do chapéu pontudo; e Gungyver, o que parecia ser uma armadura de placas ancestral. Só Belial estava imutável.

Mas diante do grupo, estava um enorme dragão!

Ele era platinado, com escamas metálicas, extremidades pontiagudas e um ar poderoso. Era enorme e volumoso. Ele caminha com autoridade na direção do grupo, urrando como uma fera.

Gungyver invoca sua armadura metaldex... Ou ao menos tenta. Seus raios Zeta não funcionam. Ele fica na posição com cara de tacho, enquanto a fera marchava. Todos pareciam terem perdido seus poderes – mágicos ou tecnológicos.


- MOVAM-SE! – decide Kenor, instantes antes de uma barragem de raios e trovões saírem do sopro daquele terrível monstro. Alguns se escoriaram, mas todos se afastaram. E o Dragão atacaria de novo...

... Se um enorme tecido vinho não pousasse na sua cabeçorra, encobrindo-a momentaneamente.

- Precisarão mais do que isso... Para deter Bahamut. – fala uma voz pacífica e tranquila.

Um ser diminuto, com idade avançada visível, aparece. Ele tinha longos cabelos negros, e um hobe negro com detalhes em vermelho escuro, além de um ostencivo pendente com uma gema brilhante no peito.

- Vão precisar de armas novas... – proclama o intruso. Ele aponta para cada um deles.
- Paladino! – diz, apontando para Gungyver, fazendo uma espada magnífica surgir em suas mãos.
- Artífice! – para Hon-sa, dando a ela um martelo metálico com “jatos” de impulso.
- Druida! – Um manto com pelos castanhos encobre os ombros de Keldor. Ele, instintivamente, se sente em sincronia com cada animal na região.
- Feiticeiro... – Uma varinha de condão aparece nas mãos de Turko. Ele sente que aquela “arma” poderia restituir e canalizar seus poderes perdidos.
O Intruso encara a Foice longamente.
- Eu não esperava você... – fala ele. – Acho que vou chamá-lo de Uni.
O Dragão dá sinais que iria se libertar do tecido. Gungyver decide não esperar. Ele ataca com sua espada, que demonstra grande poder, similar a sua original. Consegue um corte na perna da criatura. Belial voa junto e atinge o mesmo ponto. Agora, o ferimento causado seria incurável.

Quando a criatura se liberta, Turko faz surgir um enorme pneu de trator, a servir de focinheira para a besta.

Kenor tenta invocar “Carga do Thundro”. Mas algo diferente acontece. O Manto o envolve, e o transforma em uma espécie de dragão oriental serpentinoso, com cabeça de cão, largo o suficiente para ser cavalgado.

Quando perceberam que o misterioso intruso não estava mais lá, Gungyver e Hon-sa montam em Kenor, que voa pelos céus, ao som de ♪♫Never Ending Story♪♫, seguidos de perto  por Turko e pela foice.

A viagem foi fantástica. O vento nos cabelos, e a visão daquele misterioso mundo, com céus magentas e sem estrelas, similar à estranha dimensão onde ficava o Salão ds Heróis. Viam a grande floresta em que estavam, as montanhas ao norte, os pântanos ao sul...

... E Kenor percebe que seu poder era temporário. Ele começava a perder a forma de Falchior...
Ele reduz a velocidade tão habilmente quanto pode. Ninguém se feriu, mas todos estavam no chão.

- E agora? Para onde? – pergunta alguém.

- Não é como se tivéssemos uma BÚSSOLA! – protesta Hon-sa, batendo seu malho gigante em uma rocha, com frustração.

A rocha se torna uma bússola de rocha. Desproporcionalmente grande, primitiva, mas funcional. Começava a entender as aplicações de sua arma.

- Que tal... Norte?

Ainda havia um dragão nas proximidades, e os heróis não tinham suas melhores armas. Kenor tenta se transformar mais uma vez – agora em lobo – e guia o grupo pela mata fechada, certo que o dragão não poderia vê-los dos céus nem entrar com seu tamanho.

Após uma caminhada, encontram uma nova clareira... E lá, surge novamente aquele baixinho misterioso.

- Eu sou o Mestre dos Bruxos. – apresenta-se. – E tentarei ser seu guia neste mundo.

- Por que viemos para cá? – pergunta Kenor.

- Simples... – O diminuto ser fala. – Porque vocês estavam alhures antes!

Outras perguntas são feitas. Ele continuava a usar as alcunhas que deu para se referir ao grupo.  Mas enfim revela: “Neste mundo, as Armas são a fonte de poder. E suas armas vão atraír caçadores. Estes também possuem armas, e nas deles, está a chave para vocês retornarem a seu mundo”.

E numa das passagens arbitrárias pelas pernas do grupo, ele desaparece.

Após alguns minutos de silêncio confuso, Hon-sa decide “testar” seu martelo – uma versão inferior e primitiva da nanoforja, em suas palavras.  Ela gera um DRONE e um aparelho para enxergar – que parecia a cabeça do Quarterhead...

... Ela visualiza orcs nas montanhas ao norte. Povo-sapos nos pântanos ao sul. Não via o dragão...
... Mas ao tentar sobrevoar o Oeste... o drone é abatido. Pelo que parecia ser um raio-flecha de energia dourada.

Certos que eram “os caçadores” que o Mestre dos Bruxos avisou, eles precisavam decidir se iam fugir ou lutar.

Decidem fugir.

Os Sete Caçadores

Como os antagonistas vinham pelo Oeste, eles decidiram ir para o Leste. Kenor, o melhor habilitado por ser um selvagem e druida, prefere ficar no fim do grupo, ocultando os seus rastros.
Gungyver decide tomar a liderança da marcha. Mas sua desconfortável armadura primitiva fazia o avanço ser ainda mais moroso do que o necessário para o grupo não se espalhar. Perdem precioso tempo, e não percebem.

Após algumas horas, sem ter mais sinais dos caçadores, a Foice Belial – que enxergava por meios distintos dos ordinários - percebeu que o Manto do Druida não estava mais nos ombros do selvagem.
Afastado dos dois, invisível aos demais sentidos, uma competente ladra arrastava o manto discretamente.

Dado o alarde, a foice e o selvagem deixam a formação e passam a perseguir o misterioso vulto. Kenor tenta agarrar o manto, mas é impedido pelos reflexos da ladra. Mas consegue perturbar um capuz roxo e, por uma fração de segundos, ele viu uma jovem ruiva assustada que se afastava com talento de sua perseguição.

Infelizmente a invisibilidade não funcionava em Belial, que voando como uma roda de laminas, ataca sem ganas a ladra. Ela retorna à visibilidade, com um sério e incurável corte às suas costas.

- SHEILA!!! – urra um outro que se aproximava. Uma criança... Com um tacape.
(...)
- Crianças?!? –estranha Kenor. Dois se juntavam à ruiva em dor no chão. Um era ainda mais jovem, e usava um elmo com chifres que lembrou muito o de Deoito. Outro, mais velho mas consideravelmente menos determinado, usava vestes de cavaleiro e trazia um escudo.

O pequeno Bárbaro tenta golpear a foice com seu tacape. Ele erra, mas ao bater no chão, provoca um terremoto. Uma pequena clareira se abre com as árvores e arbustos próximos curvando-se. Aquilo era perigoso! A foice tenta contra-atacar, mas resvala em algum tipo de campo-de-força projetado do escudo do Cavaleiro.

Kenor dá um salto acrobático e recupera seu manto. Turko, Hon-sa e Gungyver retornam, mas também o reforço dos Caçadores: Uma moça morena com uma vara extensível brilhante, um mago com a mão enterrada em um gorro verde, e seu líder, um arqueiro com flechas de energia douradas que provavelmente foi quem derrubou o drone original.


A visão de Sheyla, a ladra, ferida no chão torna os jovens irritados. Kenor tenta usar o mesmo poder que acalmou a multidão na Mina dos Widgets. Mas só um – o Cavaleiro – pareceu acalmado. E considerando que ele estava com medo antes, o efeito foi o oposto.

Hon-sa gira e arremessa seu martelo. Ele resvala no mesmo efeito no escudo do cavaleiro, sendo desviado para longe. A acrobata usa sua vara para lançar-se aos céus, e apanhá-lo em pleno voo.
- Legalzinho... Mas nada que surpreenda uma thunderiana! – comenta Hon-sa, saltando com igual facilidade, mas sem ajuda de varas, e dando perseguição. As duas somem nas copas das árvores.

Highlights:


  • O Arqueiro decide retomar o controle da emboscada. Usa suas flechas para tentar desarmar Gungyver. Depois, para criar uma rede. Consegue aprisionar a Foice.
  • A arma de Bob, o Bárbaro, era extraordinária, mas seu infante guerreiro ainda não. Gungyver consegue desarma-lo. Temendo estarem perdendo as armas para os caçadores, Kenor aproveita e toma o tacape para si. Bob, mesmo sem armas, tenta tomar de volta, mas não tinha como suplantar a força de um homem adulto.
  • Kenor decide pedir a Blob para imobilizar a criança... e então percebe que seu aliado não estava aí. Ele estende seus sentidos pelos animais e o encontra... cinquenta metros adiante?!? Como ele chegou lá?!? Decide abandonar a luta e ir resgatá-lo... E leva Bob consigo. (comentários em off: tiozão em tanga de couro levando menino seminu para o mato?!?)
  • Turco e Presto começam um duelo de habilidades mágicas pouco úteis. O trollano lança bolhas de sabão. O humano puxa um ventilador para soprá-las longe...
  • O impasse permaneceria se do nada um UNICÓRNIO infantil não surgisse, e roubasse a varinha de Turko, sumindo em pleno ar com um teletransporte.
Com Bob e Kenor e Diana e Hon-sa fora das vistas, algo estala no íntimo do Gungyver. Aquele cavaleiro a seus pés só pensava em proteger a companheira ferida. Companheira atacada traiçoeiramente por trás. Teriam aqueles “caçadores” alguma razão em lutar?

Decide, unilateralmente, encerrar a luta. Caminha de guarda defensiva. O arqueiro arma sua flecha, faz mira... Mas decide não atirar.

- O Mestre dos Magos disse para olhar além dos rótulo dos portadores das armas. – fala enfim, permitindo que Gungyver se aproximasse.

Com a paz alcançada, embora com cada grupo de seu lado do campo de batalha, eles se apresentam. Gungyver percebe que a Espada dava um meio de remover a maldição da Foice do ferimento de Sheyla, que passa a se curar normalmente. Os Cavaleiros descobrem que as crianças também entraram numa montanha russa, e também se viram perdidos naquele mundo, mas estavam lá há anos agora.

- Nosso dragão tinha CINCO cabeças! – Fala Erick, o Cavaleiro, como se fosse algum orgulho.

Os “caçadores” enfim revelam o motivo de estarem atrás das armas dos heróis. Eles descobriram uma forma de voltar para casa... Um portal estrelar. Mas havia dois problemas: O primeiro era que ele precisava ser alimentado por armas mágicas. Os jovens poderiam usar as próprias, mas para isso, teriam de deixá-las para traz quando fossem embora, que poderiam ser tomadas por um ser chamado de “Vingador” para destruir aquele mundo.

O outro: precisavam “inserir coordenadas” no portal, e eles não sabiam. Seu povo mal tinha chegado no satélite natural de seu planeta, quiçá, viagens intergalácticas?

Logo, lembra que Hon-sa foi uma navegadora estrelar. Talvez ela pudesse ajudar nesse segundo aspecto.  Decidem se separar: Turko, Hank, Sheyla e Belial iriam atrás de Hon-sa e Diana; Gungyver, Erick e Presto, iriam atrás de Bobby, Uni e Kenor; Salsicha e Scooby iam... uh, esquece..
(...)
O primeiro grupo via as marcas nas copas com facilidade. Acreditavam estar perto. Mas nesse ínterim, um “Nanico” aparece para eles. Era como o tal Mestre dos Bruxos, mas seus cabelos eram alvos, e sua túnica vermelho viva. - É o Mestre dos dos Magos! – apresenta Sheila aos novatos.

Esse novo – mas igualmente enigmático - figura deixa claro que havia forças opostas em atuação... “Nêmeses emergindo”. Disse que havia uma escolha a ser feita, e que apesar dele não poder ajudar mais, o outro não atrapalharia.

Quando eles invariavelmente perderam o baixinho de vistas, ele desapareceu.

Seguindo um pouco mais,  encontram a acrobata e a artífice, rindo e brincando de tiro-ao-alvo. Disse que eventualmente pararam de brigar e Diana contou sobre a caça às “armas” que deveriam abrir o portal. Quando perguntaram se Hon-sa entendia de portal estrelar, ela diz:

- Etérnia fica na Galáxia Limbo, Quadrante Gama, 745323. Terceiro planeta do sistema solar.

O grupo se anima. Podiam ir para casa então.

- Enquanto a Terra?

Hon-sa fica triste.

- P... Perdão... Precisa ser mais específica.

- Eh... Brooklin, Nova Yorque?

Hon-sa toca o ombro dela, e faz um gesto negativo com a cabeça. As três crianças suspiram desanimadas, mas Turko Não. Turko arregala os olhos...

(Off: Turko ganhou pontos de Inspiração por ajudar a Juiza McBride. O Narrador pediu a ele um teste de sabedoria que ele acreditou seria para ver se ele sabia como chegar na Terra. Ele falhou, mas gastou sua inspiração para um novo teste, e conseguiu um 18. Turko ainda não sabia chegar na Terra, mas sabia que Hon-sa estava mentindo. )

(...)

Bobby não consegue se desvencilhar de Kenor, que avança habilmente pela mata fechada... Até que um pequeno unicórnio aparecer, ameaçando-o com a varinha de Turko. Felizmente para ele, servia apenas como um graveto.

- Libertar... Amigo! – rosna a criatura em meio a seus “Bééés”.

- Eu não vou ferir seu amigo. – Kenor responde. O Bárbaro podia falar com animais.

Uni se impressiona.

- Você entende Uni? Você fala com Uni?!? Normalmente só dizem “Maldita Uni não fomos embora por causa dela” e “Eu não vou Embora sem a Uni”!

- Faz o seguinte: - Kenor começa. - Você me dá esse gravetinho na sua boca, e eu solto seu amigo.

Para desespero de Bob, o unicórnio solta a arma que tinha roubado. Kenor dá um afago nela, pega a arma, deixa Bob, e vai atraz de seu aliado.

(...)

Turko isola Hon-sa e confronta-a se realmente não saberia onde fica a Terra. Hesitando, a Thunderiana fala:

- Galáxia Via Láctea, Quadrante Delta, 414969. Terceiro planeta do sistema solar. Brooklin, Nova Yorque. – Confessa enfim. – Mas se eles souberem que eu conheço as coordenadas, podem nos convencer a mandá-los de volta e nós ficarmos aqui. E eu não quero ficar. Como eu poderia olhar para uma criança e dizer que sei como te mandar de volta, mas não vou?

(...)

Seguindo atrás de Kenor, Gungyver e a dupla de paspalho Erick & Presto encontram num galho o Mestre dos Bruxos. Parecia relaxado, olhando a natureza, ignorando a hostilidade no ar do Patrulheiro.

Confrontado sobre porque provocou a batalha, ele disse que não mentiu. Um grupo tinha as armas necessárias para o outro voltar. Mas haviam CINCO armas mágicas, e os heróis só tinham posse de quatro delas. E comentou que a Nêmese estava em atuação, e logo seria revelada. Logo em seguida, ao slatar do galho, jamais tocou o solo, desaparecendo de novo.

(...)

Kenor finalmente encontra Blob. Estranhava porque ele estava congelado no meio do mato. Deduziu que Uni, com seu teleporte, estava tirando os “mais fracos” do campo de batalha. Atacou primeiro o Blob, depois o pequeno Turko.

Algo distrai Kenor. Bobby havia voltado, cavalgando Uni, com um galho debaixo do braço como se fosse um cavaleiro de justa. Mas a batalha não prosseguiu.

Bahamut voltou.

Ele estava usando Blob como isca, e pousa na copa das árvores, dobrando-as com seu peso.
Bobby não parecia intimidado. Para evitar algo pior, Kenor usa de sua aura pacificadora no dragão. Não sabia se ia funcionar, mas ao menos atrai a atenção do monstro para si.

Bahamut Decide conversar com a dupla. Comentou que um ser chamado de “O Vingador” roubou armas do Cemitério dos Dragões após fracassar em apreender a arma dos protegidos do Mestre dos Magos. E ele estava lá para reavê-la. Mas temia que, quando terminasse, “a inimiga” apareceria.
Pouco depois de Gungyver, Erik e Presto chegarem, o dragão vai embora.

- Com aquele tamanho todo, só precisava ter uma cabeça mesmo! – comenta assombrado Erik.

(...)

Os grupos se reúnem. Turko jamais desmente Hon-as. E as informações são trocadas. Hank decide que, como eles não podiam voltar para casa, então ajudaria os Cavaleiros a retornar. E ficariam para trás para impedir que as novas armas caíssem nas mãos do Vingador.

Eles informam que o portal estava no Norte, na aldeia dos Orcs, em um platô elevado. Os doze heróis (11 + Belial) rumam na direção norte. A Foice mais uma vez percebe um espião escondido: O Demônio das Sombras. O mais fiel servo do Vingador!

Como estava afastado, há meio-caminho do platô, os voadores partem para detê-lo antes que a chegada da caravana da coragem fosse avisada. Belial tomou a dianteira. Mas ao invés de atacar a criatura, decidiu dominar sua mente.

Conseguiu perceber que aquela manobra era esperada. Pois O VINGADOR É O MESTRE DOS BRUXOS! Ele usou de uma arma –A quinta arma? – para se transformar em seu Nêmese, que é uma cópia do Mestre dos Magos. Aparentemente tinha os mesmos poderes! E preparou o cenário que lhe fosse mais vantajoso!

Antes que os demais pensassem o que fazer, Belial decide destruir o Demônio das Sombras.

Agora a Caravana da Coragem precisaria dominar o portal estrelar no coração da aldeia orc, lidar com um aparentemente onipotente Vingador, e ir para casa?


Próximo Episódio: as Nêmeses!


9 de março de 2020

Ato II Tomo I - Os Cavaleiros '80

- Eu sou KELDOR Jr., Filho do Esqueleto, e herdeiro dos segredos da Montanha da Serpente.

Fabulosos poderes secretos foram conquistados por mim no dia que deixei meu lar e me tornei O ANDARILHO, O DISCÍPULO DO MAU.

Meu objetivo é me tornar o maior vilão da galáxia, e para isso busco a verdadeira filosofia do Mau. Treinei com Mum-ha, Monstro Estrelar, Crysálida, dentre tantos, procurando o mestre que me convença.

Somente quatro pessoas me compreendem: Kenor, Turko, Gungyver, e a simpática Hon-sa. Juntos eles são os

CAVALEIROS ANOS 80!!!


Temporada 2


17 de janeiro de 2020

ATO I TOMO VI - Os Cavaleiros Anos '80

O Andarilho, discípulo dos maiores mestres do mau do terceiro mundo e além; Hon-sa, uma engenhoqueira tão talentosa que haqueou uma fonte primitiva de energia imensurável; Optimus Prime, comandante-supremo de uma vasta legião em guerra; He-man, o Homem mais forte do universo... e quatro outros caras.


Brincadeira. Temos o versatilíssimo mago trollando Turko, um colosso movido a fogo infernal em Kutullo, o Patrulheiro Espacial Gungaiver, e o Senhor dos Herculóides, Kenor.
Suas batalhas foram intensas. Seus feitos, lendas. Mas agora, rumavam para talvez a batalha mais difícil, a batalha que decidirá  o destino da galáxia!
E nesta investida, está a vida de uma poderosa mais infantil criança-colosso, e o destino do terceiro Mundo!


OS CAVALEIROS '80 - FINAL DA 1ª TEMPORADA


No Episódio anterior, os Cavaleiros impediram que Megatron capturasse o príncipe Adam de Etérnia e se apoderasse do All-Spark, um artefato que podia dar vida a qualquer item tecnológico. Mas aguardando o momento propício, a Vilã do Episódio-piloto, Crysálida, se apossou do Nautilóid - recém-transformado num Autobot colossal - e o teleportou para sua misteriosa base.

Contudo, envergonhado por sua participação na trama, o Andarilho decidiu mostrar aos heróis o Esconderijo da vilã e de seus asseclas. Assim, A poderosa formação dos Cavaleiros entraram no Thunder-prime - Optimus decidiu mudar suas cores ao entender como o veículo que ele copiava era único - e o recém-chegado He-man e partiram para a aventura!

No caminho eles discutiam o que sabiam e como enfrentar Crysálida. Sabiam da fraqueza especial da vilã - o Som - e precisariam usar este conhecimento quando tivessem a chance.

Então, todos percebem que o céu escurecia muito rapidamente. As nuvens estavam dispersas. Aquele fenômeno permitia ver as estrelas com claridade rara... E de lá, a misteriosa Galáxia de Cristal, que parecia se mover em uma dança astral.

Episódio 15 - Domínios do Terror




Do alto de uma colina, os heróis vislumbravam os domínios de Crysálida. Um grande vale a-la Mordor cercado por montanhas. Estavam perigosamente próximas às montanhas místicas - lar dos dragões de Granamir, inclusive um destes voava nas proximidades. Uma criatura colossal dormia sobre um lago no Leste, de onde um rio seguia praticamente fechando o Norte. A Oeste, um povoado primitivo. Analisando com visão telescópica do visor dos Silverhawks, Turko constatou que eram Lobisomens, o exército da Rainha dos Malditos, que aparentemente cederam armas a Crysálida por algum motivo.

Andarilho disse conhecer os caminhos pelo subterrâneo para evitarem ficar expostos às emboscadas das montanhas. O grupo ruma para lá. E encontram um portal, e um ícone dos anos 80:

O CUBO MÁGICO!


Um cubo multifacetado e colorido de 1,5m. de aresta flutuava na frente da porta. Cada quadrinho da imagem tinha além de uma cor, um símbolo - uma espada, uma forma simples como círculo, ou outras coisas.

No pórtico, havia dizeres enigmáticos: "A chave (...) embaixo da árvore".

He-man prepara seu soco - movimento de rotoscopia - mas o Andarilho o impede. Não só faria barulho, como demonstraria que os brutos se intimidam com um pouco de teste de inteligência. He-man parece ofendido, mas concorda.

O grupo encontra símbolos de uma árvore e uma chave no cubo. Percebem que podiam mover as fileiras dos eixos tridimensionais livremente...

... Mas após alguns movimentos, uma coluna de fogo emerge de um dos lados. Alguns se feriram, outros esquivaram. Aquilo era estranho.

Colocaram a ícone da "chave" embaixo da ícone "árvore", mas nada aconteceu.

Acharam que era por ser uma face lateral. Mudaram as ícones para a face de cima e, destas vez um relâmpago disparou - felizmente para o ar, sem atingir ninguém. Com essa segunda tentativa, o grupo percebeu que certos alinhamentos provocam o acionamento de uma armadilha. Mas novamente, a "Árvore" em cima da "Chave" não fez nada.

Tentaram alinhar em faces opostas, e faces lateralizadas. Moviam como sabiam. Algumas vezes as armadilhas foram disparadas. Hon-sa e Optimus quase foram congelados. Um terremoto foi para cima (não sei como isso seria possível). Turco, sem dúvida, era o "para-raios" favorito das armadilhas. Por isso, se afastou para se poupar, e nessa, percebeu que uma patrulha de quatro hoverbots se aproximavam. O tempo era curto...

... Então, pensando fora da caixa, Gungaiver decidiu bater para sentir o quão maciço era o cubo. Percebei que a ícone da "Árvore" era oco. Puxando-o, encontrou uma chave.

- "A Chave embaixo da árvore! Como eu sou estúpido!" - Protestou o Andarilho, por não perceber solução tão simples.

O grupo tinha a chave, mas foram flagrados pelos robôs de patrulha. Hon-sa saca seu equipamento para contar comunicações externas, e os mecanóides só precisaram lidar com o poder completo dos Cavaleiros '80, Optimus Thunderprime e He-man. Demoraram até muito. O Deus da Sucata deve ter orgulho deles!

A porta é aberta, e o grupo invade os salões sombrios. Os corredores eram amplos o suficiente para Optimus atravessar.

- A ROLHA DE GRANITO

A primeira intercessão do caminho dava em um salão circular de desesseis metros de diâmetro, com três caminhos possíveis. Contudo, o chão estava estranho. Uma peça inteiriça de rocha negra circular ligeiramente menor estava no chão. Uma armadilha óbvia. Certo?

Andarilho recomenda não pisarem na rocha. Ele mesmo usa um breve teleporte pessoal para ir ao outro extremo da sala. Era possível, escorando na parede, os não-voadores arrodearem. Mas Thunderprime era grande demais.

 Olhando para o teto - uma elevação de 15 a 20 metros - Optimus acredita que tinha espaço e distância suficiente para saltar sobre a rocha com os turbos de sua forma Thundertank. Hon-sa permanecia dentro do líder dos Autobots, e Kutullo decidiu voar a seu lado.

Mas ao perder contato com o chão, eles percebem algo terrivelmente errado. Imediatamente acima da rocha negra, a gravidade ERA INVERTIDA! Kutullo perdeu o controle do vôo, mas conseguiu se recuperar, segurando no teto - que agora era a beirada de um fosso - impedindo que caísse. Mas Optimus estava num salto ascendente, sem controle. Cai ruidosamente no teto-fosso.

E antes de qualquer outra reação, a peça que estava no chão se desprende, num formato que encaixava com precisão. Era uma rocha de granito sólido de 3m de espessura, veloz como a aceleração da gravidade. He-man não consegue agarra-la a tempo. Prime se transforma para proteger Hon-sa, sendo esmagado pelo petardo. Turko usa um Blink similar ao do Andarilho para tirá-la de lá. He-man salta no Fosso, e percebe que se ele tentasse quebrar a pedra, a maior parte da energia do golpe iria para Prime. Optimus quem percebe que o solo do fosso (ex-teto) era menos resistente. Ele poderia "escavar" para a saída, mas demoraria. Os heróis deveriam seguir sem ele.

- O SALÃO DOS MUNDOS

Andarilho chama o grupo para ver o caminho para o Norte, que era sua intenção original, mas estranha. Aquele corredor era familiar, mas estava no local errado. Gungiver teoriza se a movimentação do Cubo possa ter interferido com a posição correta do caminho. Andarilho diz que reconhecia a passagem, e que era o caminho para outra saída... só está, no lugar errado.

Por insistência dos demais, pedem para ele olhar as outras duas opções antes de seguir. Ele o faz, indo à passagem Leste. Algo o deixa animado e surpreso. Ele chama o grupo.

Era um salão muito amplo com teto alto. Ao longo dele, estátuas nos formatos de diversos planetas - A maioria daquela galáxia, Gungaiver afirma - estavam expostos. Abaixo deles, um pedestal holográfico, e uma luz omnipresente iluminava cada mundo com uma das três cores: Vermelha, Amarela e Verde.

O planeta mais próximo era estranho mas familiar aos aventureiros. Era metálico e estava em luz vermelha. Não havia nada no mostrador holográfico.

Mas à medida que olhavam, acharam Thundera, também em vermelho e sem ninguém no mostrador. Mas as demais cores sempre tinha uma imagem holográfica de tamanho real de uma bela jovem de uma raça alienígena - deduziam nativa do planeta. Gungaiver acha o planeta Block, seu mundo natal, e vê uma cadete com roupa de vinil e cabelos bem '80. He-man cessa na frente do planeta Terra, encarando uma ruiva peituda com um macacão amarelo e um emblema "Canal 6" no peito... e um estranho comunicador casco-de-tartaruga.

Turko acha o planeta Trolla, e reconhece a jovem que mostrava no pedestal Era Drielle... a namorada do seu primo Gorpo...

... E não era um holograma. Ela estava congelada em gelo perpétuo!!!

Turko cria aquecedores e toalhas mágicas para derreter o gelo. Na confusão, todos ignoravam He-man que encontrou o planeta Etérnia, em luz amarela... e o destruiu com um soco furioso!?!? Ninguém chegou a ver quem estava lá até então.

Drielle estava viva apesar de congelada. Ela acreditava ainda estar em Trolla, mas é atualizada pelos heróis, e reconhece He-man. Então ela explica o que aconteceu durante a incursão com a Capital da Galáxia de Cristal.

Houve mesmo um acordo... Mas foi de que Trolla concederia a SERVIDÃO aos Terrores. O Conselho Carmesim, sem opções, concordou. Trolla era agora parte do império dos Terrores de Cristal.

E nisso, Drielle faz uma revelação sinistra: Apesar das aparências, a "crysálida" é a forma evoluída dos terrores, não o contrário...

... Cada... uma... Delas.

Cada planeta possui uma "Crisálida" que fica encarregada de conquistá-lo. E essas crisálidas ganham um dom único da colméia dos Terrores: INDIVIDUALIDADE. Mas para isso, elas precisam se espelhar em um "avatar", preferindo jovens fêmeas destinadas àqueles planetas. Drielle era a "escolhida" de Trolla, servindo a sua Crysálida como podia. Elas todas tinham mesma aparêmcia, mas maneirismos e gostos diferentes, similares aos de suas "avatares", as distinguiam. O grupo lembra que ao longo da aventura encontravam I.A.s de Crysálida com aparências ligeiramente diferentes. Aquilo fazia sentido.

Gungyver insinua que talvez Hon-sa fosse a "avatar" de Thundera, mas lembram que não havia "avatares" de Thundera. Drielle revela o significado das luzes. Os mundos em verde - incluindo Trolla - eram os mundos já conquistados pelos Terrores. Os amarelos - os mais numerosos - eram os que a invasão estava em andamento. Os em vermelho, eram aqueles cuja invasão fracassou ou era desencorajada. Thundera havia sido destruído... E o planeta que eles viram na frente era Cybertron.

Gungyver sabe que aquele mundo ancestral era estranhamente longe dos demais, mas ainda existia. Será que os Cybertronianos conseguiram repelir os terrores? infelizmente Optimus não estava mais lá para informar.

He-man então revelou que encontrou a imagem de Hon-sa, como Drielle falou. Ela estava na base de ETÉRNIA, sendo a estátua que ele destruiu. E revelou por que estava tão furioso com o que viu...

... O holograma de Hon-sa usava as cores da Rainha Consorte Marlena.

O grupo tentou entender o que aquilo significava.

- Mas não faz sentido! - Hon-sa fala. - Crysálida é vaidosa, se acha mais inteligente que todos, e sempre faz planos sobre planos para manipular todo mundo e omeudeuselatameimitando!

 Cogitam se o objetivo de Crysálida era provocar a guerra entre Thundercats e os Eternianos, mas não só ambos os povos eram nobres demais, como Hon-sa não era da linhagem real. He-man lembra a todos que a Rainha Marlena (ele conseguiu evitar a gafe de falar "minha mãe") é uma alienígena do planeta Terra. Há precedentes de uma forasteira ser rainha...

O grupo estava ainda absorto naquelas revelações. Drielle diz que ia se teleportar para o palácio Real para alertar os mestres do que ela sabia. Kutullo aproveita a confusão e vai explorar os corredores sozinho... ignorando que era o momento que um espião oculto aguardava...

EPISÓDIO 16 - A Vingança Nunca é Plena!


Kutullo entra no corredor que ninguém explorou ainda... Anda um pouco e ouve um barulho rochoso. Como uma passagem secreta se abrindo. Um homem calvo aparece. Caminhava lenta mas firmemente na direção do demônio. O demônio não se deixa intimidar... mesmo quando aquela estranha mas familiar voz o chama pelo nome.



 Aquele era o timoneiro "Quarterhead"? O alívio cômico do grupo? Kutullo estranha que ele possuía parte da tecnologia de Crysálida nele, um visual intimidante e um olhar maníaco. Ele breve e sinistramente fala das semanas que ficou como prisioneiro de Crysálida - embora o sequestro do Nautilóid ocorresse há poucas horas. - Ele lembra que a nave podia viajar no tempo.

Ela estava se preparando. Mas tomou o tempo para saber como os Cavaleiros conquistaram minha confiança e o que movia minha vingança. Eu falei que ela tinha destruído minha taverna em Histmo. Ela estranha. Ela nos leva ao momento da história ... da chegada dela...

... E ela me mostra um beco... conde um CERTO DEMÔNIO invoca chamas infernais que consomem o prédio. E ele enfatiza que pior que o "acidente"... Kutullo ouviu por semanas os lamentos dele pela perda da taverna. As juras de vingança que fez contra Crysalida... E deixou calado.

Kutullo não se mostrou abalado pela cartase.

Quarterhead decide demonstrar o que podia fazer agora, unindo seu corpo cibernético com os poderes dos terrores de Cristal, e semanas de planejamento com o conhecimento que ele angariou do demônio nas semanas que eles se aventuraram juntos pelo terceiro mundo.

QUARTERHEAD VS KUTULLO


Após procurar passagens secretas ou outras pistas, uma explosão é ouvida ecoando pelo corredor. A ausência de Kutullo é notada. Gungaiver e Turko vão procurar a fonte da alteração.

A explosão foi o primeiro ataque de Quarterhead. Suas cabeças extras agora trocavam-se sozinhas. Um míssil foi disparado de sua cabeça nº 2, atingindo Kutullo. Mas não causou dano aparente... Até ele perceber que uma camada de cristal o encobrir. O Demõnio era mais que forte o suficiente para se mover... mas o grude impedia-o de abrir as asas.

- Tirei de você seu vôo! - comemora o ciborgue.

Kutullo decide ataca-lo com seu "Suplex". Percebe que o corpo espinhoso de Quarterhead o feria ao ser agarrado. Ele completa o ataque, mas aquela manobra seria mais danosa ao demônio que ao ciborgue.

Quarterhead troca de cabeças outra vez. Sai o míssil, entra um olho-espiral. Ele revela ser um olho com o poder hipnótico. A mente de Kutullo ainda resiste um ataque, mas acaba cedendo. Ele consegue um breve comando... "destransforme-se". Kutullo se vê forçado a retornar à forma do humano Logan.

- Tirei de você sua força! - Comemora Quarterhead.

O ciborgue decide lutar com os punhos, mas não se mostra extraordinário. Mas instiga que Kulullo transformasse-se de volta. Kutullo tenta. Usa sua transformação...
... E percebe que o aparelho vermelho no peito do ciborgue sugava o fogo. Isso impedia a trasnformação.

- Roubei o seu fogo!

Logan decide usar o tridente como arma. Era ainda melhor lutador. Ele trespassa o torax do ciborgue... mas ouve um "click". Aparentemente, se usar uma arma com uma insignea dos Thundercats contra um aliado, ela se destrói. E aparentemente o artefato ainda via Quarterhead como parte do time.

- Tirei... sua ... arma... - ele fala enfim. Estava ferido e exausto,mas sentia-se como se triunfasse a cada dom que roubava do demônio.

 Logan e Gungiver chegaram enfim, apenas para ver Quarterhead empalado pelo tridente de Kutullo. Era a vingança final. Quarterhead tiraria de Kutullo a confiança dos cavaleiros.

 Ele admite o que fez, mas revela as traições de Kutullo. Diz ter a imagem do incêndio provocado em seu banco de memórias - remove a cabeça e joga-a aos pés de Gungiver. As acusações eram inegáveis, e era triste ver quão longe o ex-aliado do grupo foi por estar à mercê de Crysálida. Certo de que fez sua missão, Quarterhead aceitaria seu destino. Ele não apela para um procedimento de auto-destruição - providência para caso tudo desse errado - pois ainda respeitava os outros heróis. Mas decide expor sua bateria energética com a amostra do Fogo Edgelord para confirmar sua acusação, mas isso o mataria.

 Gungiver convence-o a não se render. As palavras do patruleiro galático tocam o ciborgue, que desfaz seu intento... e de dispõe a mostrar um mapa da dungeon... quando de repente começa a ficar duro e com dor visível.

 Crysálida previu uma potencial traição, e programou o novo corpo de Quarterhead para destruí-lo caso ele expusesse os segredos. Felizmente, por ter retirado sua cabeça para os heróis, ele conseguiu transferi sua consciência para longe do corpo condenado, e poderia no futuro ser restaurado, mas aquele poderoso corpo se torna cristal sólido e se despedaça expontaneamente.

 Kutullo percebeu que Quarterhead blefou. Ele recuperou os poderes eventualmente, exceto a Insígniaque lhe dava manipulação mágica das chamas...... e a forma como os companheiros o olhavam era diferente.

EPISÓDIO 17 - A Arena Dos Malditos


 O grupo se reuniu no salão dos planetas. Hon-sa tenta restaurar o mapa da masmorra da mente de Quarterhead, mas vê que aquela informação específica estava perdida. Tentam que seu amigo caído sinalizasse qual caminho dos dois possíveis era seguro... a resposta que tiveram foi: Nenhum.

Decidem seguir para o Norte, que era o que Andarilho, com conhecimento razoavelmente confiável da masmorra, se sentia mais confortável. Era uma passagem solene e reta. à medida que se afastavam da encruzilhada original, ouviam cânticos. Como uma multidão em êxtase. Tentando se aproximar discretamente, viam a luz no fim do túnel, e ouviam alguém agitando uma "torcida". Dizia que "o dia da nossa senhora chegava, o dia da vingança!".

De repente, o túnel onde os heróis (e o Andarilho... e tecnicamente Kutullo) estava tem as tochas acendidas por magia. He-man dá com os ombros que a discrição era desnecessária agora.

Era uma passagem-de-honra para uma grande arena. Gárgulas e lobsomens estavam nas arquibancadas. E dois vampiros gêmeos estavam no picadeiro, chamando os heróis para a batalha.

He-man com um salto de dezenas de metros pousa na frente dos dois, com espada em punho e um sorriso confiante.

- Oh, o Homem mais poderoso do Universo! - um dos gêmeos fala com descaso. - Qual é o seu nome mesmo?

" HE  MAAAAN" ...

Foi uma voz feminina e sinistra a ecoar pela arena. Ela estava num palanque de honra imediatamente á frente. Usava vestes verde escuras que ocultavam tudo dela... menos as serpentes que escapavam de seus cabelos... A RAINHA DOS MALDITOS REVIVIDA!

O grupo teorizou quando soube que Crysálida teve acesso a viagem no tempo no breve período que sequestrou o Nautilóid, considerando que ela não poderia alterar a história, mas poderia retirar da "equação" algum elemento que constasse como perdido e desaparecido. Ela tinha milênios desde que a Tumba da Rainha foi perdida para resgatá-la e, com ela, conseguiu a obediência dos amaldiçoados do terceiro Mundo. incluindo os gêmeos vampiros que atacaram a Mina dos Wickets.

Volod, o gêmeo que marcou Gungaiver como rival, pediu à Rainha que ele tivesse sua vingança contra o Patrulheiro. O irmão estava desgostoso com a idéia. Mas os heróis perderam He-man com uma única palavra... As opções eram poucas.

Gungiver se posta diante dos imortais, e pede um duelo justo, e que se ele triunfasse, que deixasse seus companheiros seguirem incólumes.

O Vampiro nega. E ordena um ataque. Quatro gárgulas se destacam da multidão. Turko, Kenor e seus herculóides, Kutullo e o Gato Guerreiro tomam o palco. Andarilho e Hon-sa retornam à caverna onde podem se defender.

Na confusão, todos esquecem a estátua de He-man. Kenor é o único que percebeu que ela desapareceu, e que um discreto jovem de roupas rosas se misturava aos lobsomens.

Gungiver investe contra seu rival, e encontra um adversário páreo, talvez até superior. É desarmado logo cedo no duelo, e passa a repelir o vampiro com sua Colt Magnum. O vampiro em compensação, não consegue um ataque definitivo.

O irmão de Volod, Ivlod, era menos vinculado emocionalmente à luta, pode pensar taticamente. Viu que as Gárgulas não seriam mais que uma distração, usou seus dons de cominar as feras. Buscou o GATO GUERREIRO e controlou-o, jogando-o contra quem estivesse mais perto. no caso, Elak, o Herculóide.

Kenor, percebendo isso, decide dar luta contra o segundo vampiro na esperança de libertar o domínio da fera e acreditava que era a solução para salvar seus aliados. Mas Ivlod era tão poderoso quanto Volod, e não cairia tão fácil.

Turko é atingido duramente por um dos gárgulas. Kutullo, no entanto, não teve dificuldade de neutralizar o seu. Mas vendo o problema de Turko, decide usar o corpo inerte de seu adversário, arremessando-o contra o inimigo do trollano. Mas era a mira, e agora Turko estava soterrado por Dois Gárgulas.

Elak se liberta, e corre para proteger Kenor, que estava em penúria contra o vampiro. O Gato guerreiro decide investir contra Turko, já com dois cadáveres de gárgulas sobre ele. Gungaiver não conseguia sobrepujar seu oponente. A multidão estava frenética na possibilidade dos Cavaleiros serem derrotados... quando a Rainha dá um berro de dor.

O Príncipe Adam invadiu a cabine de honra e, quando teve o que queria e uma oportunidade, empurrou-a. Por pura sorte: O poder de maldição faria a Rainha dos Malditos transformar em pedra qualquer pessoa que ela pudesse ver e soubesse o nome... Mesmo He-man. Mas secretamente, He-man tinha outro rosto, e outro nome. Quando voltou a ser Adam, libertou-se da maldição. Ouviu e buscou pistas, e agiu quando não podia mais esperar.

- USEM O NOME DELA! - ele grita do Palanque. - SE SEQUER SUSSURRA-LO, ELE SE QUEBRA! ALGUÉM SABE O QUE É?!?

Andarilho pensa nas lendas, mas só sabia que o verdadeiro nome da "Rainha" era um segredo. Gungyver quem percebe que era um enígma.

- O NOME DELA É... SILÊNCIO!!!! - grita o patrulheiro, resolvendo seu segundo enigma.

Num grito inumano, a Medusa começa a ser petrificada. As Gárgulas eram criaturas da magia da Rainha, ficam inertes. Os lobisomens, em pânico vendo sua "deusa" ser derrotada, fogem da arena. O Gato Guerreiro investe na direção de Turko, mas em meio ao salto, ele se torna um tigre consideravelmente menor e muito, mas muito menos bravo. Pacato sai correndo em pãnico da batalha.Os vampiros ainda lutam um pouco mais, mas estavam com a moral abalada e em menor número. Eles fogem... Mas agora os dois irmãos de sangue marcam os Cavaleiros como rivais.

Adam se junta ao grupo. Explica que ele colocou He-man em segurança, e que provavelmente ele está livre agora. também diz ter um "truque" para trocar o Pacato e o Gato Guerreiro de lugar. Diz que seguiu o grupo quando entrou na masmorra mas se perdeu. E eles acreditaram.

Turko torna seu capuz num bolsão dimensional grande o suficiente para guardar a estátua da Rainha, para eles cuidarem depois.

Alguns deles estavam feridos do combate, decidem repousar e se recuperarem. Adam disse que a atrás do Pacato e do He-man. Decidem pela pausa de uma hora...

EPISÓDIO 18 - A Luta pelo Nautiloid


Uma hora se passou, e nem Adam, nem He-man retornaram. Lembraram que a masmorra mudava sua forma constantemente, e ha alguns minutos atrás ouviram um trovão como se viesse dos túneis. mas Adam se mostrou capaz de se virar sozinho, e He-man com certeza sabia se defender.

Neste ínterim, Turko e Hon-sa conseguiram produzir com suas magias e tecnologia duas armas de som: Um par de braceletes com o poder mágico de explodir - a-la Mulher Maravilha - em uma bolha sônica, e um Boost Altenator para a Colt Magnum de Gungyver. Os artefatos só poderiam ser usados uma única vez, e deveriam bastar para terem uma chance contra Crysálida... Mas se recuperarem a nanoforja, poderiam ter recursos mais adequados e de maior poder.

Enfim, com todos tão bem quanto possível, deixaram a Arena e finalmente voltaram á superfície.


Quando o grupo saiu encontraram Optimus Thunder-prime e He-man em combate com o Nautilóid-robô. He-man usava a espada para alimentar Prime numa nova forma, maior, unindo seu tamanho com o poder de Grayskull. Aparentemente, He-man tinha a força, mas não o alcance para lutar contra o gigante; Optimus tinha o alcance mas não a força para deter sem ferir o robô... Mas com os dois juntos, isso era possível. Ao longe, assistindo a tudo, um enorme navio voador de cristal com garras assistia a tudo inerte.

- Entrem no robô! -  He-man falava com esforço como se empurrasse uma lua. - Derrotem os Mutantes! Recuperem o Nautiloid! - Completa ele.

 Os Cavaleiros investem por um acesso no peito do Robô. Ele tenta impedi-los, mas Thunder-Prime Grayskul apara as mãos dele. Eles conseguem entrar.

 A primeira linha de defesa que encontram eram dois hoverbots... Mas estes eram diferentes. Eram feitos da quintina protetora do próprio Nautilóid. Quando sua couraça repele com facilidade os primeiros ataques, fica claro que seriam mais difíceis do que costumavam enfrentar. Mesmo Kutullo se vê surpreendido pelos robôs, que o giram e atiram para fora do robô.

 Um deles é neutralizado por Hon-as haqueando-o. Mas o segundo se segura bem contra o poder combinado dos demais Cavaleiros... Até eles ferirem Elak. Aquilo provoca a fúria guardiã de Kenor, que consegue encaixar sua lança num ponto vulnerável e destrói o segundo encouraçado.

 Kutullo se reúne com o grupo e eles partem para dentro. Estranham que saiu no quarto de Turko (antigo quarto de Ventanoso). a configuração interna do robô estava diferente da forma Nautilóid. Eles abrem a porta e se vêem nas celas do terceiro biso ao invés do corredor do segundo tombadilho. Kenor vê uma escada que deveria guiar para o pescoço do robô, ignorando que escondido em uma das celas estava... Dr. Lauro

O mutante envolve Kenor com sua língua enorme e tenta puxá-lo a sua bocarra. Gungaiver não consegue cortar a língua do mutante. Turko decide jogar água e sabão para dar um "gosto ruim"... Mas não foi suficiente... Aquilo parecia até fortalecer o peixe escamoso. Kutullo resolve enfiar a mão na bocarra do mutante para acionar sua chama Edgelord por dentro... Mas ele não lembra a descrição de Kenor... um enorme conversor energético digestivo que a criatura tinha. A mão de Kutullo desaparece num borrão energético cauterizado.

Kenor consegue se livrar com sua lança. O Selvagem percebe engrenagens atrás de si, e decide usar seu blefe Acrobático. Instigando Dr. Lauro a tentar a língua novamente, ele atrai o ataque para as engrenagens. A língua se enrosca e lentamente o mutante é atraído para as máquinas que esmagariam sua cabeça.

Em pânico, Lauro pede clemência, mas os heróis não pareciam inclinados a ajudar. Ele gesticula que podia devolver a mão de Kutullo, então, decidem por cortar a língua, libertando-o. Lauro reclama que sua língua ia levar 3 dias para regenera, mas cumpre o pactuado. Ele "escara" a mão de Kutullo de volta, e aceita ser colocado numa cela.

Os heróis rumam para o pescoço. A escadaria, o corredor, e todo aquele local que deveria ser parte da sala de comando estava coberto do "cristal controlador". Os heróis já eram aguardados por Ventanoso, o segundo mutante.



Com sua hélice, ele usava escudos contra os primeiros ataques nos Cavaleiros. Mas não era infalível. Seu plano secundário era usar seu controle das pressões do ar para tornar o interior da cabeça do Nautilóid um vácuo e sufocar instantaneamente todos os heróis. Contudo, tanto Turko com o visor dos Silverhawks quanto a forma demoníaca de Kutullo se mostraram imunes à tentativa. Kutullo conjura sua maior chama até então, fulminando o vilão.

Caído e queimado, ele urra em desespero. - "A mestra avisou que eu não poderia fracassar... Agora, todos nós vamos morrer!" - foi seu aviso.

O cristal começa a crescer aceleradamente, em estalactites. A passagem do pescoço é fechada. Eles não conseguem quebrar a ameaça, que encolhe continuamente o espaço até que todos fossem esmagados. Mas imaginando que aquele cristal tinha a mesma fraqueza de Crysálida, Kutullo bate os braceletes que Turko forjou...

um zumbido agudo acompanharia os heróis por muito tempo. A escuridão em que todos estavam aos poucos voltava ao normal. Pela "janela" do olho, eles voam Optimus Thunderprime analisando... E a voz do holograma polvo aparece. Os Cavaleiros desativaram a armadilha e libertaram o Giga-roboto.

 O Nautilóid estava em paz. Estava feliz de ser libertado. Kenor consegue uma sincronia fácil com ele. O colosso estava mais uma vez sob comando dos Cavaleiros.

 Uma descontente Crysálida, do alto de seu Galeão da Destruição, sussurra:

- Destruam todos.

A BATALHA FINAL

 O enorme navio de Crysálida investe. Nauti-robot tem sua cabine de comando tomada por Gungyver. Kenor entra em sintonia, dando eficiência máxima à formação.

 Do Galeão da Destuição, pequenos "escales" - naves autônomas de cristal - partem. Turko gera seu clone dodói para as defesas de proximidades. Thunderprime e He-man se concentram em garantir que a arma maior deles cuide de Crysálida.

 Antes do embate, o grupo lembra da Nanoforja, e que seria melhor garantir uma arma sônica. Turko abandona seu posto para recolher Hon-sa à Nanoforja. Kutullo, em sua arrogância de poder, decide atacar Crysálida sozinho à bordo do galeão.

 As embarcações colossais trocam tiros e chocam-se. O Galeão mostra-se devastador, mas Gungyver mudando para posturas defensivas mantém-se na luta.

 Kutullo investe com as mãos na fêmea azul que avistava. Ela congela o ar ao redor dele... Ele freia... e força sua prestigiosa força, libertando-se, e socando com a força quem agarrava cometas, na criatura.

 Ela vira a cabeça... inabalada. Kutullo sente medo pela primeira vez.

 - Você é um magnífico ser... muito melhor que o Ciborgue. - ela fala, de forma assustadora mas estranhamente sedutora. - Mas deve saber o que você está enfrentando... Seu amigo, Optimus Prime, me temia quando eu era apenas um planeta. hoje... Eu sou uma galáxia.

 Crysálida aponta para o céu noturno que produziu. Para onde a galáxia de cristal dançava pela noite. As estrelas num passado distante se realinharam para uma mensagem que, anos-luz de distancia, era passada.

 O desenho de um planeta, com um anel artificial, e chifres.

 Um nome de um passado indescritível. O que traz o Caos se converteu numa nova forma, de tirania e ordem sem individualidade.

 Mas outrora, um outro nome.

 U N I C R O N.

 Optimus, como se por instinto, vê a imagem na galáxia distante, e congela de medo. He-man precisa mudar de postura para defender o aliado dos escales.

 - Ajoelhe-se... a ... mim... - Intimida a vilã.

 Kutullo, o poderoso demônio... dobra o joelho.Talvez o coração duro e a natureza maligna, talvez a inflexibilidade do jogador, tornam o Primeiro Cavaleiro NPC caído.

 Ignorando o que acontecia no convés do galeão da Destruição, Gungyver decide se agarrar, e mirar o Canhão de ions, diretamente na vilã, quase que a queimaroupa. Nada a não ser a Silhueta feminina é vista no feixe, evaporando lentamente. Kutullo é propelido longe pelo impacto. Os heróis comemoram... Até uma voz desincorporada começar a cantiga...

 "GALÁXIA DE CRISTAL... ... TORNE SUA BELA SERVA  EM C R Y S T Á L I D A!!! O TERROR DE CRISTAL!!!!"




 Da poeira em que estava a humanóide, a larga forma aracnídea se recompõe. Aterrorizante e imponente. Era a primeira vez que Gungyver e Kutullo viam a transformação. os dois ficam abalados. Kenor, instintivamente, puxa Gungyver do comando do Nautilóid, pois a inércia seria fatal. Mas não era um piloto adequado. Precisava manter em movimento o quanto pudesse.

 Turko tinha deixado Hon-sa na nanoforja para as providências, mas sobe para o abalado Gungyver. Decide tomar a arma dele, pois talvez a arma sônica fosse a solução.

 Gungyver se recupera a tempo, pois Kenor era a alma, não a mente do Nautilóid. Ele precisava de cada iota de consciência que pudesse dispor para fazer o que era tão natural ao Patrulheiro. Mas agora o Galeão da Destruição estava na ofensiva. Num derradeiro ataque, Tudo o que Gungyver conseguiu pensar foi tentar aparar...

 O Braço do Nautilóid é arrancado.

 Ferido, o colossal robô cai de costas, aparentemente inerte.

 O Terror de Cristal volta-se a Kutullo, que em pânico e encanto, estava pousado ao seu lado, como um servo.

 - A história está sendo escrita agora! - Fala ela. - E você terá o que tanto quer. Poder. Destruição. Reconhecimento... Adoração...

 Kutullo agora era totalmente dedicado aos Terrores de Cristal. É teleportado. A vilã teria uso para ele em breve.

 No momento mais negro dos cavaleiros, a voz de Hon-sa ecoa nos comunicadores dos heróis.

- Eu fiz o que pude. - fala ela. - Coloquei um conversor sônico no Canhão de Ions... Vocês tem só um tiro... E se Crysátida perceber e desviar o mínimo que for, estamos condenados.

 Gungyver percebe que estava sem seu Colt-magnum alterado. Turko fala que estava com ele pelo rádio do visor dos Silverhawks.

 O plano era Turko atirar na vilã. Esperava abalar o suficiente para que o Nautilóid desse seu disparo final antes que ela pudesse esquivar ou resistir ao ataque.

 Turko perdeu por segundos o teleporte de Kutullo. A conquista de um poderoso servo e a aparente vitória havia ampliado a moral da vilã, que não considera um trollano uma ameaça. Ainda mais com uma arma mortal mundana. Ela ignorava o perigo.

 Turco não sabia atirar bem, o coice foi demais para ele. Mas com sorte, o cone sônico fez o serviço. Crystálida se via no ataque sonoro debilitante e desorientador!

- SOMMM!!! - urrava ela. - POR QUE SEMPRE USAM SOM?!?!?!?!


 Era a chance. Tudo ou nada. Do chão mesmo, Nautilóid conjura o conversor na ponta do canhão de Ions. O ataque de vibração pura, quase sólida, envolve o galeão com precisão. Um único e devastador tiro torna o encouraçado em poeira de cristal inerte, e leva a vilã com ele.

 Sem a presença do Terror de Cristal, a fortaleza começa a ruir. Terremotos atingem toda a região sob seu controle. Os ventos e a luz retornam aos céus. A Galáxia dançando em horror é oculta uma vez mais. Optimus ainda sentia um medo primitivo em seu peito, mas volta a se mover.

O bem venceu!!! Nenhum sinal de vida de Crysálida, nenhum teleporte ou manobra escusa. A Bruxa Caiu!

(...)

 Todos estavam felizes com o retorno de Nautilóid. Mas Kenor sente por sua ligação natural que ele estava querendo viver e se alimentar. A criatura pedia um dia par si, e os heróis concordam.

 Afastado de lá, eles viam que o Andarilho dá um abraço fraternal em Hon-sa e some em teleporte. Despediu-se de ninguém a não ser da Thunderiana. He-man fecha o semblante.

- Sabem... - fala ele. - Em teoria, o banimento do Esqueleto não afeta o filho dele. O Andarilho tem pretensão distante, mas válida, ao trono... E Crysálida, que em teoria via o futuro, tinha uma imagem da Hon-sa com as cores da minha... Rainha...

 Todos desconversam quando a thunderiana se aproximava. O Mestre do Universo só sussurra para "manter os dois afastados".

 Optimus torna-se um thundertanque para levar os Cavaleiros à Torre de Thundera. Pouco depois de se despedirem de He-man, encontram Príncipe Adam e Pacato pedindo carona na beira da estrada.

 O veículo enfim chega, no meio de um discurso de Mickey Drumpf ... desta vez diante dos Cinco Thundercats que ouviam em silêncio tenso as bravatas. Adam toma a palavra. O príncipe de Etérnia não é combatido pelo bufão laranja, sua serva Kellyanne (Maligna?), e um acessor genérico de imprensa - obviamente o Homem-fera com gravata borboleta.

 Adam fala em tom de “a moral da história” que Etérnia foi salva por heróis improváveis, que mostrou que o bem e o mau de cada um são medidos por suas ações. Preconceito só causa ódio e discórdia. Que você pode odiar alguém pelo que ele aparenta ser, mas igualmente seguir quem não deve por causa de uma mera máscara.

 Como se coordenado, Turko conjura uma chuva de água morna, quente o suficiente para derreter a máscara de Drumpf, revelado o Esqueleto por baixo daquilo. O Lorde da Destruição se vê com os planos frustrados, diante de uma multidão violenta, cinco guerreiros Thunderianos, e os Cavaleiros que derrotaram Crysálida. Com juras de vingança, ele se teleporta para longe. Kellyane se revela ser Maligna (... é um progresso) e envolve o Homem-fera para fugir, mas não antes de dizer:

 - Mande meu filho usar um casaquinho!

(...)

 Os Thundercats estavam agora no saguão principal. Adam de pé, ao lado da cadeira que Lion usava como trono improvisado. O quarteto caminha cerimoniosamente. Turko e Kenor provocavam Hon-sa visivelmente constrangida.
Lion chama Gungyver e pede desculpa pelo tom imperioso de sua primeira comunicação. – um menino de 17 anos sob muita pressão deu aquela ordem a você. Agora, um Rei está pedindo desculpas.

 Lion então chama Hon-sa e pergunta se ela foi quem recuperou o Satélite dos refugiados Thunderianos. Ela disse "Não".

 A capitã manipuladora quem criou a desculpa para ocultar a participação dos Autobots no feito, e meias-verdades era o modo de vida da thunderiana desde sua chegada ao terceiro mundo... mas ela havia mudado desde então... E não conseguiria mentir na frente do "Sr. justiça-verdade-honra-lealdade".

 Ela revela que "alguém lá fora" é quem merece a comenda, e ele tem motivos para não querer os créditos.

 Lion comenta que quando falaram sobre o que é ser um Thundercat, disse que não era um privilégio, mas uma responsabilidade. E se ela nunca se tornar uma, não deveria diminuir quem ela era. Pois ela tinha uma missão, agora que estava envolvida na incursão. E ela precisaria de outro título:

 O Líder dos Thundercats saca a Espada Justiceira, e perante o príncipe de Etérnia, coroa os quatro, CAVALEIROS de Etérnia e Thundera.

EPISÓDIO 19 - O Salão dos Heróis


 "Vou levá-los a Jagah" - disse Lion-o para desculpar-se para se afastar dos demais thundercats com os Cavaleiros. Adam disse que precisaria usar "outro caminho" para levar Optimus.

Aonde?

 O grupo é conduzido a um armário de vassouras discreto no subsolo da Torre de Thundera. Lion apontou para dois símbolos um sobre o outro: Um do "infinito", e outro de um círculo, um "conjunto vazio".

 E então, gira a peça anti-horário, formando um "80".

 O Armário se torna um portal, num vazio colorido, com ilhotas flutuantes, unidas por pontes e algumas construções.



 Enquanto o grupo observava o espaço, um breve portal permite que Optimus entre numa "garagem" imediatamente abaixo de uma mesa de reuniões. Transformado, ele estava à altra dos olhos do grupo.

 Três pedestais estavam ao lado do grande computador. Deles, a imagem holográfica da Feiticeira de Grayskull, Jagah, o Sábio, e do Shamã do Novo Texas.

 - Este é o Salão dos Heróis. Um espaço da dimensão de Despondos. Espaço infinito entre as Dimensões. "O miolo da página do livro". Nada entra ou sai daqui a não ser por um desses portais... - Lion aponta para algumas portas afastadas. - No Castelo de Grayskull, na Montanha Starr, na Toca dos Gatos. Os lugares mais seguros do terceiro Mundo... E mais um em sua nova casa.

 Como Mestres do Universo, os Cavaleiros teriam direito a um castelo, que Lion e Adam ajudariam a erguer. E lá colocariam sua porta ao Salão dos Heróis!

 Havia um observatório no sul, de onde os heróis poderiam monitorar a Galáxia de Cristal e a Incursão de Etéria. Planos e meios para impedir a calamidade vindoura seriam tomados. Lá seria aprisionada a Rainha dos Malditos, inalcançável aos servos.

 Os heróis teriam esses encargos secretos, enquanto os Eternianos e os Thndercats buscavam meios de unir seus povos. E prometeram cuidar dos oprimidos, e manter a paz pela galáxia...

 Mas são interrompidos com um barulho. Lion explica que às vezes artefatos perdidos entre dimensões caiam nas ilhas.

 Desta vez, um carrinho de montanha-russa, com a cabeça de um dragão.


 (Nos vemos ano que vem... se renovarem o desenho! Comprem as miniaturas! Em breve, o Novo personagem de Igor/Kutullo! Comprem os bonequinhos de ação!)