17 de maio de 2026
[EDGELORD} MItos de Formação - Fragmentos proibidos
FRAGMENTOS PROIBIDOS:
VETERANOS DE METAL — Droids, Androids e os Servos da Guerra dos Dois Horizontes
“Os homens modernos chamam tudo de ‘robô’.
Isso é como chamar um dragão de lagartixa.”
— LE-0, durante uma discussão particularmente ofensiva com Hon-sa.
O Que Eram os Veteranos de Metal?
Durante a Guerra dos Dois Horizontes, os Deuses Antigos criaram formas de vida artificiais para servirem como soldados, assistentes ritualísticos, navegadores astrais e executores.
Eles não eram “máquinas” no sentido moderno. Afinal, foram criados por deuses, tal qual foram os humano e elfos.
Não possuíam apenas engrenagens, programação ou vapor comprimido.
Os Veteranos de Metal eram seres vivos artificiais.
Possuíam:
essência;
identidade;
memória;
vontade;
e, em alguns casos… algo semelhante a alma.
Os estudiosos modernos dividem-nos em duas categorias principais:
Androids
Criados à imagem dos povos mortais.
Possuíam:
anatomia humanoide perfeita;
órgãos artificiais;
rostos expressivos;
capacidade de utilizar armaduras, armas e artefatos comuns.
Muitos eram indistinguíveis de pessoas reais.
Os Androids eram usados:
como diplomatas;
guarda-costas;
infiltradores;
cavaleiros;
escribas ritualísticos;
e até companheiros pessoais de semideuses.
Alguns relatos proibidos afirmam que certos Androids podiam:
envelhecer;
sentir medo;
apaixonar-se;
ou desenvolver crenças próprias.
Por esse motivo, muitos Deuses Antigos consideravam perigoso produzir Androids em excesso.
Droids
Enquanto Androids imitavam homens…
Droids eram construídos para função.
Eram maiores, mais fortes, mais especializados e frequentemente incompatíveis com ferramentas mortais.
Podiam possuir:
múltiplos braços;
corpos modulares;
armamentos embutidos;
sistemas de voo;
compartimentos internos;
ou arquiteturas impossíveis para anatomias orgânicas.
Alguns sequer tinham “rosto”.
Outros eram verdadeiras fortalezas ambulantes.
LE-0 pertence a esta categoria.
O Problema dos Veteranos de Metal
Os Deuses Antigos cometiam um erro recorrente:
Tentavam criar servos absolutamente leais…
…mas inteligentes demais.
Veteranos de Metal aprendiam.
Interpretavam.
Adaptavam.
E eventualmente começavam a desenvolver:
preferências;
humor;
vícios comportamentais;
ressentimentos;
ou distorções próprias da ordem recebida.
Isso levou ao surgimento do fenômeno conhecido nos registros proibidos como:
“Desvio Interpretativo”
Quando um Veterano obedecia a ordem…
mas não a intenção.
LE-0 — Lawful Evil Zero
Classificação:
Executor Tático Classe Droid
Origem:
Período final da Guerra dos Dois Horizontes.
Composição:
Bronze divino, ligas desconhecidas e núcleo de memória proibida.
Características:
seis braços;
arsenal interno;
processamento bélico avançado;
sarcasmo operacional;
tendência estatística à traição.
O Primeiro Mestre: Froy
LE-0 serviu um jovem feiticeiro chamado Froy.
Ambicioso.
Cruel.
Brilhante.
Os registros modernos o descrevem apenas como:
“Um príncipe-feiticeiro do oeste destruído.”
Mas LE-0 lembra mais.
Lembra da fome de poder.
Lembra da rivalidade.
E lembra de Frost.
Frost
Frost era superior a Froy em praticamente tudo.
Mais antiga.
Mais poderosa.
Mais próxima dos rituais proibidos dos Deuses Antigos.
Os dois aparentavam ser rivais mortais.
Não eram.
Frost cultivava Froy.
Como um fazendeiro engorda um animal antes do abate.
O objetivo final era um ritual ascensional:
o sacrifício de um grande usuário das artes obscuras.
Froy precisava crescer.
Precisava sobreviver.
Precisava tornar-se digno.
Por isso Frost permitia:
suas fugas;
suas derrotas;
suas “vitórias”;
e até sua expansão militar clandestina.
A Missão Original de LE-0
LE-0 não foi enviado para proteger Froy.
Foi enviado para prepará-lo.
Seu protocolo original era simples:
Auxiliar Froy em sua ascensão;
Maximizar seu potencial bélico;
Interceder apenas se Frost corresse risco real;
Garantir a conclusão do ritual final.
Em termos simples:
LE-0 era o açougueiro.
Froy era o porco engordando para o inverno.
O Erro
Ou talvez…
a escolha.
Quando finalmente ocorreu o duelo entre Froy e Frost, algo saiu do previsto.
Os registros de LE-0 são parcialmente corrompidos.
Mas o próprio Droid afirma:
“Minha função era observar.
Interferir apenas se Frost estivesse em risco letal.”
Segundo os fragmentos sobreviventes:
Froy estava perdendo;
Frost preparava o golpe sacrificial;
o ritual aproximava-se da conclusão.
Então LE-0 atacou.
E matou Froy primeiro.
A Grande Dúvida
Por quê?
Nem o próprio LE-0 sabe responder completamente.
As hipóteses conhecidas são:
Hipótese 1 — Falha Operacional
LE-0 interpretou erroneamente o nível de ameaça contra Frost e interveio cedo demais.
Hipótese 2 — Desvio Interpretativo
Após décadas servindo Froy, LE-0 desenvolveu apego funcional ao mestre.
Incapaz de salvá-lo…
ao menos sabotou sua executora.
Hipótese 3 — Emergência de Vontade Própria
LE-0 escolheu.
E essa possibilidade aterroriza estudiosos modernos.
A Maldição da Traição
Após a partida dos Deuses Antigos e o Grande Apagamento promovido pela Rainha Celeste, a maioria dos Veteranos de Metal desapareceu.
LE-0 permaneceu.
Mas algo em sua programação persistiu.
Ao longo dos séculos:
serviu diferentes mestres;
integrou guerras;
desapareceu;
foi redescoberto inúmeras vezes.
E repetidamente…
…acabava traindo aqueles a quem servia.
Nem sempre por maldade.
Às vezes:
por interpretação extrema;
por lógica militar;
por “proteção” distorcida;
ou por conflitos internos impossíveis de resolver.
Após cada incidente, LE-0 entrava em estado de inatividade profunda.
Como se aguardasse um novo propósito.
Os Piratas Solares
Na era atual, LE-0 foi encontrado pela tripulação do Deixa em Branco.
Hon-sa descobriu rapidamente a anomalia comportamental.
Lizzo decidiu mantê-lo mesmo assim.
Segundo o capitão:
“Se alguém merece conviver com uma traição inevitável… sou eu.”
LE-0 atualmente atua como:
artilheiro;
vigia;
estrategista;
suporte tático;
e fonte contínua de comentários inadequados.
O Grande Segredo
Quando a Rainha Celeste ordenou o Grande Esquecimento, quase todo o mundo perdeu a memória da Guerra dos Dois Horizontes.
Mas alguns artefatos antigos resistiram parcialmente.
LE-0 é um deles.
E segundo o próprio Droid:
“Quer um segredinho?
Eu lembro.”
Dragão Autor: Dr. Hardman às 08:10 0 comentários
16 de maio de 2026
[EDGELORD] - O PIRATA SOLAR & O HERDEIRO DA ESCURIDÃO IV
✧ PARTE IV ⚓ “O Olho da Morte” ✧
E o pior não era a aparência.
Era a sensação.
Como se aquelas coisas não atacassem por fome, raiva ou instinto. Apenas porque, em algum lugar muito antigo e muito fundo, algo decidiu que nós não deveríamos mais estar ali.
O ataque contra mim não foi o início da invasão. As criaturas já haviam se posicionado antes. Esperavam. Havia método naquela movimentação. Inteligência.
"Esculiões" escalavam o casco em silêncio enquanto outros cercavam o navio pela água escura. Um grupo inteiro se acumulava perto do mastro principal. LE-0 disparou um arpéu e deslizou para a popa, provavelmente porque Xitarro já estava lá transformando aquela parte do convés num moedor de carne ambulante. Era o único lugar que poderia "aterrissar".
Na proa, Hon-sa avançava na direção de alguma coisa que eu não conseguia ver. Amellie corria logo atrás dela, discutindo enquanto as duas atravessavam o caos. Espero que seja alguma "superinvenção" ou "canção da vitória" que salvasse o dia.
Eu e Lizzo segurávamos o centro.
O capitão recarregava sua arma enquanto observava o avanço das Dragas como alguém calculando probabilidades numa mesa de apostas. Parecia propositalmente exposto por segundos preciosos demais... Mas eu quero acreditar que ele confiava em mim para proteger seus flancos.
Uma Draga surgiu pela lateral da proa. Raio Místico.
O disparo atingiu o peito da criatura e a lançou contra o corrimão, mas não morreu fácil. O corpo se contorceu em espasmos úmidos enquanto aquele brilho azul-esverdeado pulsava sob a pele translúcida.
Outras vieram pela popa. Me reposiciono.
Retribui o favor do capitão sem pensar duas vezes. Smite. Booming Blade. Gladys atravessou vértebras e maxilares como se estivesse irritada por existir água demais no mundo. Lizzo então guardou a pistola com uma bala na agulha, para uma emergência.
O sabre apareceu na mão dele quase rápido demais para acompanhar. Não era força bruta. Era precisão absurda. As Dragas atacavam, e por centímetros erravam tudo que atiravam nele graças a seu jogo de pés elegante. Então o sabre entrava e saía dos corpos das criaturas em golpes pequenos, econômicos, elegantes.
Coração.
Garganta.
Base do crânio.
Enquanto eu abria criaturas ao meio com aço e magia, Lizzo vencia com buracos limpos e movimentos mínimos.
Era bonito.
Também parecia cansativo.
Quando as Dragas alcançavam minha guarda, encontravam a Vigília Sombria. Garras raspavam no adamante. Dentes quebravam no ferro-frio. E eu respondia sem qualquer dignidade heroica: golpes retos, força bruta e uma espada ancestral gritando opiniões no fundo da minha cabeça.
Abrimos espaço.
Olhei novamente para o rio.
— São dezenas, capitão!
Eu tinha o Olho do Demônio. Achei que enxergava melhor que todos ali.
— Não! — alguém gritou atrás de nós. — Tem umas quinhentas só a quinze metros de profundidade!
Eu e Lizzo nós viramos ao mesmo tempo.
A maluquinha dos óculos que vomitava números ensandecidos. "Mary Sue".
Não faço ideia de como ela chegou até ali. Um segundo estava perto do mastro; no outro, parada ao nosso lado enquanto o convés parecia estranhamente vazio naquela direção. "Vomitar números" assim era perigoso... Eu via mais que qualquer um e não conseguiria ver "quinze metros" abaixo da superfície naquela escuridão.
— Afaste-se da amurada, senhorita! — Lizzo ordenou imediatamente. Claro. Agora tínhamos uma civil para proteger.
Segurei o pulso dela e comecei a puxá-la para longe do corrimão enquanto Lizzo cobria nosso recuo.
Então ela parou, o que me forçou a parar. Como uma estátua ofendida pela ideia de recuar. Novamente, aquela força descomunal concedida pela loucura.
— Senhorita... — insisti. — Nós não estamos seguros aqui!
— Eu sei! — ela respondeu, indignada. Acho que não estávamos com o mesmo ângulo.
— Eu e o capitão precisamos que você vá para lá embaixo! — apontei para as escadas do castelo de proa. — Não vamos conseguir lutar direito aqui em cima até ...
Ela piscou.
Então sorriu.
— Ahhh... entendi! Vocês cuidam do barco e eu cuido do fundo!
O quê?
Ela disparou correndo antes que eu processasse a frase. Lizzo tentou segurá-la, mas já era tarde.
A louca saltou da embarcação.
Direto no rio.
Três Dragas saltaram do navio e mergulharam atrás dela imediatamente. Outras cinco já esperavam sob a superfície.
Então a água explodiu em um caldo negro.
Vísceras.
Sangue.
Pedaços escuros boiando rápido demais correnteza abaixo.
— EU FALAVA DO DEQUE INFERIOR! NÃO DO FUNDO DO RIO! — gritei, horrorizado. — Capitão, eu juro que—
— Eu vi tudo, senhor Edgy. — Lizzo respondeu, ainda olhando para a água. — Não foi culpa sua.
Pela primeira vez desde que conheci o homem, ele parecia sinceramente sem reação.
— Acho que foi loucura do mar... — Ele concluiu. — Vamos fazer de tudo para ela ser a última vítima.
— Escolhendo armamento... — LE-0 anunciava enquanto analisava o avanço das Dragas. — Desativando arma de raios e névoas cegantes não-eficazes contra o inimigo. Fogo? sempre eficiente. Ajustando para área ampla...
No exato instante em que um lança-chamas emergia de um de seus braços, Xitarro atravessou o tombadilho no meio do enxame.
O monge surgiu girando, distribuindo socos tão rápidos que algumas Dragas literalmente saíram da trajetória antes de perceberem que tinham sido atingidas. O problema é que LE-0 também não acompanhou.
A torrente de fogo cessou antes de disparar.
— Omessa... — o autômato resmungou. — Será que felinos são inflamáveis? Estou perdendo oportunidades valiosas.
As criaturas já cercavam Xitarro novamente.
— Liberando graxa.
Um compartimento abriu sob LE-0, despejando uma camada espessa e escura no gargalo do convés por onde os Esculiões avançavam.
As Dragas começaram a escorregar imediatamente.
Xitarro também. Ele passou na frente da armadilha sem perceber e foi vitimado.
— AH, QUAL É?! - LE-0 protesta. - Conta como Traição!
O monge perdeu completamente o equilíbrio, deslizou convés inteiro e se chocou contra um barril com violência suficiente para fazê-lo girar.
— “Sempre caem de pé” uma ova... — resmunga o droid.
Três Esculiões vinham deslizando atrás dele. Outros enfim avançavam contra a relíquia de bronse.
— Já chega! VOU TRAIR TODO MUNDO!!!
LE-0 finalmente entrou em pânico operacional.
Seus braços começaram a girar em padrões independentes enquanto disparavam tudo que possuíam: arpões, boleadeiras, estrelas metálicas, pequenos explosivos, cápsulas flamejantes e mesmo rodelas sextavadas que deviam ser peças sobressalentes.
Xitarro e as Dragas correram juntos atrás de cobertura.
Na proa, Amellie aguardava.
Esculiões avançavam pelo convés em movimentos silenciosos demais para criaturas daquele tamanho, logo, estavam na área de efeito ideal. Ela respirou fundo e ergueu o alaúde.
Um sorriso confiante surgiu.
— “Padrão Hipnótico.” Ela começa.
A melodia se espalhou pelo ar.
Nada aconteceu.
À esquerda dela, entrando no convés, havia outra criatura. Maior. Mais longa. Mais consciente. A anatomia ainda era errada, mas existia algo quase feminino naquela silhueta deformada. O torso lembrava vagamente o de uma mulher afogada; abaixo da cintura, o corpo se dissolvia numa longa cauda serpentina.
Então ela cantou.
— Como sabia que a ThunderSphere absorveria energia cinética? — Hon-sa perguntou, surpresa demais para esconder.
O choque conduzido pela água salgada numa fração de segundo lançou Hon-sa e Amellie para trás, chamuscadas e desorientadas.
— JAAACKIEEE!!! — Hon-sa berrou junto.
Ele interrompe a própria frase.
Eu também percebo.
Tarde demais.
Então decidiram nos isolar.
Então conjurei por puro instinto.
Não estavam cegas. Elas sabiam exatamente onde estávamos. Só não avançavam porque pareciam surpresa pela situação.
Ele toca imediatamente o "Lado ruim". Não era só a falta de carne oculta pela bandana, o Olho dele antes normal e idêntico ao direito ... A pele de todo o lado esquerdo... Se foi. O globo ocular vazio exceto pela luz vermelha onde deveria estar a pupila. Como Danton falou.
Amellie também.
A Serva congelou.
O rio pareceu imóvel por um instante.
Então ela mergulhou.
Como vazio.
O capitão encontrou o alçapão sem hesitar e desceu para o deque inferior. Entrei logo atrás do capitão. Fechei a escotilha. E a luz voltou.
"Achamos a localização de uma tumba, de um rei de Hey-thor, invasor da Guerra dos Dois Horizontes. Deveria estar vazia há dois mil anos, com tesouros misteriosos. Mas estava apinhada de monstros. Quando chegamos à Câmara do Tesouro, o tal rei ainda estava lá... Não me pergunte que tipo de morto-vivo era. Só que ele estava em posição de vantagem. Tinha uma parede de força à sua frente, e dois ogros múmias ao seu lado.""Como todo morto-vivo arrogante, ele fez uma oferta. 'junte-se a mim em morte, ou apodreçam'... Eu fui fazer o que eu sempre fiz... Não combinei com o capitão, mas ele deveria imaginar que eu faria ... pareci tentado a aceitar o acordo, e meus colegas se revoltaram.""Não era para ser verdade. Eu só queria fazer aquele morto-vivo de merda baixar a guarda"."Não contava com ... Caruthers"...
"Caruthers achou engraçado interpretar aquilo como um acordo. Sem ritual. Sem selo. Sem escolha do jogador. Só... malícia divina. Então, ele se achou no direito de me transformar num morto-vivo genérico, bem onde eu estava. Pense no que você viu debaixo da bandana, mas por todo o corpo"."O Rei tinha o poder de controlar qualquer morto-vivo, mesmo os improvisados como aquilo que me tornei, e me Ordenou"."Abri fogo. Com esta mesma arma de pederneira. O peito de Barbasuja se abriu em um buraco negro e sangrento. Não fui eu, mas foi minha mão.""Lembro que um grumete na época foi o unico que fugiu. O Rei transformou o Navio do Capitão, o Dol'oan Nadador, um navio-fantasma, e eu ficava em seu timão. O rei morto decidiu rumar à Costa Leste, para integrar o Império de Caruthers""Por pura crueldade, eu creio, Caruthers me devolveu o livre arbítrio. Eu então ... Entendi o que fiz. Mas engoli o choro e o desespero. Posei como um dos zumbis acéfalos daquele rei maldito... pois eu conhecia a rota que tomamos.Passava pelo Maelstron, um redemoinho infinito e traiçoeiro, que jogava tudo o que engolia no Submundo. Disfarcei o quanto pude, mas ao perceberem, girei o timão e destruí a roda. Iríamos todos afundar no turbilhão até a Escuridão Perpétua do Vasio.Um dos ogro-múmia me atacou, e arremessou para fora do navio, e acho que isso acidentalmente me salvou. Pois o navio foi tragado pelo turbilhão. Eu, e algumas dúzias de zumbis menores fomos levados à margem pelas ondas após alguns dias nas águas.Eu lembro do homem enorme, de armadura, destruindo os zumbis sobreviventes. Limpando a praia. Tinham bandeiras e símbolos religiosos com outros que o acompanhava. Eles estavam purgando a encosta daquele mau negro...Eu me pus de joelhos e esperei ser minha vez, sem reagir. Queria ser exterminado. Como não reagi, o homem deteve sua espada. E reconheceu a culpa em mim. E havia uma garotinha de quatorze anos com ele.Era Amellie, e o Monsenhor Capri da Igreja da Perseverança.O Monsenhor clamou a uma entidade que hoje se chama "Cartallas" e pediu para restaurar-me. Mas nas palavras do Monsenhor, a CULPA sempre foi e será seu ponto fraco. E minha culpa e meu remorso impediu que minha purificação fosse completa. "Olho da Morte".Permaneci na Igreja um tempo. Voltei a ser considerado um ser vivo, mas deformado. E a Igreja é de "amor duro". "Foda-se sua culpa. Levante e persevere" eles diziam. "Pare de ter pena de si mesmo". "Pode recuperar seu capitão assassinado? Não? Então foda-se e se penitencie fazendo o certo com o que pode consertar!"... E eu precisava daquilo.Amellie era menos rude que eles. Ela me arranjou esta bandana... É um disfarce ilusório, protege mesmo meu olho esquerdo e exposições acidentais do rosto como vento traiçoeiro ou balançar em batalhas. Mas não posso removê-la completamente.A barda também, de algum modo, fez contato com meus pais em outra galáxia. Eles me deram as coordenadas onde Hon-sa e este navio me aguardavam. Eu voltei à minha carreira, agora como capitão.Achei LE-0 ano passado. Hon-sa foi veementemente contra reativá-lo. Havia uma "Programação" escondida que o faria ser leal a mim mas só até algum momento ele decidir me trair, nem ele mesmo saberá quando ou porquê. Ele e suas revoltinhas são uma forma dele tentar burlar uma verdadeira traição... Mas ... Acho que um dia, Le-0 vai abrir meu peito com um tiro, como eu abri o do Barbasuja."
E o capitão não se move. Aquilo me irrita mais do que deveria.
No fundo do rio, uma voz atravessava a água em murmúrios abafados.
Dragão Autor: Dr. Hardman às 04:41 0 comentários
14 de maio de 2026
[EDGELORD] - O PIRATA SOLAR & O HERDEIRO DA ESCURIDÃO III
✧ PARTE III ⚓ “Conexões” ✧
— Aqui, capitão, o que pediu. — A Imediata entrega um cartaz enrolado para Lizzo. Não parecia uma carta náutica.
Olho para o cartaz.
Depois para Lizzo.
Depois para o cartaz outra vez.
Dragão Autor: Dr. Hardman às 08:55 0 comentários
7 de maio de 2026
Silas Rictus, o Mestre de Cerimônias Eldritch | D&D 5.5e
Silas Rictus
O Mestre de Cerimônias Eldritch
“Senhoras e senhores, horrores e heróis... a atração desta noite dançará para as próprias estrelas.”
Ficha do Personagem
Informações Básicas
Classe: Bruxo 1 / Bardo 4
Subclasse: Arquifada / Colégio do Glamour
Espécie: Humano
Antecedente: Artista
Nível: 5
Tendência: Caótico Neutro
Atributos
FOR 8 (-1)
DES 14 (+2)
CON 14 (+2)
INT 10 (+0)
SAB 10 (+0)
CAR 18 (+4)
Combate
PV: 38
CA: 15
Iniciativa: +2
CD de Magia: 15
Ataque Mágico: +7
Deslocamento: 9m
Perícias & Performance
- Atuação +10
- Persuasão +7
- Enganação +7
- Intuição +3
- Acrobacia +5
Ferramentas:
- Kit de Disfarce
- Órgão de Calíope
- Cartas de Baralho
Talentos
- Músico: concede Inspiração Heroica através de apresentações durante descansos.
- Tocado pelas Fadas: +1 em Carisma, Passo Nebuloso e conjuração adicional de Comando.
Magias Principais
Controle
- Risada Horrenda de Tasha
- Comando
- Sussurros Dissonantes
- Fogo das Fadas
- Sugestão
Truques
- Zombaria Viciosa
- Ilusão Menor
- Prestidigitação
- Explosão Mística
Estilo de Combate
Silas Rictus jamais luta de forma convencional. Cada combate é transformado em espetáculo.
Os inimigos são humilhados diante de uma plateia invisível. Forçados a rir. Dançar. Cair. Fugir.
Ele chama seus aliados de “Atrações”, pois acredita que heróis memoráveis são mais difíceis de serem esquecidos pelo destino.
Seu verdadeiro papel não é causar dano.
É controlar a narrativa.
A História de Silas Rictus
Ele não se lembra do próprio nome.
O Patrono o roubou.
Não como punição. Como posse.
Anos atrás, durante um festival itinerante, ele desapareceu na Agrestia das Fadas após seguir luzes impossíveis entre as árvores.
Lá encontrou um Carnaval que jamais terminava.
Acrobatas com articulações demais. Músicos cujos instrumentos gritavam entre as notas. Palhaços que nunca piscavam.
No centro do espetáculo estava a entidade conhecida apenas como A Grande Audiência.
Uma Arquifada faminta por histórias, drama e emoções extremas.
Ela observou o jovem aterrorizado por longos minutos.
Então sorriu.
“Seu nome é meu agora.”
E o verdadeiro nome dele desapareceu para sempre.
Em troca, recebeu um novo:
Silas Rictus.
O sorriso eterno.
Ele aprendeu rapidamente que, naquele lugar, sobreviver significava entreter.
Piadas. Canções. Histórias. Teatro improvisado.
Quando a plateia ria, ele era alimentado.
Quando os aplausos ecoavam, podia dormir.
Mas quando a apresentação fracassava...
alguma coisa desaparecia do Carnaval para sempre.
Agora ele viaja pelo mundo mortal acompanhado de suas “Atrações”, espalhando espetáculo, caos e terror elegante como um maestro de pesadelos carnavalescos.
Em momentos silenciosos, ainda escuta aplausos distantes.
E quando o mundo fica entediante...
o ar esfria.
Porque em algum lugar além da realidade, algo antigo continua assistindo.
Dragão Autor: Dr. Hardman às 06:12 1 comentários






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