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| Janete Quá |
Bem vindos a...
...
Não sei mais onde estou. Minha cabeça está girando...
- [Huo-fen, Complexo dos Corvos Mensageiros de Morval. Uma moça que você citou algumas vezes é uma espiã, eu acho... Lançou um padrão hipnótico baseado em sons e nocauteou os...]
- Cadete mamãe! - ela baixa o florete e me abraça. Como na primeira aula de ópera da minha mãe que eu me envolvi. - Ainda não sabe o que fazer com as mãos, Não é? Já fazem dois anos?!? Como vai Àquela?
- S-senhorita Amelie, você é a espiã?!?
- Oh... quem dera fosse tão simples... - ela fala, se afastando saltitante, mas com um ar de tédio. - Me ajude a amarrar os corvinhos. Alaúdes não são as melhores armas, mas estava com as mãos ocupadas.
Ela baixa e começa a usar uma corda para amarrar um dos bandidos.
- M-mas... você é uma professora de ópera! Não uma e-espiã! - eu protesto.
- Eu não acredito que você ainda acha que aquilo era ópera... - ela parecia impaciente. - Alguma vez você cantou? usou perucas? Pensei que você veio aqui me “resgatar” por ter entrado para os negócios da sua família!
- N-negócios?!?
- Eu pedi para o seu Conselho não mandar apoio, eu disse, me viro... - ela bufa com algum despeito. - Eles realmente precisam confiar um pouco. Nem na sua mãe eles levam fé! Quem não confia em Lady Àquela, a Dama do Arco?
- Você está trabalhando para o Conselho Regente?!? Pensei que era uma agente dos Corvos de Morval!
- Pois é... Anda difícil manter a narrativa com tantas traições e plot twists. Eu mataria por uma narrativa mais simples... - eu tinha amarrado o segundo. Ela vem verificar, e desmonta o nó, e, bem, faz direito. - Agente duplo... triplo... Eu fui mandada primeiro para investigar sua mãe, mas parece que quem eles queriam desmascarar era...
- Balmon era o corrupto. Eles me falaram. - Constato.
- Na verdade, uma sentinela chamada "Mirian". - ela informa. - Balmon passava a mão nos corvos menos perigosos, mas não ia por seu reino em perigo. Ele está todo sujo, mas ao menos acha que faz algo certo. Mirian quis entregar o ouro a um cara chamado Ga-shi. quase não pude mandar um mensageiro anônimo fazer seus capitães voltarem para atrapalhar. Mas soube que você cuidou de tudo!
- Você disse Mirian?!? Eu conheço ela! Sim... ela não voltou da patrulha e eu fui verificar… Quando esbarrei em Ga-shi...
Ga-shi, antigo tenente de Blunt que invadiu o castelo atrás do Arsenal de Lord Blunt. Forçou meu pai a se revelar para mim. Claro, os cúmplices... Mirian foi a sentinela que não apareceu, que me fez ir averiguar e flagrei a invasão.
- Eu pensei que você quem tinha matado Ga-shi e os dois cúmplices. Mirian era um deles! - Ela olha com rabo de olho. Era o "relato" de Achima. Na verdade, meu pai sertuiu o trio, enquanto Achima colocou em meu nome para impedir de expor Lord Blunt, e eu fugi com Gladys e Virgílio antes de sentar e combinar a história.
- [Bentho... Sei que a mocinha parece legal, mas que tal ver o que houve com "Virgílio"?]
- A... Armadura! - eu exclamo enfim.
Eu corro.
- Paraí, Cadete ma ma ... BENTHO! - Amellie tenta chamar minha atenção. E ...
Ah, então ela SABE que meu nome é Bentho, e só me chama de "Cadete Mamãe" para me irritar!
- [Chato isso, né?] - Comenta Gladys por ... Algum motivo.
Mas eu deveria ter ouvido.
Sair de um complexo de ladrões exige um pouco mais de cuidado do que "sair correndo" pela porta da frente. Ela vem atrás de mim, tentando fazer eu não chamar a atenção… Mas eu estava muito adiantado. E todos ouviam os passos. Todos os “Corvos” que estavam de bobeira.
Consigo passar pela porta, olhando em volta. Ela ficou para trás, tentando me fazer esperar, mas agora os demais corvos estavam a seus calcanhares.
Eu percebo que ela escapa por um fio de ser apanhada, cruza o batente da porta... Mas os que tinham vindo atrás de mim param. Voltam-se para ela.
Amellie estava cercada. Eu podia correr, mas não corro.
Então....
Um balde. Certo na cabeça de um dos corvos.
Dois. alguém pisa e tropeça.
Uma quantidade aparentemente interminável de baldes caem do céu. Derrubam os bandidos, soterram uns. Vejo Amellie com um balde na cabeça cobrindo sua visão, cambaleando para longe.
No telhado do prédio da maquinaria, ainda jogando baldes, a esquelética figura da Vigília Sombria.
- [Como em nome de Aetíades ela foi de "jogar alguns baldes" a "subir no prédio com todos os baldes"?] - Gladys tenta desenvolver.
Amellie e os bandidos estão cobertos, cegos e distraidos. Era minha chance.
Saco a Adaga. Ela cresce. Era novamente Gládius Aeternum, a Espada do Pacto.
- Virgilia Sombria! - eu urro. - Pare tudo e só... ME VISTA!
- [Não faz isso, Bentho!!!] - Gladys tenta me avisar.
Então... dez quilos de aço e ferro saltaram de uma altura de quatro metros em minha direção. Só posso me preparar para o impacto.
Amellie chegou a levantar o balde de sua cabeça, mas ao ver aquele petardo caindo em minha direção, cobriu de volta.
Nem todos os Corvos estavam no complexo. Morval Menor juntou novos ajudantes para bater bolsas e assustar os moradores da triagem.
Eles se separam em dois grupos, e seu grupo acha uma vítima. Uma mulher loira de túnica de couro. Obviamente uma forasteira.
- Por favor, não me machuquem! - fala a loira.
Morval Menor sorri com uma presa fácil. Puxa sua tonfa… mas seu parceiro o detém.
- Ei... - observa ele. - Essa aí é Lady Àquela!
- Não, não é! - fala Morval.
- Não, não sou! - protesta a vítima.
- É sim! - insiste o parceiro do Morval. - Se você prestasse atenção no rosto ao invés dos peitos, ia reconhecer!
- Já disse que não sou a Arqueira! - reclama a vítima. - Mas _se fosse_, ela apreciaria que você a vê mais que peitos.
Morval começa a acreditar.
- Olha, a gente não fez nada errado! - resmunga, e joga a tonfa no chão. - Se é uma "operação pega-ladrão" da Nova Guarda, vocês não tem nada contra nós. Estamos de saída
- Não, sério! - insiste a loira. - Sou só uma forasteira sozinha, fiz a curva errada e...
- Sei, Dona Àquela... - resmunga o Corvo, saindo do beco. - Bate-estaca! - ele grita. - Vamos embora!
Um careca musculoso, com a tatuagem no rosto, emerge de um beco, carregando Estebán pelo colarinho.
- Mas que papagaiada é… - resmunga Morval. - Solta esse tiozinho!
- Ei, essa é a Lady Achima?
- Àquela! - corrige o parceiro. - Achima é o velhinho de vestido! E você... eh, fez um novo amigo?
"Bate-estaca" não era brilhante... Mas não era tolo. Percebeu que estavam com problemas com a Nova Guarda.
- Esse moço estava ... Procurando uma taverna, não era, tiozinho?
- Sim, meu bom senhor. - Estebán olhou acusadoramente sua esposa. - E você me ajudou a achar minha sacola de moedas, não, lady Àquela.
- Devolva a sacola do moço, bate-estaca! - ameaça Morval Menor por entre os dentes, tentando ser discreto.
Bate-estaca tira uma sacola do cinto, e coloca nas mãos de Estebán. O grupo vai embora, deixando o casal naquele beco.
- Eu achei que poderia fazer isso... - Àquela parecia frustrada. - Senhorita Amellie ficaria decepcionada comigo...
- Você é uma estrela, meu bem. - Estebán entrega um cartaz enrolado, fruto de sua bem-sucedida passagem pelo submundo. - A maior atriz do mundo não ocultaria sua grandiosidade. Eles até que foram simpáticos para brutos assaltantes, e foi bem informativo. Não tanto quanto em meu tempo, mas...
- Bem... você se sujeitou àquele troglodita mesmo sabendo que poderia mandá-lo ao submundo com um gesto. Estou orgulhosa de você, minha vítima de assalto! - ela se aproxima e beija a testa do marido. - Isso é outro pôster de procurado do Bentho?
- Pior...
“pior”?!? Àquela fica nervosa. E desembrulha.
Era um cartaz feito primariamente de giz de cera, mostrava desenhos infantis de uma casa, um porco assado. Mas havia um chamado serifado que convidava para um banquete beneficente do orfanato. O desenho principal era um homem com armadura negra, chifres, e um sorriso infantil.
- Lorde... "Edgy"?!? - ela exclama lendo os detalhes. - Não é a sua armadura, ou é?
- Um porco feito pela Mestra Bragar, dez peças de ouro cada prato, leilão pelas partes nobres. - Estebán observa. - Banquete de realeza, inflacionado por ser dada por um "herói local", em prol de crianças... Esse "Edgy" acabou de render a um orfanato pelo menos mil peças de Ouro.
- Acha que foi o Bentho? -Àquela pergunta.
Estebán estava furioso. Ele só segue andando pelas ruas.
- Amarania Bragar... - Àquela considera. - Acha que dá tempo de participar? Deve ser ... Estebán! Espera!
Amellie é esperta o bastante para não estar mais lá quando os corvos começavam a se recuperar da surpresa. O que eles vêem é um amontoado de aço, envolto em uma capa púrpura real... Pulsando com magia paladina.
Usava meu "Lay on hands" para me curar da cacetada... Mas também estava...
... Farmando Aura.
Lord Edgy, O Herdeiro da Escuridão, emerge das sombras, espada em punho.
- [Me arrependi de pedir "Herdeiro do Terror" de volta!"]
Raio Místico! Desenho um arco, e separo o raio em dois, atingindo dois avulsos. Isso dói, mas não os tiram de combate... ainda não. Aprendi algumas coisas em nossa luta anterior.
- [Concentre em um, Diminua os números!] - Gladys tenta me orientar.
- Não dessa vez... - eu falo presunçoso.
Já vi aquela cena. Os Corvos são cabeça dura, e atacam em bando. Eu parto para cima.
Deixo me cercarem.
Mantenho a guarda alta, as tonfas tem bem menos alcance que minha Espada Pesada. Eu controlo o ritmo da luta.
Mas eles eram muitos. Mesmo que por acidente, teve um que passou em minha defesa, e está em minhas costas. Ele avança para me pegar por onde não posso bloquear... Mas por algum motivo, ele para com cara de abobado.
- [What the f...] - Gladys está surpresa. **EU** estou surpreso.
Desarmo um deles. Mais dois Raios Místicos. Todos eles foram feridos em algum momento de minha luta. Um deles parte para um "Tackle" em mim... eu...
Escuto música?
Me sinto leve. Atento. Atlético. Desvio com graça aquele ataque, mesmo com o peso da armadura. O agressor rola no chão... e finalmente entendo...
... Alguém nas sombras estava cobrindo minha retaguarda.
Inspiração bárdica.
Magia de imobilização sutil.
O sorriso iluminado de Senhorita Amellie...
Agora eles estão ao meu redor. Baqueados, mas vão insistir em vir para cima... Todos como... Um bando de ratos num porão.
- BLADE BURST!
Era um ataque de giro. Um ataque de área! Sacrifico potência bruta por praticidade. A onda de choque bastou para os corvos, todos já feridos, tombarem em um único ato.
Lord Edgy triunfou.
E ... Aplausos! Literalmente desta vez, não só na minha cabeça.
Amellie sai das sombras com um sorriso entusiasmado.
- Foi Incrível, Bentho! - ela fala. - Essa luta tinha história! Você obviamente tem passado com eles! Fez muitos recalls! Tinha ... Alma! - ela olha para o infinito, como se visse uma platéia assistindo.
- Eu me chamo **Lord Edgy**, Senhorita! - Eu corrijo. - Sou o Herdeiro da Escuridão.
- Herdeiro do Estebán, isso sim! - ela fala, levantando minha capa, notando os detalhes da armadura. - É a Gladius Aeternun?!? - Ela toma a espada de mim... Tão rápida que mal tenho tempo de reagir.
- Estou falando! - insisto. - Sou uma pessoa perigosa que por acaso...
- Diminua o grave. “Grovel”! “Grovel”! Senão vai detonar sua garganta em poucas horas. - ela corrige minha "voz de Lorde Edgy". - Relaxe as cordas vocais e deve bastar... Vai poder ser esse seu personagem por mais tempo! Calma que a voz está completamente diferente, quase não percebi! Bom trabalho!
Dou com os ombros. Felizmente todos os corvos estavam desacordados. Tiro o elmo.
- Eu vou deduzir que... Você sabe de meu pai pelo Conselho...
- Não, sei de Lorde Blunt porque sou só... "Esperta" desse jeito! - ela ri, colocando Gladys contra a luz da lua. - Mas qual é o seu ângulo aqui?
- Eu... - Sim, qual *era* meu ângulo? Eu era mais popular que a Nova Guarda quando queria ser mais detestado que Lord Blunt, - Eu não gostei do que fizeram. E ... Decidi fazer as coisas do meu próprio jeito. Mas acho que ... Não estou fazendo direito. A espada fica buzinando na minha cabeça com a voz da minha mãe e...
- Você ouve a mamãe na espada?!? - ela se espanta. - Bem, economizamos com dubladora! Mas seu pai ouvia um "Dai-doi-jai-joi"... Como é que era o nome? Um cara de Hatamon, eu acho! A lenda é que a espada usa a voz de alguém que você respeita de seu passado!
- [C-como ela sabe da Voz que Lord Blunt associava a mim?] - resmunga Gladys.
- S-senhorita Amellie, devo confessar que meus pais não fazem idéia... Quer dizer, sabem a esta hora. mas eu estou montando meu próprio Império e...
- Um senhor da guerra autodidata! - ela elabora, mais para si mesma do que para mim. - Cara, depois de tanto tempo sendo secretária da igreja, fofoqueira do Conselho... Sua - ela hesita em usar palavras. - ... Sua proposta é inovadora! refrescante! Você tem as ferramentas! Só falta a Direção! Uma... Uma guia!
Ela estava se empolgando. Me empolgando! Mesmo quando eu estava perdendo a esperança.
- Senhorita Amellie... - falo enfim. - Está pensando o mesmo que eu?
- Sim, Lorde Edgy. - ela tinha aquele olhar faceiro e triunfante.
Apontamos um para o outro.
Falamos ao mesmo tempo, em uníssono.
— VOCÊ VAI SER MEU CAPANGA!
— VOCÊ VAI SER MEU PROJETO!
- [Eu ouvi "VOCÊ VAI SER MEU CPARPOAJNEGTAO"...] -
- Você disse "Capanga"? - ela me pergunta.
- Você disse "Projeto"? - Eu pergunto confuso.
- Veja bem... - ela fala primeiro. - Lord Blunt, é **fantástico**... Uma força imparável. Mas a história do vilão que não pode perder é que eventualmente ele perde. Fica previsível. Mas você? Você é falível, é apaixonado! Dramático! Vai vencer? Vai perder? Quem sabe! a audiência quer ouvir até o fim, não só esperar quando uma loirinha vai acertar uma flecha no seu joelho! Agora... "Capanga"?
- Posso dar um título melhor... Estava com "capanga" na cabeça desde o Castelo negro - eu corrijo. - O fato é que é duro ser o Bento, o Edgy, programar o Virgílio e a GLADIS aqui (estendo a espada) Não me ajuda! Aparecer e tentar bater não está funcionando muito bem a longo prazo. Preciso delegar...
- "Gladys"? - Amellie gargalha. - Ela deve odiar isso!
- [E ODEIO!]
- Então, Eu (ela aponta seu coração), se fosse sua "capanga" (aponta o meu)... Precisaria de um pseudônimo. Amellie é muito famosa.
- Que tal... Janete Quá? - eu recordo.
- Perfeito. - ela sorri, e estende os braços teatralmente. - Eu vou te abraçar agora, não se assuste, e você pode colocar as mãos em minhas costas ou ombros, não muito baixo, oquei?
Eu fico constrangido um segundo, e ela vem a mim. A armadura me protege de ratos e tonfas, mas sinto o calor dela passando pelo ferro.
- Agora que estamos juntos... - ela fala, aqueles olhos encantadores olhando os meus. - Vamos nos separar.
- O ... O que?!?
- Os corvos só viram as luzes apagarem antes de Lord Edgy chegar. - ela explica, amarrando o alaúde nas costas e ajeitando o vestido. - Vão estar procurando um casal fujão, separados eles não nos incomodam. E eu vi seu rosto nos cartazes lá dentro... Mantenha o elmo!
- Sim, claro. - Falo, colocando o elmo de volta. - Edgy é bem popular por aqui...
- Sim, mas não é isso o que você quer. - ela fala. - Vamos nos encontrar em Hálcora. Eu vou pela estrada da muralha, você segue a trilha do rio. De lá, começamos nosso projeto, certo, Lord Edgy?
- Certo, Lady Janete Qua.
- [Eu estou com múltiplas ressalvas...] - resmunga Gladys.
Eu ignoro.
Amellie viu o que eu queria fazer. Ela... Ela era o que precisava. Eu estava começando a duvidar de mim, a fé dela me deu novo ânimo.
Acho que Hálcora será uma fase melhor para nós!
Estalagem de Gotar. Muitos aventureiros passam por lá. Tecnicamente nunca fechei meu quarto lá. Mas Eu era um assunto.
- Lord Edgy é quem está certo! - fala o bêbado simpático a Blunt. - Ele usa o Elmo de Lord Blunt como símbolo! Um símbolo de "Foda-se a Nova Guarda"
Ele recebe um "uhhay" dos demais bêbados da estalagem.
- Foda-se aquele velho broxa do Áchima!
- "Uhhay"... mas mais contidos. Alguns se calam. Algo acontecia na estalagem, que a maioria dos bêbados ignorava.
- Foda-se Balmon, o nanico! - ele continua, no balcão. Estranha que o estalajadeiro Gotar dá alguns passos para traz, mas não se detêm. - Foda-se aquela perua da Àquela!
Ninguém faz "uhhay". Apenas o homem, no balcão, de costas para a entrada, ignorava uma presença.
- E foda-se aquela "biba bombada" do Kh...
Ele não termina a frase.
Uma mão enorme agarra seus cabelos, e força, com peso absurdo, seu rosto para baixo, quebrando nariz e deixando dentes na madeira do balcão.
Capitão Khao ergue-o pelos cabelos com uma mão, só a ponto de estar balançando. Três soldados da Nova Guarda o acompanhavam. Ninguém ousa impedir quando o Colosso das Montanhas Castanhas o joga no chão, inconsciente.- Só vou falar uma vez! - urra Khao, desembrulhando um novo cartaz de "procurado". Nele, uma figura de armadura negra e o elmo com chifres. - Onde eu encontro o foragido conhecido por "Lorde Edgy"?
Silêncio.
- Se quiser pegar Edgy... - Gotar se adianta. - Terá que passar por todos nós.
Khao percebe que o caneco do homem que ele nocauteou ainda estava no balcão. Ele o apanha, e vira na garganta de uma vez.
- Eu não gostaria que fosse de nenhuma outra forma. - Ele estala o pescoço, e alonga os braços ameaçadoramente.






















