✧ PARTE III ⚓ “Conexões” ✧
— Aqui, capitão, o que pediu. — A Imediata entrega um cartaz enrolado para Lizzo. Não parecia uma carta náutica.
Olho para o cartaz.
Depois para Lizzo.
Depois para o cartaz outra vez.
Olho para o cartaz.
Depois para Lizzo.
Depois para o cartaz outra vez.
Dragão Autor: Dr. Hardman às 08:55 0 comentários
O Mestre de Cerimônias Eldritch
“Senhoras e senhores, horrores e heróis... a atração desta noite dançará para as próprias estrelas.”
Classe: Bruxo 1 / Bardo 4
Subclasse: Arquifada / Colégio do Glamour
Espécie: Humano
Antecedente: Artista
Nível: 5
Tendência: Caótico Neutro
FOR 8 (-1)
DES 14 (+2)
CON 14 (+2)
INT 10 (+0)
SAB 10 (+0)
CAR 18 (+4)
PV: 38
CA: 15
Iniciativa: +2
CD de Magia: 15
Ataque Mágico: +7
Deslocamento: 9m
Ferramentas:
Silas Rictus jamais luta de forma convencional. Cada combate é transformado em espetáculo.
Os inimigos são humilhados diante de uma plateia invisível. Forçados a rir. Dançar. Cair. Fugir.
Ele chama seus aliados de “Atrações”, pois acredita que heróis memoráveis são mais difíceis de serem esquecidos pelo destino.
Seu verdadeiro papel não é causar dano.
É controlar a narrativa.
Ele não se lembra do próprio nome.
O Patrono o roubou.
Não como punição. Como posse.
Anos atrás, durante um festival itinerante, ele desapareceu na Agrestia das Fadas após seguir luzes impossíveis entre as árvores.
Lá encontrou um Carnaval que jamais terminava.
Acrobatas com articulações demais. Músicos cujos instrumentos gritavam entre as notas. Palhaços que nunca piscavam.
No centro do espetáculo estava a entidade conhecida apenas como A Grande Audiência.
Uma Arquifada faminta por histórias, drama e emoções extremas.
Ela observou o jovem aterrorizado por longos minutos.
Então sorriu.
“Seu nome é meu agora.”
E o verdadeiro nome dele desapareceu para sempre.
Em troca, recebeu um novo:
Silas Rictus.
O sorriso eterno.
Ele aprendeu rapidamente que, naquele lugar, sobreviver significava entreter.
Piadas. Canções. Histórias. Teatro improvisado.
Quando a plateia ria, ele era alimentado.
Quando os aplausos ecoavam, podia dormir.
Mas quando a apresentação fracassava...
alguma coisa desaparecia do Carnaval para sempre.
Agora ele viaja pelo mundo mortal acompanhado de suas “Atrações”, espalhando espetáculo, caos e terror elegante como um maestro de pesadelos carnavalescos.
Em momentos silenciosos, ainda escuta aplausos distantes.
E quando o mundo fica entediante...
o ar esfria.
Porque em algum lugar além da realidade, algo antigo continua assistindo.
Dragão Autor: Dr. Hardman às 06:12 1 comentários
Name: The Eldritch Ringmaster
Class: Warlock 1 / Bard 4
Subclass: Archfey Patron / College of Glamour
Species: Human
Background: Entertainer
Level: 5
Alignment: Chaotic Neutral
STR 8 (-1)
DEX 14 (+2)
CON 14 (+2)
INT 10 (+0)
WIS 10 (+0)
CHA 18 (+4)
HP: 38
AC: 15
Initiative: +2
Spell Save DC: 15
Spell Attack: +7
Speed: 30 ft
Tool Proficiencies:
The Ringmaster never fights conventionally. Every encounter is transformed into theater. Enemies are mocked, commanded to kneel, forced into humiliating dances, or manipulated into destroying their own formation.
He refers to allies as “Attractions,” believing that memorable heroes are harder for fate to discard.
His battlefield role is not damage dealing — it is narrative control.
He barely remembers his real name.
Years ago, he wandered too far from the road during a traveling festival and disappeared into the Feywild. He recalls impossible lights between the trees. Music with no visible musicians. Laughter echoing from places where no mouths existed.
He wandered for what felt like weeks.
Hunger vanished first.
Then fear.
Then time itself.
Eventually, beneath a violet sky filled with drifting lanterns, he found the Carnival.
Or perhaps the Carnival found him.
Its performers were beautiful in the same way venomous flowers are beautiful. Smiling acrobats with too many joints. Musicians whose instruments screamed between notes. Clowns who never blinked.
At the center of it all sat the Patron.
The Great Audience.
An Archfey obsessed with stories, spectacle, emotion, and drama. A being incapable of understanding why mortals wasted their lives on routine, silence, and mediocrity.
The Patron watched the frightened young man for a long while.
Then it laughed.
“At last,” it said. “A fresh attraction.”
He performed to survive.
Jokes. Songs. Stories. Mock duels. Improvised theater.
Every time the Archfey laughed, he was fed.
Every time the audience applauded, he was allowed to sleep.
Every time the performance failed...
something vanished from the Carnival forever.
He learned quickly.
Life was not enough.
Life had to be entertaining.
Eventually, he begged to leave the Feywild. He claimed he wished to spread wonder and laughter to the dull mortal world.
The Patron adored the idea.
A traveling show.
Endless stories.
New tragedies.
New audiences.
So the Archfey opened the curtain and let him return.
But the Ringmaster soon discovered the truth.
The Patron still watches through his eyes.
During quiet moments, he hears distant applause.
When conversations become dull, carnival music whispers from nowhere.
And when situations lose their drama...
the world grows cold.
He does not know what happens if the Patron becomes truly bored.
He never intends to find out.
So now he travels from town to town with his “Attractions” — the companions who unknowingly share his stage.
Every battle must become theater.
Every negotiation must become performance.
Every victory must become legend.
Because somewhere beyond the veil of reality, something ancient leans forward in its seat.
Watching.
Waiting to be entertained.
Dragão Autor: Dr. Hardman às 06:03 0 comentários
— [Estou dizendo, foi por falta de opção. Nunca tentamos isso… pegar um bruxo descendente direto do anterior… mas tivemos tanta sorte com Lord Blunt… até os últimos dezessete anos de “pai de família”. Sim, o menino Bentho é uma decepção atrás da outra.]
Eu sou Gladius Aeternum. A Espada Eterna.
Fui empunhada por treze bruxos, com resultados variando entre derrubar muralhas, conquistar fortalezas e fundar cidades… até o limiar da dominação do mundo. Sou a ponte entre o Mundo dos Mortais e o Submundo, onde uma entidade de múltiplos olhos, ouvidos e presas escuta meus relatos e, quando satisfeita, concede poder ao meu portador.
Neste exato momento, no entanto, estou no fundo do Rio de Shén-li.
Descartada.
Moros, o Melodramático — décimo segundo portador — me lançou em um poço de desejos uma vez, para dar sorte. Aquilo foi a maior humilhação da minha existência.
Até hoje.
— [O Bentho está me chamando novamente, meu mestre.] - Falo sentindo a vibração. Assumo a obtusa forma de Greatsword de novo.
— [Farei como ordenado: uma parada na Montanha Morta, exposição aos Olhos da Aberração e então—]
A vibração corta a água ao meu redor, forte o suficiente para deslocar lama e atenção.
— [Ele deve estar com problemas.] — deduzo, mas sem muito entusiasmo em ajudar. Mera obrigação do pacto. — [Resolvo isso e retorno a ligação.]
A presença do meu senhor se dissipa, e eu abandono o leito do rio.
Normalmente, eu ressurgiria diretamente nas mãos de Lord Edgy — décimo quarto portador… e causa recorrente da minha azia. Mas já ensaiamos este cenário depois dos Corvos em Huo-fen: mãos presas, situação comprometida, expectativas baixas.
Emerjo acima do convés de um navio que decide ser duas coisas ao mesmo tempo e não se compromete com nenhuma delas. Madeira clássica, reforços metálicos indecisos, estruturas que parecem obedecer a outra lógica. Piratas circulam como se aquilo fosse normal, o que, por si só, é preocupante.
Confesso que não esperava encontrar outro longevo em campo. Muito menos um com histórico consistente de apunhalamentos estratégicos. A reputação procede — o alinhamento também, ao que tudo indica. Considero, por um instante, iniciar uma conversa apropriada entre relíquias… Mas o meu portador continua sendo uma prioridade ambulante de problemas.
Ajusto minha trajetória. Alvo: amarras. Execução direta.
Só então registro o estado completo da situação.
Ele está com as mãos presas. E os pés. E, considerando a postura, a dignidade também não saiu ilesa.
…De novo.
Aetíades sagrado.
Corrijo o ângulo no último instante e corto primeiro as amarras das mãos. As dos pés ficam para depois; há limites práticos até para milagres.
— [Lorde Edgy] — anuncio, com entusiasmo que a minha "Nova voz" exige. — [sua arma retornou].
Sabem, Ser a narradora é um desperdício do meu talento.
A partir daqui… o problema volta a ser dele.
Aposto que todos se surpreenderam quando Gladys se materializou acima do navio.
Eu não.
Quer dizer… Sim, mas de um jeito diferente.
Se não estivesse com a armadura dessa vez, provavelmente teria perdido os pulsos. Do jeito que foi, bastou um corte limpo para me livrar das amarras das mãos. Os pés vieram logo depois — com um leve atraso estratégico que prefiro não comentar.
— Edgy… Você estava farmando aura? — Amellie perguntou, com aquela calma irritante de sempre.
— N-não… — murmurei, ativando um Lay on Hands. — Acho que isso resolve gás lacrimogêneo também… né?
Respirei fundo.
Resolveu.
Ótimo. Informação útil para o futuro.
— Porque uma espada cair do céu e ficar parado por cinco segundos… — ela inclinou levemente a cabeça — …quatro a mais do que o necessário para acertarem sua cabeça… Costuma estrapolar a arte de aurafarming e ser só exibicionismo.
— Eu só—
— Depois você explica. — Ela não esperou resposta. — Capitão, uma palavrinha?
O Capitão Lizzo a puxou alguns passos para trás, educado e charmoso como nas histórias, como se não estivesse cercado por caos e um fanboy recém-desamarrado.
— Senhor Edy, certo? — disse ele, apontando com o queixo para mim. — Vá dar uma olhada no tombadilho. Retorno já.
— É… Edgy, capitão. - eu bato uma meia-continência constrangida.
Ele já não estava mais me ouvindo.
— [Então, escudeiro… o que eu perdi?] — Gladys comentou, com o mesmo tom de quem sai por quinze minutos e encontra a casa pegando fogo.
— Por que me chamou de escudeiro? — ah. Tá. Khao. Respirei fundo. — Em resumo: Conheci meu ídolo, passei vergonha na frente dele, e sobrevivi.
— [Não me diga que você nos embaraçou na frente de LE-0.]
— Eu falava do capitão... — Resmungo estranhando. — O Danton não mencionou o robô… Nem que o Lizzo era do clã Filler. E eu olhei bem nos olhos do capitão. Não tem “Olho da Morte”.
— [Temo que, assim como com Lady Àquela e Lord Blunt, sua idolatria opere com filtros… imprecisos.]
— Isso explica muita coisa. — baixo a cabeça.
Mais à frente, o Capitão Lizzo e Amellie conversavam em tom mais baixo. Ele ouvia com interesse prático; ela, com aquele cuidado de quem sabe exatamente o que está entregando.
— Sério? Esse cabeça oca? — ele soltou uma risada curta, olhando na minha direção. — Você era figurona na Igreja da Perseverança, e migrou para o enlatado e o chita? Perdeu aposta?
— Falando na Igreja… — Amellie desviou, suave — “aquilo” não voltou, não?
— Cem por cento "mundo dos vivos" para este pirata, madame — respondeu ele, batendo de leve na própria bandana. — O Monsenhor é melhor com maldições do que ele admite. E isso aqui… — puxou o tecido um pouco — …é um disfarce honesto.
Ele fez um gesto curto, encerrando o assunto.
— Agora me fala do “Lord Blunt júnior”. — prossegue, meio que coletando informações.
Amellie ergueu uma sobrancelha.
— Como você soube?
— Do quê? Que ele comprou um cosplay no mercado de pulgas do Senhor da Escuridão?
Ela se inclinou e sussurrou algo no ouvido dele.
Lizzo não reage na hora.
O olhar fica parado por um segundo a mais do que deveria.
Ele pisca.
Uma vez.
Devagar.
— …é filho dos dois?
Mais à frente, vejo aquela moça de óculos me observando.
…Perfeito.
Danton mencionou alguém assim. “Muito bonita e inteligente”. Cérebro da operação de Lizzo.
Talvez eu ainda consiga salvar minha reputação junto à tripulação. Se a tripulante "bonita" falar bem de mim, talvez eu possa recomeçar com o capitão.
Aproximo-me com o que considero meu melhor sorriso — o que a armadura permite, pelo menos.
— A senhorita deve ser a Imediata da tripulação do Capitão Lizzo — digo, voz de veludo calibrada. — Sua beleza é lendária, mas ainda assim não faz jus à—
— As latas estavam gostozinhas?
…
— Perdão? — Eu realmente não estava esperando aquilo.
— Você queria comer as latas, ou era para outra coisa? Era sua família?!? — ela continua, como se estivéssemos no meio de uma conversa, e nada do que ela falava fazia sentido... Ao menos para mim, fora da cachola dela. — Você foi embora e nem conversamos!
Pisco. Uma vez.
— Eu… Certamente me lembraria, senhorita...
— Estranho — ela inclina a cabeça, confusa de verdade. — Você estava diferente. Mais silencioso.
Antes que eu consiga responder, ela segura meu elmo pelos chifres. Meu corpo inteiro acompanha o movimento sem qualquer negociação.
Forte.
Muito forte.
Não "forte para uma garota", mas "Forte para fazer queda-de-braço com o capitão Khao" de forte.
De repente, estou a centímetros do rosto dela. Olhos curiosos. Nenhum esforço aparente.
— Nossa… — ela murmura — tem uma pessoa aqui dentro agora.
Começo a suspeitar que o “cérebro da operação” estava em curto-circuito.
— HEY, EDGY! — a voz do Capitão Lizzo corta o convés. — Deixa minha passageira em paz! Ela pagou pela viagem, coisa que você ainda não fez! Mil perdões, Senhorita Mary Sue. Vou manter ele longe de você.
— Não é preciso, capitão — respondo rápido demais recolhendo um pouco da dignidade. — Eu me mantenho longe.
"Bem longe". penso em completar.
- [Não ousaria acusa-lo de "competente" ou "sortudo"] - Gladys comenta. - [Mas ao menos ele começou a acertar seu nome... Sério, mesmo para SEUS padrões você está errando tudo!]
Xitarro se aproxima, cauteloso.
— Chefe… Por experiência própria… Provocar gente num navio costuma dar problema. Quando eu fiz isso, fiquei náufrago numa ilha por cinco anos.
— Eu não sou uma criança, meu caro. — Falo recuperando um pouco da compostura. - Estou numa maré de azar, só isso. Basta controlar meus impulsos até acalmar as coisas e... OLHA AQUELE QUADRO NO TIMÃO!!!
Xitarro tentou me impedir de correr escadaria acima. Não foi rápido o bastante.
Eu cesso alguns degraus antes. Aquele homem musculoso eu conhecia. Capitão Ben Filler, do "Sem Inspiração". Segundo da linhagem do clã. Filho do Comodoro Benjamin Filler. Procurado em outros mundos.
…E abraçado a uma moça-ciborgue… Curiosa.
— Quem é a piranha? — eu pergunto.
E imediatamente eu ouço COMO as palavras que saíram da minha boca. E amaldiçoo meu vernáculo.
— E por… “Piranha”… — tento consertar, virando para trás com cuidado — obviamente me refiro à temática da senhora ciborgue. Um motivo agressivo, predatório e adequado a uma pirata… Criaturas carnívoras de água doce… Nada que envolva qualquer tipo de julgamento moral ou social—
O Capitão Lizzo já estava atrás de mim. A menos de um metro. Olhar neutro.
O convés inteiro em silêncio. Amellie fazendo "facepalm". Acho que até o vento parou para ouvir minha execução.
—E que… Considerando minha sorte, provavelmente ela seria... — Eu continuo, e gesto contínuo aponto para o capitão. Meio que adivinhei a resposta que veio.
— Minha mãe. — Ele fala.
— Claro que seria isso… — murmuro para mim mesmo. — Isso faz o senhor meio-ciborgue? Meio-peixe? Meio...
— Adotado. — Ele estava sendo civilizado. Bom sinal.
— Muito nobre deles. — retruco.
Lizzo caminha lentamente até parar do meu lado.
— Qual é a de pais e suas obsessões com quadros de casal no trabalho? — ele fala, com algum humor na voz. — Ao menos, não posso reclamar. Aqui, um não está flechando o outro.
— Amellie te falou? E dos perrengues de ontem? — falo resignado, deduzindo que se referia ao quadro no Castelo Negro. Ele acena com a cabeça. — Deve ser legal ter a família em sintonia, trabalhando no mesmo time. Não uma heroína, um megavilão e ... O que quer que eles achem que eu sou.
— Sabe que eu fui adotado por causa de seu pai? — ele replica.
— Lord Blunt deixou muitos órfãos em seu tempo... — resmungo.
— No levante de Dezoito anos atrás, Lord Blunt procurou meu avô. Queria fechar os mares com uma Frota dos Filler. Cortar qualquer apoio concebível a Shén-li. Existia a chance de isso aqui virar um paraíso pirata, se ele tivesse tomado a capital, e foi por muito pouco.
Ele dá de ombros.
— Então meu avô decidiu preventivamente plantar raízes. Fez meus pais formarem uma família, adotarem um filho com sangue local, e me tiraram de um orfanato de Huo-fen. Me ensinaram o ofício. Quando o levante acabou e as pretensões foram frustradas, o clã reduziu presença. Eu fiquei para trás com o que sobrou.
— Fascinante — digo, com sinceridade suficiente. — E agora … Eu vou me afastar sem tocar no timão e arruinar sua rota.
— LE-0 te derrubaria antes de chegar ao timão — ele responde, apontando para a gávea. O droid acena de volta, com o arpão gigante exposto.
— Justo... — Eu começo a caminhar, devagar mas mais aliviado. Eu não sei se teria a paciência dele tratando com um moleque imaturo como eu...
— [Sério? Xitarro enterrou sua armadura, e você ainda o carregou para fora da ilha!] — Gladys comenta.
— Capitão, uma coisa… — digo, já mais recomposto, enquanto me junto a Amellie e Xitarro na frente do castelo de proa. — Eu me inspirei bastante na sua operação.
Ele não responde. Só escuta.
— Consegui montar algo parecido, até. — aponto para Xitarro. — Uma fera.
Xitarro inclina a cabeça, sem saber se aquilo foi elogio.
— E… — olho para Amellie — …uma estrategista competente. Inteligente. Discreta.
Pausa.
— Discreta? — Amellie resmunga, com as mãos indo à cintura.
— Ouvi os comentários da tripulação. — Lizzo deixa um riso baixo escapar. — A frase correta é: “Uma garota bonita e inteligente que comanda a operação”. Ainda assim, suponho que reconhecer o óbvio sobre a senhorita Amellie sem soar repulsivo esteja além das capacidades do senhor Edgy.
— Bem... — Eu fico um tanto constrangido. Amellie se diverte com meu desconcerto. — Então ou estou mal informado… ou o senhor está trabalhando desfalcado.
Lizzo se aproxima de Amellie.
Depois, olha com interesse Xitarro. Focaliza acho que nas orelhas felinas dele.
Um canto da boca sobe por baixo da bandana.
— Eu sei exatamente de onde veio isso. — Ele vira o rosto, sem pressa. — Ouviu isso, imediata?
A porta do castelo de popa se abre.
Sem som de passos.
Só madeira rangendo.
—
Uma silhueta surge na penumbra.
Alta.
Ferina.
Imóvel por um segundo a mais do que o necessário.
Dragão Autor: Dr. Hardman às 09:00 1 comentários
Em anime, existe um formato chamado OVA (Original Video Animation). São episódios lançados fora da televisão, geralmente direto em mídia física, e quase sempre com mais liberdade criativa. Isso significa que eles podem brincar com escala de poder, testar ideias diferentes ou até contar histórias paralelas que não afetam diretamente o cânone principal.
Como eu estou escrevendo, o termo mais adequado seria algo como OWA (Original Written Arc). A lógica é a mesma: um arco opcional, não-canônico, que você pode pular sem perder nada essencial da história.
Este aqui é exatamente isso.
Eu comecei Edgelord como um aceno a um personagem que eu queria muito jogar, mas não pude por causa de Caruthers. Só que, quando isso virou uma saga, eu percebi que tinha a oportunidade de fazer justiça não só a ele, mas a vários outros personagens que ficaram pelo caminho. O Arco IV, por exemplo, vai trazer de volta nomes como Ayro e Capri com o peso que eles merecem.
Mas, por enquanto, eu quero me permitir algo diferente.
Este arco existe porque eu quero testar ideias, introduzir personagens novos e colocar mais poder na mão de quem já está aqui — sem precisar me preocupar com as amarras do enredo principal.
Em outras palavras: você pode levar isso como parte do mundo… ou só como um “e se”.
Agora, dito isso—
vamos reimaginar um trio que merecia muito mais.
A proa cortava a água com a elegância de uma lâmina bem afiada. O Capitão apoiava o peso do corpo na madeira salgada, um olho no horizonte e o outro preso ao telescópio. O vento puxava seu casaco como se tentasse arrancá-lo dali, como se o mar soubesse de algo que ele ainda não queria encarar.
No vidro, a baía de Hálcora surgia… calma demais.
— Hm. - Ele resmunga. Ajusta o foco.
As águas estavam coalhadas de barris. Coisa demais fora do lugar. Multidão no cais. E então — homens. Armaduras-uniformes da Nova Guarda. Subindo da água como se o próprio mar os tivesse cuspido de volta ao mundo.
O Capitão não sorriu. Abaixou o telescópio só o suficiente para falar, sem tirar os olhos da cena.
— *Lawful Evil Zero!* — Urrou por baixo da bandana. Não era só o nome. Era acusação.
Lá no alto, na gávea, veio o chiado familiar de vapor escapando, seguido por uma rotação metálica que parecia mais entediada do que alerta.
— Chamado recebido com 87% de entusiasmo operacional, meu capitão!
A unidade de bronze se revelou na borda, múltiplos braços ajustando ângulos que ninguém havia pedido.
— Você está olhando o porto ou catalogando nuvens de novo?
— As nuvens apresentam padrões hostis potenciais. Aquela ali se assemelha a um coelho ameaçador.
O Capitão fechou os olhos por um segundo. Respirou fundo. Quando abriu, o mar ainda estava lá… e os homens também.
Mais deles.
— Abaixa daí e presta atenção — disse, seco. — Temos companhia. E não é do tipo que paga uma rodada no Olho da Maré.
Um breve silêncio. Depois, metal em atrito com cordas descendo rápido demais para algo com seis braços.
LE-0 aterrissou no convés com precisão cirúrgica… dois passos à esquerda do ideal.
— Análise iniciada. Detectando hostis emergindo da água. Classificação: apenas inconvenientes.
O Capitão girou o telescópio de novo, acompanhando o movimento.
— “Inconvenientes”? Aquilo ali são tenentes da Nova Guarda. E estão bem no nosso porto. Eu os vi daqui de baixo! Como você, lá em cima, não viu?
LE-0 inclinou a cabeça com um rangido quase pensativo.
— Sugestão: manter curso atual. Testar resistência estrutural dos alvos.
— Sugestão recusada. — O Capitão ajustou o rumo com um gesto curto ao timoneiro. — A gente briga quando precisa. Não quando é idiota.
Ele estreitou o olhar. algo novo chamava sua atenção.
— Tá vendo aquele mandrião enorme subindo o pier? Aquela com o braço de pedra?
Silêncio tenso. LE-0 também… por aproximadamente meio segundo.
— 12% de chance de ser o comandante identificado como “Capitão Khao”. Parabéns, Capitão. Evitamos um problema maior que Balmon atrás da tecnologia da Imediata.
— Sim, eu evitei, não você, meu vigia na gávea! — murmurou ele, sem tirar os olhos do telescópio.
— Correção: eu estava em posição elevada estratégica.
— Olhando nuvens.
— Coelhos ameaçadores.
O capitão constatou que o navio corrigiu a direção, e deslizou como mais um no horizonte de Hálcora, na direção rio adentro. Discreto demais… Por pouco poderiam ter sido avistados. O vento voltou a soprar como se nada tivesse acontecido. Virou levemente o rosto na direção da máquina.
— Essa conta como terceira traição! - ele aponta no meio dos quatro olhos da entidade.
LE-0 ergueu dois braços em protesto imediato, enquanto os outros quatro hesitavam, como se aguardassem consenso interno.
— Não, capitão! Três é um número importante para mim!
— Terceira, já falei!
— Mas nem chegamos perto dos Guardas! — rebateu, quase ofendido. — Por favor! Deixa a minha terceira ser mais elaborada!
O Capitão apenas empurrou o telescópio contra o peito metálico do droid e virou as costas.
Caminhou até o castelo de proa e espiou por uma das janelas.
— Não podemos parar no porto, Imediata — resmungou. — Segue para o “Chamado Musical”.
— Tem certeza, capitão? — veio a voz feminina, provocante, por entre engrenagens e luzes improváveis, de onde apenas um par de pernas descalças e uma ferramenta despontam. — Quanto crédito tem essa tal de Amellie Silverleaf com você?
— Régio — respondeu ele, sem esforço. — Ciúmes, imediata?
— Sou só amiga da sua família, capitão. — Uma pausa. — A questão é que sei que nosso ouro não está sobrando para favores.
O Capitão soltou um meio sorriso torto.
— Nunca está. Só prepare rotas de como tirar a gente de lá quando der errado.
De trás, LE-0 inclinou a cabeça.
— Confirmando: plano oficial é “dar errado”?
O Capitão nem olhou.
— Não. O plano é parecer que foi de propósito.
LE-0 processou por um instante.
— Estratégia registrada como: confusão elegante.
— Agora sim você está prestando atenção.
[O Presente]
Meu nome é Bentho.
Minha alcunha é Lorde Edgy.
“Herdeiro da Escuridão.”
…Ou era “Terror”?
Terror soa melhor. Menos óbvio. Menos… ele.
Fundei a Ledgyão, um grupo de elite, E, até agora, sou provavelmente o menos impressionante entre eles.
Amellie Silverleaf é uma cortesã e escriba talentosa. Descobri, há poucos dias, que também é aventureira… e espiã. De múltiplos talentos.
Atende por “Janete Quá”.
Xitarro é um catfolk sem treinamento formal. Ainda assim, luta como se tivesse sido moldado para isso. Seus instintos são rápidos, sua técnica, absurda.
E sua devoção à minha causa… desconcertante.
Eu o chamo de “O Fera”.
Saímos de Hálcora em fuga. Não foi uma retirada elegante. Foi o tipo de saída que deixa portas abertas, nomes marcados e pessoas muito interessadas em nos encontrar de novo. Atrás de nós, o Capitão Khao e um destacamento de elite da Nova Guarda. Os melhores de Shén-li.
E, além deles…
Meus pais.
Dizer assim quase engana. Parece pequeno.
Não é.
Se alguém pode impor ordem ao próprio Khao, é a Arqueira Lendária Lady Àquela.
E o outro…Meu Pai, é o Maior Vilão da… vocês já sabem. O inevitável Lord Blunt.
Temos por objetivo agora cruzar o Rio de Shén-li, não ser pego por nenhuma dessas facções, e alcançar a Montanha Morta, ou o projeto “Ledgyão” termina antes de começar. Estávamos em uma balsa cheia de peixes puxado por um rebocador quando…
THUNK.
A embarcação inteira treme. Eu e Xitarro quase vamos para a água.
Amellie… nem pisca.
Uma embarcação surge na curva do rio, vindo da direção de Hálcora.
Rápida.
Direta.
Intencional.
Olho para o alaúde de Amellie.
Olho para ela.
Era isso?
Ela estava… chamando? Uma mensagem mágica carregada pela música, não deve ser algo improvisado. Deve ser um sistema de comunicação complexo, e lastreado por favores e negócios.
Arranjando uma carona?
Claro que estava.
A corda do arpão ainda vibrava quando a proa da outra embarcação tomou o campo de visão inteiro. Foi uma tomada. Metal contra madeira. Tensão no rio.
E lá, na proa do navio que agora tinha-nos na mão, estava ele. Alto. Corpo de bronze polido com entalhes quase ornamentais, como se alguém tivesse decidido que uma arma de guerra precisava ser elegante, mas não necessariamente humanóide. Seis braços articulados saíam do torso com precisão antinatural, cada um terminando em ferramentas diferentes — lâminas, garras, mecanismos de disparo. No centro do peito, um núcleo azul pulsava com luz constante. A cabeça… múltiplas lentes, algumas brilhando, outras apagadas, como olhos que não concordam entre si.
Vapor escapava em intervalos curtos. Nada ali parecia seguro.
Os braços repousavam em ângulos imperfeitos, como se obedecessem por obrigação. O arpão cravado na nossa balsa era desproporcional. Guerra transformada em ferramenta. LE-0 inclinou a cabeça alguns graus.
Analisando.
O rebocador já se afastava... a junção dele foi rompida sem cerimônia, fugindo com o que podia, sacrificando a carga: A balsa, “nós”, e os peixes.
— Confirmação de captura parcial — disse a coisa, sem entusiasmo. — Carga: peixes. Passageiros: Status de pagamento: duvidoso.
Ele girou dois braços, ajustando a tensão da corrente com precisão milimétrica.
— Prioridade atual: peixes.
Xitarro rosnou baixo ao meu lado.
— Ei! Nós não somos “carga secundária”.
— Correção — respondeu LE-0, sem sequer olhar diretamente para ele. — Vocês são “variáveis não remuneradas”. Os peixes, ao menos, não discutem termos.
Amellie deu um passo à frente, calma demais para alguém sob ameaça de um arpão do tamanho de uma decisão ruim.
— Eu tenho crédito com Jackie. Já nos comunicamos.
Houve um pequeno silêncio mecânico. LE-0 congelou por meio segundo. Depois, ajustou a postura.
— Silverleaf, eu suponho? Identificador “Jackie” detectado como possível intimidade junto a autoridade superior. — pausa — Nível de confiança: inconvenientemente alto. Bem-vinda ao "Deixa em Branco".
Ele soltou um chiado curto.
- "Jackie"?!? - Eu olhei para Amellie.
Xitarro deu um passo à frente, avaliando a distância, o metal, as rotas de salto.
LE-0 virou a cabeça na direção dele.
— Consulta: o felino é castrado?
Silêncio.
- Não. Meu nome é Xitarro!
— Cara… que maneiro… - Eu comento, deixando enfim a realidade de nossa proxima aventura ser notada. - Esse cara aí, isso é tipo um Virgíli—
O cotovelo de Amellie me acertou nas costelas.
— Não — disse ela, ainda sorrindo para nosso abordador. — Nem começa.
— Eu só ia—
— Não.
Ela não olhou para mim. seu sorriso desconfortavelmente amarelo. Agurardou LE-0 olhar para outra coisa.
— Ele é um droid clássico. Uma forma de vida artificial, de muito muito tempo atraz. — ela me informa. — Vigília Sombria é um autômato feito por uma pessoa. Não tem vida.
Outra pausa.
— Compare os dois e você pode ser cancelado. — ela conclui.
— Can... O que é isso?!?
— Só ... Vista a armadura para não sentir a necessidade de comparar os dois e nos fazer passar vergonha.
O casco do navio se erguia acima de nós, com linhas que não pertenciam totalmente a este mundo. O nome estava pintado na lateral.
Ou quase.
Franzi o cenho.
— “Deixa em Branco”…? — leio na lateral.
Amellie seguiu meu olhar com um sorriso divertido da peculiaridade.
— Tradição.
— Tradição?
— O clã pirata Filler se espalha por reinos, mares… Até outros mundos — disse ela, casual. — Mas não consegue dar um nome definitivo aos próprios navios.
Alguns marujos atravessaram sem cerimônia, descendo até a balsa e começando a recolher os peixes. Amellie e XItarro vão na frente. Eu fico para traz, Virgílio se fechava sobre mim peça por peça, ajustando, selando, transformando. O peso familiar retornava aos ombros. Me tornava Lord Edgy mais uma vez.
Quando finalmente avancei, precisei passar por LE-0.
Era uma… coisa.
Ferramenta demais para ser alguém. Preciso demais para ser ignorado. Se colocassem lado a lado com Virgílio, mesmo na forma esquelética, eu inverteria quem é a "mera máquina" e quem poderia ter vida. Certamente seria cancelado (seja lá o que isso seja, Amellie parecia preocupada), então, que ele fique como armadura pela duração da estadia.
Quando alcancei o convés, entendi. O Deixa em Branco era um navio… mas não só.
A madeira estava lá — casco largo, linhas clássicas, curvas familiares. Só que tudo era atravessado por outra lógica. Reforços metálicos cortavam o convés em padrões que não seguiam necessidade estrutural alguma. Cabos não iam apenas às velas; conectavam-se a estruturas que pareciam reagir ao ambiente. Se alguém como Balmon visse aquilo, provavelmente ficaria mais irritado do que impressionado.
As velas não eram pano. Eram lâminas translúcidas, tensionadas como asas de libérila colossal abertas à força. Às vezes capturavam o vento. Às vezes não. Ainda assim, vibravam, como se operassem em outra frequência.
À frente, o convés se dividia em níveis. Canhões tradicionais estavam posicionados lado a lado com mecanismos que eu não sabia nomear. Um brilho constante vinha do interior do navio, pulsando de forma regular, presente demais para ser ignorado.
Havia tripulação.
Alguns humanos. Alguns claramente não. Outros difíceis de classificar. Nenhum parecia deslocado. Todos pareciam… acostumados. Como se aquele absurdo fosse rotina.
Xitarro já estava encostado em um canto, observando a água — ou os peixes, talvez. Não sei o quanto estar de volta a um navio mexia com ele. Perto dali, uma bela moça de óculos e vestes discretas me observava com atenção calculada.
Amellie seguia com o capitão.
— Lorde Edgy, Herdeiro da Escuridão… — ela anunciou, com naturalidade irritante. — Este é o Capitão Jack Filler. Mas você o conhece por—
— CAPITÃO LIZZO!!!!
O silêncio veio imediato.
Curto. Denso.
Depois disseram que eu desafinei.
Posso culpar a acústica do elmo.
Ainda assim… não foi minha melhor entrada.
Comecei a avançar na direção dele, rápido demais para parecer casual. Já estava no terceiro passo quando LE-0 reagiu.
Boleadeiras prenderam meus pés.
O chão veio antes de qualquer reação.
Um laço travou meus braços antes mesmo de eu processar a queda.
E então veio o gás.
Totalmente desnecessário.
— Okey… fanboy ou é um suposto herói querendo me capturar? — pergunta o capitão, se agachando ao meu lado, analisando com interesse prático.
Amellie respondeu sem hesitar:
— Fanboy.
Ele estalou a língua.
— Tsk… eu preferia um caçador de piratas. Mais controlável.
Ele é Esteban. Lord Blunt, o Mais poderoso bruxo do mundo, Senhor da Guerra e da escuridão. Agora, observa enquanto a sua esposa subia a vela do Esquive. Era pequeno, discreto e veloz… Se estivesse completamente operacional. Mas o casal não conseguiu se afastar de Hálcora antes de serem avistados pela Nova Guarda. Capitão Khao arremessou uma lança em chamas quase cento e cinquenta metros. Atingiu a vela, que durou um bom tempo, mas eventualmente os buracos das brasas a tornaram inúteis.
— A minha capa não é grande o bastante para cobrir… — diz Àquela, sem olhar para trás. — Ao menos cruzamos a corrente. Vamos alcançar o lado certo… más só temos impulso e correntesa.
— Sim. — a resposta de Lorde Blunt vem seca. — E quase um dia de caminhada fora do curso.
Há um breve silêncio entre os dois, pesado o suficiente para não ser ignorado. Eles estavam unidos pela sua causa nos últimos 17 anos. Temiam como a sequência da conversa parecesse troca de acusações. Estebán começou.
— Teríamos alcançado Bentho… se Khao não tivesse interferido.
O nome permanece no ar por um instante.
— Você deveria ter me contado sobre Amellie. — Àquela retruca, por fim, mantendo o tom controlado. — Eu estava incentivando a amizade dos dois. Sabe como isso me faz parecer?
— Não era segredo meu para contar, e ela guardou o nosso até o dia de hoje. - A resposta é imediata, sem hesitação. Ele já não olha mais para ela. Sua atenção retorna a Hálcora, ao ponto exato onde perderam a vantagem.
— Bem, ao menos você me convenceu que Amellie é pior que Khao para Bentho... — A Dama do Arco ainda estava furiosa.
— Eu esperava perseguição a esta altura… — Estebán desconversa. — Khao deveria já ter conseguido uma embarcação no porto.
Seus olhos se estreitam, calculando distâncias, tempo, possibilidades.
— A menos que não esteja nos seguindo. Tenha decidido ir atrás de Bentho... - O pensamento o preocupa um instante.
— Estebán… — Àquela finalmente se vira. Sabia que a única coisa que Lord Blunt temia era não poder proteger ela ou o filho. A Esposa revela a implicância ante uma preocupação genuina. — VOCÊ sempre foi o alvo de Khao, não Bentho. Agora que deixamos o castelo, “Lord Edgy” é secundário. Ele deve estar lidando com os feridos… com os barris. Fazendo o trabalho dele.
— Não Khao. Não conosco tão perto. — Algo não fecha. A sensação vem primeiro, antes da lógica. Ele acompanha o rastro da Gladius Aeternum e percebe uma discrepância difícil de ignorar. — Ele poderia dividir forças para cuidar das casualidades. Enviar tenentes… Algo está prendendo Khao em Hálcora.
Então seu olhar desce para o rio.
Não é um gesto brusco, mas deliberado, como quem procura confirmar uma hipótese incômoda.
A água segue o curso normal, arrastando o esquife danificado sem resistência. Ainda assim, há algo errado. Ele não vê, mas reconhece a presença como reconheceria um feitiço mal executado ou uma armadilha antiga.
— Sinto ... O perigo nessas águas. — murmura. — Khao só nos deixaria fugir se algo mais urgente estivesse acontecendo... Hálcora terá a proteção de Khao e seus tenentes. Você tem a mim... mas Bentho...
Dragão Autor: Dr. Hardman às 06:05 0 comentários
FILE: MF-11 | STATUS: ACTIVE | DESIGNATION: MULTI-ENTITY COMBAT UNIT
"THE ARMY OF ONE MAN"
STR 5
STA 6
AGI 4
DEX 3
FGT 8
INT 3
AWE 4
PRE 2
DODGE 10
PARRY 11
FORT 10
WILL 9
TOUGH 8
UNARMED STRIKE +14 | DMG 5
FRACTURE BURST AREA | DC 21
ATHLETICS +13
CLOSE COMBAT +14
RANGED BURST +9
MILITARY EXP +13
INSIGHT +10
PERCEPTION +10
INTIMIDATION +6
LEADERSHIP
TAKEDOWN 2
TEAMWORK
POWER ATTACK
ACCURATE ATTACK
IMPROVED INIT
ASSESSMENT
FEARLESS
DIEHARD
[DUPLICAÇÃO TÁTICA]
DUPLICATION 8 (HEROIC, MENTAL LINK)
> ATÉ 8 UNIDADES ATIVAS
> CONSCIÊNCIA COMPARTILHADA
> OPERAÇÃO AUTÔNOMA SINCRONIZADA
[DESCARGA DE FRATURA]
DAMAGE 11 (AREA BURST, TRIGGERED)
> ATIVA NA GERAÇÃO DE DUPLICATAS
> INTENSIDADE ESCALÁVEL
[REABSORÇÃO]
REGENERATION 5 + HEALING 5
> RESTAURA DANO E FADIGA
> REQUER ABSORÇÃO DE UNIDADE
[REDE DE CONSCIÊNCIA]
SENSES (MENTAL LINK)
> PERCEPÇÃO DISTRIBUÍDA TOTAL
Dragão Autor: Dr. Hardman às 02:47 0 comentários