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5 de março de 2026

EDGELORD - Cap. IV - Arco da Ledgyão

Meu Pai é o Maior Vilão do Mundo e eu perdi a armadura dele em cinco minutos


Sabe, "Bentho Oeste" é um cara afrável.

O povo de Huo-fen sempre procura uma oportunidade de "se dar bem" sobre forasteiro, e eu estava com algumas moedas sobrando. Acho que meu pai, na noite que revelou ser Lord Blunt, comentou que ele se fazia de vítima para medir as águas de suas futuras conquistas. Eu era mais bem-apessoado. Eu tento a abordagem um pouco mais afável. Sim, sei que eles estavam tomando vantagem de mim. Eu sempre percebo, e até dou corda, mas não é surpresa...
- [Foreshadowing...]
- O que, Gladys?
- [Nada... Nada...]
- Onde eu estava? Oh, sim.

Bem-vindos a Huo-fen. A Cidade Arsenal.

Se Shén-li é o coração do mundo, Huo-fen, eh, fica a leste da capital, a norte de Hálcora. Posso ver dos pontos altos a Barragem, as Muralhas do Ciclo Interno, e ao longe, a Montanha Morta.

Há dezessete anos, Lord Blunt, que alguns conhecem como "Estebán", e eu conheço como "Pai" , começou por esta cidade um levante que chegou muito próximo de dominar o mundo. A população local aceitou a mentira da derrota dele, e toda a propaganda. Mas com um twist curioso... 

Eles respeitam o que Blunt tentou fazer. 

Bem, eu estou tentando me tornar um super vilão eu mesmo, mas mesmo antes, o fosso gravitacional da lenda de Lord Blunt... O visual impactante... São marginalmente atraentes. A Nova Guarda usou isso para mostrar os grandes desafios da era de ordem que eles representavam, as ameaças que eles mantinham longe de nossas muralhas. Mas a mensagem se perdeu por aqui.

Ainda assim: Os Corvos Mensageiros de Morval eram tudo que tinham de "organizado". Alguns bairros tinham seus "corvinhos" na forma de crianças rebeldes sem causa que queriam parecer perigosos, e pintando com tinta lavável o corvo em seus rostos. Mas havia uma estrutura interna, que se escondia atrás de garotos que queriam só pegar um pouco de pão a mais, ou desculpas para brigar na rua com tonfas. Mas pelo que levantei na minha primeira noite como Bentho do Oeste, jamais fizeram uma ameaça séria à Nova Guarda. Se o Capitão Balmon quisesse mesmo se empenhar, poderia muito bem dar cabo deles.

Eu, secretamente LORD EDGY, O PRODÍGIO do PERIGO, achei onde eles se escondiam...

- [Estou quase sentindo falta do "Herdeiro da Escuridão"...]
- Nem todo mundo já nasce como, "Gladius Aeternum"....
- [Então você SABE meu nome e só erra para me provocar...]

O Açude que coleta as águas da Barragem (que eu salvei indiretamente dois dias atrás) se torna um pequeno rio navegável, com purificadores alquímicos ao longo de um canal que cruza a cidade e se torna um córrego que deságua em Hálcora, uma cidade portuária fora do Anel Externo, o complexo de muralhas defensivas. Não é navegável após isso, mas, depois da purificação, leva água para fazendas entre o anel externo e interno, compensando o pesadelo industrial que é Huo-fen.

E num desses maquinários purificadores, engenhados por Balmon da Torre da Bigorna, os Corvos montaram uma sede, um "compound". A estrutura da máquina era alvenaria de primeira, e de lá, puxadinhos de tijolos e tábuas faziam uma pequena vila coberta, uma cicatriz na área ribeirinha de tratadores de couro e carne. Pelas minhas interações com a guarda local, não me surpreenderia se os técnicos que deveriam verificar essas casas estivessem recebendo um "por fora" e não reportando.

Mas isso faz sua entrada um labirinto de tambores fedorentos, mas um bom ponto de vigília.

- [Eu pensei que você não ia mais ser herói, Bentho!] - Gladys fala.
- Eles não sequestraram uma donzela, pelo que eu sei. - comento. - Os Corvos possuem uma agente dupla na Nova Guarda, e parece que algo deu errado há uma semana e eles a capturaram...
- [Hmm... bate com a data da invasão de Ga-shi...]

Eu congelo.

A noite em que meus olhos se abriram. Haveria relação?

- Eu juro que não pensei nisso... - Resmungo. - Nós fugimos antes do inquérito terminar e saber como os seguidores de Blunt conheciam nossa rotina... Me conheciam. Mas será que essa é a pessoa que causou tudo isso? 

- [Só me prometa que não vai salvar a donzela e receber uma recompensa de... Depois de um banquete vem o quê? Um título de barão?]

- Eu vou trazer ela para a nossa causa... Fazer uma espiã minha... - começo a projetar. - Espiões não são cozinheiras ou velhinhas querendo heróis. Eles querem proteção negociada, quando tudo o mais falhou. Ela vai se sujeitar a mim! Lord Edgy!

- [Não que eu leve fé nos rapazes de tonfas com a cara tatuada, mas ainda assim sua legião é só você e eu. Qual seu plano?]

- Você esqueceu uma pessoa... - eu falo triunfante. Baixo uma mochila pesada que eu carregava.

- Virgilio...

Nada acontece.

- Tá tá... - rosno. - "Vigília Sombria"! Saia do Modo Mochila, entre no Modo Sentinela.

Algo na minha mochila se desembaraça. A armadura começa a se formar. Meio que "para no meio". Era mais esqueleto que armadura, mas… Bem, seguia ordens, certo?

- [Você vai arriscar a Armadura de Lord Blunt?] - Gladys observa.


- Eu aprendi a lição... - falo triunfante. - Vigília Sombria, ouça bem e obedeça ao pé da letra: Preste atenção a isto: (puxo dois baldes de lata para perto dele) Sua ordem é: dê... (faço umas contas de cabeça) Trezentos segundos. Dado isso... Atire esses baldes próximos a onde eu estiver... PRÓXIMOS mas não em mim. Tenha certeza que fará barulho e não possam ser ignorados por quem quer que esteja falando comigo. Depois disso: Dobre-se em modo mochila e se esconda nos barris até eu voltar.

- [Por que Cinco Minutos?]

- Cinco? Eu pensei que... - Não quis confessar que errei a conta. - Deve bastar. "Bentho Oeste" vai fazer algumas amizades, e do nada, um barulho. Isso distrai eles, e eu me esgueiro no forte.

- [Você sabe que "Virgílio" já está contando, não é?]

A cabeça do autômato estava fazendo "cliques" como um daqueles relógios de mola com temporizador.

- Aff... é difícil. - resmungo. - Vigília Sombria. Pare contagem e memorize o prompt.

Ele para e olha para mim.

- [Eu acho que vou com você...] - fala Gladys. - [Bentho Oeste vai estar cercado e mal assessorado...]

- Não posso chegar no meio dos ladrões com uma espada épica!

- [Você é proficiente em quê mais?]

- Hmm... Bastão...

- [Nem a pau algo de madeira...]

- A adaga é minha arma-de-apoio normal. Mas por quê a...

Gladys encolhe num impulso. Eu me assusto. Ela virou um punhal fino, um pouco mais que um abridor de cartas.

Bom saber. Bentho Oeste passaria por um bandoleiro de verdade usando armas leves. Alias, ainda assim melhor que as Tonfas.

- [Reative o "tick-tack"] - Gladys me relembra.

- O tick... Oh, sim! Virgílio… Vi… 

- [Tenho confiança que nada vai dar errado...]



Balmon é o capitão de influência em Huo-fen. Achima sabia lidar com os eruditos, Àquela, com o povão, e Khao com os militares. Sobrou a baixa burguesia e as guildas profissionais, e esse ramo era natural para ele. Como um engenheiro de Dol'oan, do clã chamado "Torre da Bigorna", era o emprego dos sonhos.

A Nova Guarda não era a polícia regular ou a força militar. Ela dava suporte à Chancelaria das Armas, como um braço armado de elite, e só respondiam diretamente ao Conselho Regente. Tinha alguns privilégios. E Balmon adorava privilégios.

Como a sua Sede ser numa cidade, não em um palácio nas fronteiras, longe do contato humano. Ou poder criar coisas como a Caixa de Músicas atualmente tocando em seu escritório. Ou os visualizadores que "imprimiam" os cartazes... Como aquele do garoto Bentho que ele olhava naquele instante, genuinamente consternado…

... Ou o rádio de curto alcance. Nunca suplantou os dispositivo de mensagem mágicos que Achima, Era usado quando a Nova Guarda suspeitava de bloqueio arcano ou precisava de grande volume em pouco tempo. Mas um desses, que ficava ativo na sala do Capitão Anão, tocava agora.

- Quem está aí? - Balon pergunta displicente.

- Sou eu. Àquela. - a voz feminina sai com ruídos.

Balmon para a máquina de música. 

- Você está usando uma das minhas?!? - ele fala sorrindo. - Você fez este anão de meia-idade muito feliz, Lady Àquela! E aí?

- Você deve deduzir pelo alcance do rádio que eu estou aqui em Huo-fen. - ela começa. - O que você sabe?

- Eu sei que estou BRAVO com Khao e Achima. Me deixando no escuro! - rosna o anão. - O que houve com o garoto Bentho?!? Está tudo bem?

Do outro lado da rua, Lady Àquela e Estebán em almeidas do forte, olhando a janela do escritório à distãncia segura. Queriam ter certeza de que Balmon seria confiável. Eles viram o poster de Bentho, e o anão não ter mentido dava algum crédito que ele estava isento nas ações de Khao.

- Estou com problemas, Balmon... - Àquela fala tristonha. - Você está sozinho?

- Estou.

- Falo em tudo... a Sede, está vazia?

- Sim, todo mundo foi para casa. É seguro, mas o que houve? Estebán? Ele está tranquilo com isso? Sabemos que ele precisa delegar a nós o problema, né? 

Àquela olha para o marido, que não deveria ter deixado a torre. Insinuava que o fim do pacto ainda não chegou a Huo-fen. Balmon parecia não saber que ele declarou guerra outra vez.

- Ele não... Ele não pode me ajudar, Balmon... - ela mente enfim. - Meu filho está em perigo... eu choro... a cada...

- Ah, minha querida! - Balmon senta-se junto ao rádio. - Você deve estar arrasada...

- Eu bem que ... - Àquela funga um pouco. - Poderia usar uma limonada... com hortelã… Sua cidade é muito abafada!

- Bertha vai ter uma prontinha para você quando chegar aqui. - Balmon fala confortador.

Àquela encara Estebán com seriedade. Era o que queriam estabelecer.

- Como ela faria a limonada se não tem ninguém no prédio? - revela enfim, desfazendo o ato.

Um silencioso xingamento de frustração é visível na expressão do anão.

- Eu... Eu quis dizer que posso chamar ela... - o anão tenta corrigir.

- Adeus, Balmon. - A voz de Esteban era a que assumia o rádio, antes de um ruido de quebra.

O Capitão fica pálido... frio.

Ouvira não o arquivista, mas Lord Blunt.

- GUARDAS!!! - Balmon urra.

Do guarda-roupa, de trás da mesa, das portas de acesso... Múltiplos soldados da Nova Guarda e da guarda local inundam o escritório. O anão em pânico, se afasta da janela. Ele apontava… Ele deduzia de onde viria…

E de repente, a escuridão caiu naquele andar inteiro.

Era inofensivo, mas os soldados não saberiam disso por muito tempo. Mesmo sabendo, precisam tatear para sair. Tempo perdido em que o casal desapareceria na noite.

Mas Balmon estava hiperventilando.

Ele se lembra, dezessete anos atrás. Quando ele e seu grupo achava que poderia enfrentar Blunt. O Senhor do Sombrio tinha magias táticas para Achima, e métodos bélicos para superar a força de Khao. Àquela era suplantada por puro ferro defensivo… Mas ele, e suas máquinas, foram só avassalados.

E Blunt até então, só o achava um incômodo no caminho de seu objetivo.

Agora, o anão ousou tentar emboscá-lo.



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Vigília Sombria estava acocorada atrás de um barril. Seguindo instruções.

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Os baldes aos seus pés, a serem atirados quando contador chegasse a 300. Precisaria estar próximo da entidade classificada como "Sangue de Blunt".

139...

Erro.

Um operador de saneamento urbano local recolhia baldes e barris de lixo. Pegou justamente os dois que deveriam ser atirados. Isso era uma quebra de sub-rotina.

Vigilia Sombria entra sub-protocolo: Recuperar os baldes.

Interromper contagem e retomar em 140.

O lixeiro que recolhia as latas atiravam-nas no fundo da carroça, serviço urbano da cidade, com o susto de sua vida quando aquele "morto-vivo de aço" emergiu no meio dos barris. Ele caminhava cambaleante e mudo em sua direção.

Em pânico, ele salta no cavalo e tange-o. O veículo não era rápido, ainda mais com todo o peso na carroça.

A subrotina de Vigilia Sombria exige que ele deixe aquele local, e siga em perseguição. Recuperar as latas era ordem principal, sobre todas as outras.



- Saudações, caros tatuados! - Me apresento. Depois se arrepende disso. Queria evitar marcar seu rosto com um corvo, então lembrar disso era um problema. - Soube que novatos na cidade podem se apresentar, e buscar oportunidade e...

- Proteção da lei?

Um dos "Corvos" fala. Parecia mais eloquente com as palavras.

- Eh, como, meu consagrado? - Pergunto fingindo ingenuidade.

- Você é o tal "Bentho", não é? - ele ri. Outros dois apontam com um sorriso.

- V-vocês sabem meu nome... - pondero enfim. Dei algo por volta de quatro minutos... a Distração chegaria em breve, precisava de tempo. - Posso perguntar se isso é uma boa notícia ou má?

Eles demoram um pouco.

- A sua SORTE... - o chefe fala, desenrolando um cartaz. - É que não deram recompensa por você ainda.

Foi a primeira vez que vi o cartaz.

"Bentho". "Procurado". e meu rosto.

Shén-li era o mais próximo de "utopia" que se poderia ser. Não que a Nova Guarda ou as Chancelarias das Armas e da Justiça não tenham seus indivíduos de interesse, mas o procedimento de cartazes, era para potenciais servos de Blunt, ou perigos nacionais.

Bentho Oeste era um deles...

Enquanto Lord Edgy era um herói local.

Era estranho eu ter inveja de mim mesmo?

- I-isso serve como um cartão de apresentação, imagino... - tento jogar com as cartas na minha mão.

- Claro que não! - resmunga o chefe. - Você está muito queimado! Não queremos a Nova guarda em nossa cola!

- Eu... compreendo. - falo enfim. - Afinal, você deve ter as mãos cheias com o vigilante tal.

- Do que é que está falando? - acho que atingi um brio. 

- Eu ... - Meu plano era me apresentar como "intermediário de Lord Edgy, mas por hora, com a reputação de "Bonzinho", preferi fazer o oposto. - Soube que perderam cinco músculos por causa de um forasteiro... Querem mesmo abrir mão? Afinal... ele pode aparecer em ...

- [Cinco minutos, Bentho.] - informa Gladys.

- Digo, Aparecer a… Qual... Quer - alongo o quanto pude. - Lugar...

Virgílio deveria ter jogado as latas.

Mas nada.

- “Aparecer a qualquer lugar”? - Beleza… Tendo meu português corrigido por um trombadão. Achima me colocaria no canto da sala com chapéu de burro.

Virgílio era a distração que eu precisava. Eu ia correr para a porta do complexo quando estivessem distraídos. Agora, eu pareço um louco e com bandeira de alerta. Não iriam me ignorar.

Mas agora me ocorre... Não só estou exposto e cercado… Como perdi a Armadura de Lorde Blunt!

___

Em uma curva infeliz, a carruagem de dejetos bate na quina de um prédio subindo a calçada. fica presa.

Virgilio se aproximava.

Felizmente ao lixeiro, seu barulho atraiu uma pequena multidão, vendo a criatura correndo na direção dele.

- É um Monstro! - urra alguém.

- Chamem a Nova Guarda! - urra outro.

- Eu tenho um Machado! - um terceiro.

Virgílio ignorava a ameaça a sua integridade. Só precisava recuperar as latas.

Ele é interrompido, antes da multidão.

Mary estava dormindo na estalagem imediatamente antes da curva. Ela iria a Halcora na manhã seguinte, mas decidiu averiguar a comoção e foi a primeira a alcançar o estranho monstro. 

Ela era uma moça muito bela e recatada, mas estava de camisola, e usando os óculos enormes que protegiam seus olhos, mas tinham outras funções. Ela agarra Vigilia Sombria pelo chifre e, com um braço só, detém a perseguição.

- Este é o Elmo de Lord Blunt... - ela fala. - É o Genuino!

- Elmo de Blunt?!? - alguém comenta. - O Lord Edgy não usa esse elmo?

- Eu gosto do Lord Edgy. - comenta outra pessoa.

- Estão loucos?!? - o lixeiro em pânico, pegava um dos machados. - essa monstruosidade quer me matar!

Mary olha bem a fundo aquela luz vermelha que fazia as vezes dos olhos de Virgílio. Ele não tentava revidar, nem demonstrava agressão. Só queria seguir na direção da carroça, do lixo, das latas. Ela compreende.

- Acho que não... - defende a Aasimar. - Ele só quer as latas. Elas estão vazias, certo? Dê algumas para ele, e tudo deve ficar bem.

- Tá maluca?!? - o Lixeiro protesta.

- Essa forasteira está mancomunada com o monstro! - comenta outro.

- Sério, ele não quer machucar ninguém! - insiste Mary, se irritando com a falta de empatia.

- Mas nós VAMOS machucar ela! - fala o Lixeiro. - E se ficar no caminho, mocinha... Você se machuca ANTES.

Mary perde a paciência.

Tira os óculos.

 … 

De longe, todos vêem um clarão azul, e uma vibração seca que correu pela rua tal qual uma onda de choque, poderes absurdos.

Do silêncio, passos metálicos.

Virgílio levava tantos baldes consigo que mal conseguia caminhar sem tropeçar. Acelerava, pois o limite de tempo era essencial.

Do alto da ladeira, Mary Sue aparece, coloca os óculos de volta, e acena se despedindo daquela figura curiosa.



Fui desarmado, amarrado, e guiado para o interior do complexo. Não como eu queria, mas estava improvisando.  

- [E aí, Bentho, como está o plano?]

- Eu prefiro esta situação a tapinhas nas costas por heroísmo... - comento, mais para Gladys, mas não perdia o sono de ser ouvido pelos dois que me arrastavam.

- Calado, moleque! - um dos que me guiava complexo adentro empurra.

- [Sei que você pode me invocar à mão, mas consegue lutar com as amarras nas costas?]

Não respondo a Gladys. Eram só dois agora. Mas tinha pelo menos doze ao todo no complexo. E também queria evitar ser visto com a espada de Lord Edgy. E uma espada em uma mão amarrada nas costas não ia ajudar muito. Mesmo os feitiços que ganhei com o pacto dependia de gestuais.

- Sério que não teria recompensa por você? - ri o outro bandido que cobria o me empurrando, olhando o meu cartaz. - Bem, quando Balmon chegar amanhã pode decidir por recompensa, e teremos DUAS surpresas para ele.

- Você disse... Balmon? - eu me espanto. - Como "Capitão Balmon" da Nova Guarda?

- Sim, nosso melhor contratante. - fala o primeiro. - A gente fica de olho no submundo, passa pessoas complicadas para ele, e em troca, Ele alivia para nós.

- Não é o acordo que os veteranos tinham com Lord Blunt... - recupera o segundo. - Mas é muito bom. Sabe que Morval Menor que foi preso pelo seu amigo vigiçlante? já foi liberado!

- [Menos um herói, Bentho.] - provoca Gladys.

Okey… Mamãe, Khao e Achima traíram a filosofia do que nos ensinavam. Balmon estava fazendo acordo com os bandidos. Aquilo era revoltante.

Um quarto à minha frente parecia está aberto, e a julgar pela reação dos meus captores, não deveria estar. Um "Cadê o porra do Tulio?" é murmurado.

Eles entram me arrastando. Uma resposta: "Túlio" está no chão inconsciente.

Um barulho agudo atinge nós três. Som? Magia? Eu fico distraído, mas os dois capangas parecem completamente bêbado, sem equilíbrio.

Algo nas sombras. "Bong"... "bong". Parece algo maciço e oco.

Sim... a espiã que eu vim sequestrar, mal lembrava dela... Vejo a silhueta dela... Olhos brilhando o escuro. Um florete delgado aproxima-se de mim, cola em minha garganta com precisão de um cirurgião antes de uma insisão... Estou indefeso, e então eu ouço...

- "Cadete mamãe"?!?

Só uma pessoa no reino... no MUNDO... me chama disso.

- S-senhorita Amellie?!?





Vigilia Sombria retorna a seu posto. Com baldes em redundância.

Retornar a subrotina.

Erro. Não avisto o Sangue de Blunt.

Verificar a ordem: Estar com baldes, certo; contar até trezentos, certo; A ausência de Bentho para o arremesso é um impeditivo.

Mas apenas da etapa final.

Virgilio se acocora e volta.

140

141

142...
BREVE : PRIMEIRO SPINN-OFF 
DO UNIVERSO 
EDGELORD!


Capítulo IV

Capítulo IV

Meu Pai é o Maior Vilão do Mundo — e eu perdi a armadura dele em 5 minutos

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