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8 de maio de 2013

[ULTIMATO] A Ordem Citatelar

Fundada à época da Queda de Constantinopla, representantes de diversas ordens místicas da europa mais membros da inquisição da igreja contra o clã dos Bergamos. Quando o Primeiro Druida Urbano aprendeu o ritual de vincular-se à matéria moldada pelo homem, e estava prestes a se tornar o “deus-cidade” na última capital romana, foi necessário os esforços e as vidas de centenas de milhares de magos, seres tocados pelo arcano ou mesmo pelo divino.


A Ordem de Bérgamo foi derrotada, mas alguns dos seus herdeiros consanguíneos foram feito prisioneiros apenas. Cada um deles possuía o potencial de se tornar um novo Druida Urbano, e a civilização em breve floresceria em uma escala inimaginável. Mas sem poder ter certeza que nenhum outro descendente fugiu ou que as práticas dos Bérgamos renasceria espontaneamente no futuro, decidiu manter como prisioneiros perpétuos os clãs. Mas o continente antigo era arriscado, já que “civilização” era a fonte do poder dos Bergamos.

Originalmente na áfrica, depois nas Américas, representantes dos aliados formaram a Ordem dos Guardiões das Cidades, posteriormente chamada de Ordem Citatelar. Buscavam manter os cativos em pontos não-afetados pela civilização, para garantir a ausência de qualquer vestígio de energia aos Bergamos, enquanto pesquisavam os segredos do Druida Urbano e caçavam possíveis Bérgamos latentes.

Seu trabalho foi primoroso nos últimos séculos, mas com fenômenos como a poluição atmosférica, a corrida espacial e os sinais de satélites, a mudança dos cativos fugindo da civilização era impossível, prefiriram manter-se estabilizados no coração da floresta amazônica, e torcendo para que o Homem Civilizado os deixassem em paz.

Houve uma única grande fuga dos Bérgamos quando a estrada transamazônica estava sendo aberta, mas ao que consta em seus relatos, todos os fugitivos foram caçados e aniquilados. Uma decisão ainda mais temorosa foi tomada igualmente: Maldições e pragas foram rogados secretamente nos operários da estrada, tornando custosa demais para os governos seguirem o projeto, e abandonando a obra. O domínio dos Citatelares foi resguardado, mas ao custo de muitas vítimas inocentes.

Novamente houve uma grande fuga em nosso tempo. Mas esta possuía agravantes: Primeiro, o surgimento de um Bérgamo capaz de controlar manufaturas independente da proximidade da civilização; a outra é que, dentre os fugitivos não-recuperados, estava o auto-proclamado Druida Urbano desta geração. E muitas grandes cidades brasileiras hoje em dia são maiores e mais carregadas negativamente que a velha Constantinopla. Se o Druida conquistar uma única destas, ele será imbatível.

  • A ESTRUTURA:

A Ordem Citatelar assemelha-se à Legião Estrangeira na França. Servos das artes místicas de diversas ordens, clãs e mesmo tribos enviam valorosos usuários para compor seu corpo. Hoje, acredita-se que há pelo menos um sentinela (chamado Agente de Fronteira) em cada cidade do mundo, mais os grupos de caça e os Grão-mestres.

 Em regra, os citatelares vestem um longo sobretudo negro e óculos escuros. Mas trazem em si talismãs ou outros ítens culturais que identifiquem sua ordem de origem.

AGENTES FRONTERIÇAS : - Um usuário, com capacidades sensitivas, é designado para ser a sentinela uma cidade Brasileira. Ele deve rapidamente garantir suas fronteiras, nomear espiões ou demarcar meios de rastrear atividade dos Bergamos. Uma vez identificado, ele tem autorização para destruir ou solicitar reforços.

GRUPO DE CAÇA: - de três a cinco soldados da Ordem, não vinculados a nenhuma cidade, segue pistas saltadas de alvos específicos ou de pistas dos segredos dos Bergamos. Em regra: O grupo leva um batedor de combate direto, um controlador de combate a distância, um sensitivo, um que consiga meios de transportes e informações. Um Citatelar pode ocupar mais de uma função.

Recentemente, o Ultimato teve contato com um grupo de caça sui generis. Liderados por um Grão Mestre, conta com um licantropo-tigre e uma elementarista do ar. Eles estariam na caça do misterioso Bérgamo capaz de controlar manufatura urbana independente da proximidade da cidade. O jovem intitula-se “Mestre das Ruas”.

OS GRÃO-MESTRES: - Os mais poderosos, sábios ou meritosos membros da Ordem reúnem-se em um conclave. Eles apagam seu nome da existência por um ritual para garantir certas imunidades, e em regra se distinguem pela ordem a que pertenciam antes de ingressar à ordem. Os relatos atuais constam com um Grão-mestre Hermético (do grupo de caça acima citado), um Grão-mestre Alquímico, um Grão-mestre Espiritualista, um Grão-mestre Artesão Corporal, um Grão-mestre Mentalista, e um Grão-mestre Druida Celta. É questionável se estes são os únicos.

  • INIMIGOS:

O Ultimato – A Agência do Governo não tem meios de controlar uma legião de seres poderosos sem vínculos. O fato de que mesmo um expoente tenente do Comando Alfa – o Mestre Messana – É coligado da Ordem traz diversas dúvidas. Mas ao menos uma vez integrantes do Comando Alfa e um Grupo de Caça Citatelar atuou junto.

A Ordem de Bergamo – Com o tempo, percebeu-se que a fuga, embora surpreendente, não foi inesperada. Poucos são os “Urbanos”, e exceto o próprio Druida, seu poder seria limitado. Mas indivíduos renegados e mercenários tocados por artes místicas atuaram ao lado do Druida, mostrando que há um grau considerável de estrutura.
O Druida Urbano atual, Selchulk Bergamo, ainda não atentou contra as grandes cidades do país, exceto via mensageiros... Talves buscando brechas nas defesas dos Agente Fronteiriça , ou talvez planejando algo maior para um futuro próximo.

O Mestre das Ruas – Ao contrário do Druida, o Mestre das Ruas aparentemente atua sozinho – embora em pelo menos duas ocasiões contasse com auxílio indireto de um místico com ascendência cigana chamado Julio Rios - e conseguiu com sucesso infiltrar-se em uma grande cidade do país. Contudo, suas ações não parecem ser conquistadoras, muito pelo contrário. Mas isso não o tira da lista de alvos da Ordem Citatelar.

A Inquisição – Após a batalha de Constantinopla, a Igreja cortou laços com as ordens e enfatizou o perigo do arcano incontrolável, independente de serem Druidas Urbanos ou qualquer outra Ordem. Com a impopularidade da inquisição, tratou de uma guerra velada nos bastidores, ao ponto que a comunidade cristã atual moderna recusa acreditar em qualquer magia que não seja de origem divina.
A Inquisição ainda existe. Não possui volume para uma guerra aberta contra a magia do mundo, mas possui inquisitores especializados no Poder Divino e na neutralização de arcanos. E a Ordem Citatelar não é aceita por eles.

  • MEMBROS DE DESTAQUE:

Grão-Mestre Hermético
Nome: Desconhecido
Origem do meta-poder: Arcano conjurador/sensitivo
Poderes: Controle limitado, mas considerável, do espaço e do tempo. Breves previsões do futuro, pode ver eventos do passado. Teleporte. Ocupa dois lugares ao mesmo tempo. Sobrecarrega seres com mais de cinco sentidos num estado de letargia. Nocautear adversários com um toque nas têmporas. Rajadas Cronais que deterioram objetos como se décadas ou mesmo séculos de intempéries tivesse corrido em sua estrutura. Poder de desfazer estes últimos efeitos (se forem de origem mística ou encantados no nascimento)
Atuação: Como Grão-Mestre, ele possui autoridade total sobre o corpo da Ordem Citatelar, mas integra o grupo de caça ao Mestre das Ruas.
AMH – 7*
* Estrapolação pelo fato do alcance de seus poderes serem limitados aos sentidos. Mas a priori, não se conhece combatente na folha de pagamento do Ultimato que possa tocar-lhe ou mesmo sobreviver em um embate direto.

Tabatha Arselia
Nome: O mesmo
Origem do meta-poder: Arcano natural / Elementarista do ar
Poderes: Conjurar espíritos de vento para rastrear e combate. Sentido de faro e audição projetáveis. Controla pressões atmosféricas, criando breves tempestades, rajadas de vento, e pequenos pes-de-vento de precisão. Comunicação à distância.
Atuação: Originalmente membro do Grupo de Caça ao Mestre das Ruas, recentemente foi promovida a Agente Fronteiriça da mesma metrópole que o seu alvo adotou. Ainda atua ao lado do grupo.
AMH – 5*
* Apesar da classificação, ela demonstrou ser capaz de ser guiada por um espírito mais elevado – tudo indica o recem-falecido irmão de Tabatha, antigo Sentinela de prenome Tadeu, da mesma cidade. Ela conseguiu neutralizar um AMH-8 (Rei Golem) com um impressionante ataque tornado com propriedades místicas misteriosas.

O Tigre
Nome: Rasinski
Origem do meta-poder: Corporal ampliado por magia / Licantropia do Tigre de Bengala
Poderes: Força, agilidade, e vigor proporcionais aos de um tigre de 300 Kg. Forma híbrida que confere armas naturais do Tigre. Capacidade de se regenerar de qualquer ferimento, exceto feitos por prata ou elementos mágicos. Faro e audição apurados.
Atuação: O combatente direto do Grupo de Caça ao Mestre das Ruas, costuma ser o rastreador de curto alcance (uma vez que os demais membros consigam a localização aproximada do alvo). Pode também rumar como batedor avançado, graças a seus reflexos combativos e sua resistência a dano.
AMH – 4

15 de abril de 2013

Conto – A Queda de Icátia – por um cigano

- Deixa eu lhe contar da queda de Icátia. – fala Icrino, virando um copo. – Nossa história ainda existe, mas não em livro, ou papiro. Ou sequer em Monumentos. Estou vendo você aí, jovem Bardo. Vai escrever?

- Eh… Não senhor. – fala o mais novo do grupo.

Icrino debruça-se no tronco que fazia vezes de mesa. Enxuga seu longo bigode negro na camisa de seda bufante, tirando aquilo que não bebeu da caneca oferecida pelos dois anões do grupo. O Cigano lembra que eles falaram o nome de um templo de alguma coisa… Um deus ou um mago que apenas os mais obscuros ouviram falar. Mas eles precisavam de um guia para os arredores da aldeia de Lhentagar e o Cigano conhecia as trilhas e, bem, queria estar em qualquer outro lugar longe de Genesa.


- Eu vou acreditar em você. – fala enfim, com um ar alegre obviamente provocado pelo álcool. – Ou pelo menos dar a entender isso, me entende? Não gostamos da história escrita porque aí podemos ser contestados. Mas se quiser falar oralmente, sinta-se livre. Mesmo porque um Gajôs não teria credibilidade.

- Entendo, senhor. – fala Juan, com a cordialidade típica dos Trevilenses.

- Bem, Icátia era um reino formado por viajantes tempos antes da Guerra da Magia. Vendíamos nossos produtos à Velha Thames. Povinho arrogante mas com muralhas de rocha. Era sinal de civilização antiga ter muralhas de rocha, e a nossa só erguemos antes da Guerra. Chegamos a tratar com os primeiros Trevilenses. Mas muito pouco. Ainda não estavam consolidados… E eles eram ainda mais metidos do que os Thamezianos.

O semblante de Juan indica o desagrado ao mencionar a pátria do jovem bardo. Icrino chega a perceber, mas não muda sua postura.

- Não estou dizendo que ainda o são hoje… – adianta ele. – Mas não vou dizer que não o sejam. Você seja o juiz. Onde estava? Oh, sim. Os Aurianos.
Icrino cospe no chão e faz uma careta nessa hora.

- Claro, eram aqueles bárbaros cheios de ouro. De uma hora para a outra, tinha dezenas de centenas de pessoas naquele lugar estreito aos pés das Cordilheiras que eles chamaram “do Ouro”. Tudo é “do ouro” e “de ouro” para aqueles avarentos. Claro, nós gostávamos de ouro em Icátia. Estendemos nossa simpatia e produtos para lá. Era como uma enorme besta-fera que precisava de comida e não se importava com os custos. Derramavam ouro em nós. Tanto ouro que era prejuízo comercializar com a Velha Thames. Eles nunca vão admitir, mas o redemoinho comercial da cidadela de ouro quem provocou as guerras.

- Há relatos históricos que discordam do senhor. – adianta Juan. – O Império era um colosso em ascensão e a Velha Thames estava em seu caminho. O Império foi o agressor, e não Thames, por exemplo.

- Estou dizendo o que eu ouvi de meus antepassados, garoto. – fala o cigano com as palmas das mãos para o alto. – E por isso eu acredito mais neles do que no que você leu. Bem, não me lembro bem o que eu falava, mas o fato é que eles foram para a Guerra. Foi triste porque estávamos certos que uma civilização velha e de cavaleiros como Thames ganharia dos moleques ricos do Norte. Mas sei lá o que eles fizeram, tomaram o reino inteiro!

- Como falei, foi os Aurianos quem começaram a expansão. – fala Juan. – Entendo bastante porque o Império se aproximou perigosamente da fronteira ocidental de Tréville. É história em minha aldeia natal.

- Okey, espertinho. Quem se importa quem começou a troca de tapas? – fala Icrino incomodado com o jovem. – Eu estou falando de quem realmente estava lá! Meus Antepassados! Agora posso continuar sem interrupções?

Juan avalia que o mal-humor era provocado pelo álcool. Não duraria muito mais o mínimo de sobriedade do cigano para contar a história. Além do mais, o último a defender um Auriano de um Icatiano seria um Trevilense.

- Okey. – continua o cigano diante do silêncio do jovem bardo. – Thames Caíu. Depois os Elfos da Floresta se juntaram a eles. Tinha um reino no leste… Ou era suldeste? Chegava no mar. Eles tomaram também, e fizeram uma cidade no deságue do rio. Pararam no Deserto e começaram a ir procurando uma saída para o Norte e tomando tudo o que tinha no Oeste. Estavam estacionados em Kreta, literalmente parando uma guerra entre Minotauros e Centauros. E aí, alguém olhou para cima e viu Icátia. Foi nossa perdição.

- Então… como foi o ataque? – fala Juan, finalmente chegando no ponto que queria.

- Sabe que até que foi civilizado? – fala o cigano com ironia na voz. – Mandaram um batalhão grande! Tinha cavaleiros Thamezianos e um monte de soldados de armaduras variadas, de um paninho de seda amarelo até armaduras que andavam sem cavaleiro, dizia meu avô. Minha avó falou que a dragoa dourada que domesticavam estava lá, mas todo mundo dizia que não. E minha avó, sabe, já não ganhava uma discussão que envolvia memória ha algum tempo. Eles pararam fora, veio um parangolé de jumento e uma bandeira. Pediu hospedagem para o Rei, e queria falar.

- Típico dos falsos nobres. – bufa Juan. – Primeiro mostra as espadas, depois mandam um diplomata de terceira.

- Isso mesmo. – ri Icrino. – Ele falou para o Rei como era maravilhoso ser Auriano. Falava que tomaram Thames mas nada tinha mudado. Que o Rei de Thames mandava na mesma proporção, mas com o ouro dos Aurianos por trás. Dizia que os jovens teriam alistamento, mas que não iriam para a Guerra se não quisessem ou não fossem hábeis o suficiente. Que tinham mais recusas a alistados do que envio de jovens temerosos ao estrangeiro. Que iriam trocar tecnologias, elevar Icátia a um dos Velhos Reinos com tudo o que os sábios do sul de Meliny haviam inventado. Sabe, papo de Vendedor. Mas os Icatianos eram os maiores vendedores de toda a Meliny. Se a conversa era tão boa assim, era porque tinha dente de coelho. Recusamos sem nem pensar muito.

- O que eles fizeram então?

- O parangolé foi embora e veio outro. Esse tinha armadura brilhosa e era forte! Dizia ser um grande general! Aí ele falou que queriam subir ao Norte e a passagem de Icátia era a única. Tinha o reino de Nevada mais a oeste, mas o Império não tinha chegado lá. Então ele falou que iriam tomar à força se o rei não concordasse. Lá tinha ido todo o papo doce de virar imperiais.

- Vermes mentirosos. – bufa Juan, impressionando mesmo o cigano por se ofender como se tivesse sido com o seu próprio povo.

- O rei não quis saber, desceu e foi dar uns tabefes bem dados naquele lazarento. Ele urrava que era violação de tratados de guerra agredir um mensageiro, mas se você ameaça alguém em sua casa, merece sair enxotado, ou não sair, concorda?

Juan cala-se naquele momento. Estava assombrado com a ideia de executar um mensageiro ao invés de só o devolver com a recusa, como os reinos civilizados fariam.

- Bem, o maldito matou o rei e conseguiu fugir. mas não saiu limpo! – fala envergonhado o cigano. – Como falei, o Império tava com a Guerra com Kreta, então sitiou nossa capital por coisa de quatro meses, eu acho. Sorte que nossa geografia garantia uma saída para o norte, mas as principais estradas estavam fechadas. Já tinha Tréville e Doravânia, mas os seus estavam com problemas de Orcs e Doravânia era longe demais. E eram tão metidos quanto os aurianos. Pensávamos em vender e comprar somente. Mas a cada dia saía boatos de que a Guerra de Kreta estava para acabar e que o Império ia subir para o norte passando por cima de nós.

- Bem, foi o que eles fizeram. – ri Juan. – Mas como foi a defesa?

- Bem, todos os que puderam fugiram pela passagem do Norte. Mulheres, crianças, e covardes. Nessa época de mulher só tinha minha trisavó, umas senhoras viúvas ou as curandeiras, e a Velha Kassdra, Uma doida que vivia no pântano e diziam poder ver o futuro. Mas todos concordavam que a velha agourenta devia ter ido embora com os frouxos. Dizia que iríamos perder Icátia mas que jamais deveríamos deixar nossa terra, senão seríamos amaldiçoados pelos espíritos malignos das vozes na cabeça da velha bruxa.

- E os Wenhajins?

- Ah, já ia chegar lá! Já ia chegar! – repete o cigano. – Do nada, esse povo de armadura colorida chega do Norte. Eles entram na capital, traziam comida esquisita, mas depois de quatro meses de sítio comíamos de tudo! Um deles, de armadura negra como a sombra da noite de lua nova, vai tratar com o Império. Dizia que Icátia estava sobre proteção de um império também. Nessa hora, a gente desacreditou ainda mais a bruxa Kassdra. Mas ela insistia: “Não deixem Icátia senão maldição bláblá…”

- Os Wenhajins simplesmente apareceram e tomaram para sí a sua guerra? – estranha Juan.

- Chamou a defesa de “O Combinado Wenhajin-Icátia”. A maior resistência que o Império Áureo encontrou! Mais que o reino velho de Thames. Veja bem: Ninguém a não ser os muito esclarecidos sequer sabiam do reino de Wen-ha! E eles mandaram um monte de soldados treinados, com armas tinindo! O Império sentiu isso. Pena que na época já tinha acabado a Guerra de Kreta e eles puderam marchar com tudo. Quando veio o ataque, até minotauros eles tinham da formação! Mas ‘tavam na carga da maldade mesmo que àquela altura já tinham alcançado Primaz além das cordilheiras.

Juan estava empolgado porque chegava à parte da ação. Mas Icrino estava mais preocupado com a boca seca. Ele toma o último gole da caneca de madeira, enche-a de novo e toma mais um gole. Chega a engasgar quando volta a falar.

- O Império veio que veio! – fala após desengasgar. – Bateram na muralha da cidade que nem martelo, e aí os Samurai, tudo ponta-de-lança, correu e empurrou para trás. Os wenjakas não tem medo de morrer, sabe! Eu sempre digo: Não compre briga com quem não tem nada a perder. O Império pensava assim, e deu espaço e deu espaço. Foram dias assim, eles atacavam, os samurais desciam correndo gritando. Mas samurais eram soldados treinados também. Eu diria que um samurai vale mais que cinco soldados Aurianos. O problema é que eles tinham dez soldados para cada samurai. A gente teve que fazer nossa parte.

Icrino cambaleava de sono. Só pensava em terminar a história.

- Depois de uma semana os Aurianos começaram a brigar como gente grande… Aí foi lasqueira. Foi morrendo samurai, perdendo samurai, nós tínhamos uma forte artilharia de flechas e badogues, e fundas e pedras de fogo. Mas os malditos tinham catapultas e feiticeiros a saltar névoa de morte e bola de fogo. Minha avó falou que a dragoa dourada dos aurianos apareceu. Desta vez um ou outro dos meus antepassados concordavam com ela. Não todos, mas não era só minha avó. Passamos uma semana ganhando a guerra, e no fim-de-semana eles estavam na muralha de novo. Os Samurais na pilha de “vamos até a morte, nossa ‘e’ deles!” Não era nem “Nossa ‘ou’ deles”. Era “e”! Aí que o povo Icatiano viu que vencer não era opção, e a gente não é doido que nem os Wenjakas. Ainda tinha a passagem livre para o norte. Posso dizer que nenhum Icatiano se rendeu ao Império, porque no último dia não tinha nenhum Icatiano na capital.

- Vocês deixaram os Samurais para trás, defendendo o lar de vocês.

- Os samurais eram doidos! A gente falou que a terra não era importante, e sim a liberdade, mas eles ficaram! Diziam que o Império não matou todo mundo porque ficaram com pena! Tiverma de amarrar os prisioneiros enquanto tratavam! Perder não era opção! Mandou todos para uma prisão que era mais um palácio e mesmo assim um monte cometeu suicídio! Nem a extradição era aceitável para aquele povinho doido! Sabe, o Império preparou uma enorme armada para atacar o reino deles, mas teve um terremoto, maremoto, algo grande que matou muita gente no sul, mas foi tão cabuloso que decidiram deixar para lá! É muito complicado lidar com gente assim. E o Império parou a expansão poucos anos depois, então…

- E o que se fez dos Icatianos?

- Bem… Aí é que a história fica triste. Perdemos nosso lar e nos espalhamos. Mas o maior acampamento, do herdeiro do rei recebeu a visita da Kassdra, dizendo “eu falei para não abandonar a cidade! Falei! Vocês ouviram? Não! Os Wenjakas quem ficou até o fim e nem um piolho Icatiano tinha na cidade quando caiu. As forças do outro lado não gostaram! ‘Tamos tudo amaldiçoado! Nunca mais vamos erguer uma cidade sequer! Têje de praga!” E é aí que eu me revolto: A Velha nunca acertava as estações de colheita, mas as maldições caem que é uma beleza. Para fazer maldade as magias funcionam mesmo.

- Vocês se acham amaldiçoados então?

- Nunca mais um Icatiano levantou uma construção mais complexa que uma tenda. Ficamos algum tempo na cidade dos outros – veja bem, dos outros – e não aguentamos. Dá uma comichão nos pés e a gente precisa andar. Precisa sair. Se algum cigano, como eu, está sozinho, aí talvez consiga ficar numa parada algum tempo… Mas se chegar mais dois, aí o desespero de viajar aumenta. E como vivemos em caravanas nômades, é aí que não paramos em casa de ninguém. Então, os mal-elementos da comunidade – toda comunidade tem – se destacam, e ganhamos fama de ladrões. E como nossas leis não correspondem sempre com as leis de onde paramos, dá problema com os Gajôs. Mesmo se quiséssemos forçar a barra para ficar, os donos das cidades forçam a barra para nós sair. Daí, inevitavelmente mescla-se o sangue, e vamos diminuindo o número. Icatianos… Estão em extinção.
As últimas frases daquele tristonho homem traziam muita sonolência. Juan respeita aquele contador de história triste e penoso, e prefere se afastar. Icrino balburcia as últimas frases para ninguém, e enfim cai no sono induzido pela cerveja anã.
Na manhã seguinte, Icrino não estava mais com os aventureiros. Bem como alguns de seus pertences. E sinceramente, Lhentagar não deveria ser por aquelas paragens.
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20 de março de 2013

Ser Mestre é Padecer no Paraíso


Baseados em eventos presenciados em PBEMs da vida.

4 de dezembro de 2012

Midori de Konoha

Apesar de não ser o maior entusiasta de Naruto, eu joguei um pbem ha alguns anos (http://rpgnaruto.multiply.com - Corram que o Multiply vai acabar). Como sempre, adoro meus personagens e trabalhei meu pequeno Yuuhi Midori.

Não me limitei à ficha e à interpretação... Escrevi uma série de contos sobre os hiatos das partidas. Também tive um longo arco estrelado unicamente pelos pais do ninja gago.

Um dos vilões que eu "não matei" teve seu próprio arco de histórias. Fujiama da Vila da Areia. Após a derrota para Inagami & Renai, foi colocado como tutor de um jovem com uma técnica misteriosa e cobiçada... E terá sua chance para desforra.

Eu salvei meu material antes que o Multiply destrua o blog. Desde ilustrações minhas, vetores do Fábrica de Heróis, e claro os contos. Ressalto que algumas das técnicas de Midori foram ilustradas. Tudo está no Dropbox.

Comentem!



16 de agosto de 2012

O Flagelo de Vorbyx





http://flagelodevorbyx.blogspot.com.br/

Nova desventura RPGística. Meu personagem na atual campanha de RPG ambientada em Faerum (Forgottem Realms) e suas cartas a um fictício Mestre Castelão de sua cidade-estado de origem. Em breve, o Forte das Armas pronto para ser usado em seus cenários!

  • Acompanhe Tholen da Torre do Martelo em suas andanças pelo Mar da Lua e a Terra dos Vales, em Faerum.
  • Conheça o Forte das Armas, sua fortaleza natal

  • E não leve para o pessoal. Ele tem Carisma 6...

26 de maio de 2012

Como deveria ser...




15 de maio de 2012

"Ser Mestre é padecer no paraíso - III" -


"Ser Mestre é padecer no paraíso - III"

Quando o personagem é bom demais para o cenário!



- Okey, o grupo começa em uma Taberna.

- Não!

- Eh... Como assim?

- Eu sou Caulyflor, o Veggan. Tenho votos de pureza para meu senhor, o Deus Verde. Não me corromperia indo a uma Taberna beber. 
- Você não precisa beber. Tem alimento e ... 

- Duvido que um estabelecimento plebeu tenha recursos para uma alimentação digna. 
- Pelo menos, vá pelo companheirismo. Seus colegas estão lá... Mesmo o Paladino e o Clérigo!

- Minha presença indicaria tolerância a um antro de bebuns.

- Certo... Onde estaria Caulyflor então?

- Num templo botânico ao Deus Verde.

- Esta é uma cidade nos recôncavos afastados do reino. O Deus Verde nem mesmo é conhecido. Mas na Taverna...

- Esqueça a taverna. Vou buscar uma região mais pura da natureza nos arredores da cidade.

- Aff... Bem, Vocês estão num lago de águas límpidas nos arredores da cidade de Yngarth. O sol é convidativo a todos e...

- Porque eles estão aqui?

- Porque você não aceita estar em uma taverna.

- Mas se eu me recolho a orar ao Deus Verde, preciso de total paz e silêncio. Porque eles não vão para a taverna, que é mais apropriado?

- >ahf< certo. Vocês partem para a Taverna, deixando Caulyflor solitário na margem do lago. Chego já a vocês. Antes, algo em especial que queira fazer, Caulyflor?

- Apenas buscando a paz de espírito.

- Certo. Você buscava a paz de espírito quando ouve um barulho.

- Tento ignorar.

- Eh... Em um mundo medieval, isso é suicídio. Pode ser um assassino esgueirando-se pelas suas costas...

- Fazendo tanto barulho assim?

- É um velho quase desmaiando. Ele tenta a todo o custo alcançar a cidade.

- Caulyflor deseja a ele boa sorte em sua missão.

- Como? Não cai ajudar a ele?

- O Deus Verde é true Neutral. Acha que "o que tiver de ser, será"!

- O velho cai no chão, quase morrendo, e suplica sua ajuda.

- Eu ignoro.

- Certo... Ele rasteja na direção da taverna. Guardo a ação para vocês... Não quer mesmo fazer nada?

- Não. Encontrarei a paz de espírito.

- Certo, então vou separar vocês e passar a missão para seu grupo, okey?

- Tudo bem.

(alguns minutos depois)

- Você vê seu grupo, com uma mochila que pertencia ao velho, na estrada marchando rumo ao sul, em disparada. Curiosamente, eles não tiveram grandes vontades de convocá-lo... Eu me questiono o Porquê...

- Se eu não fui convocado, não era para ser.

- Nem ao menos buscará a Taverna para saber o que houve com o velho e seu grupo?

- Posso deduzir que eles receberam uma missão do velho e partiram.


- Okey, isso é meta-jogo. Tá reclamando do clichê? Esta é a primeira aventura! Tenho que começar de algum ponto! Você já estaria meio-caminho de tudo se ficasse na Taverna cinco minutinhos.

- Não, eu sei distanciar-me do meu personagem, e sei interpretar perfeitamente o que ele faz. Por isso, mantenho-me fiel ao que prega o Deus Verde! 

- Okey, você ouve uma voz...

- Eu a ignoro. 

- Impossível. É uma voz no interior de sua mente.

- Na minha mente?  

- Sim, ela diz: "Caulyflor, sou eu, o Deus Verde! O reino está em perigo e você será necessário para debandar um grande mal!"

- Ignoro. 

- O... Como é? Vai ignorar o seu Deus?!?

- A filosofia dele é: "o que tiver de ser, será". Ele não interfiriria diretamente em assuntos mortais. Ou isso é ação de um telepata tentando me corromper, ou é fruto de esquisofrenia brotando em mim. E ambos são combatidos com uma jornada de auto-conhecimento para o âmago de meu ser, em posição de lótus, encarando o lago. 

- Eh... O Deus Verde Insiste. "Cauliflor, o Veggan! Eu não faria uma exceção se não fosse importante! Siga até a Taverna e aprenda sobre o grande mal que paira sobre o reino, ou eu o negarei e tomarei seus poderes!"

- Agora tenho CERTEZA que não é o Deus Verde. Ele não é chantagista e vingativo. Fico ainda mais convicto ignorando-o. 

- Certo. Você... eh... Faz uma viagem de auto-descobrimento e encontra a solução: Ir à Taverna e fazer a vontade da voz.

- Hmm... Isso não me parece certo. Meus próprios pensamentos não são confiáveis no momento se eu estiver mesmo esquisofrênico. Eu ignoro essa epifanía. 

- Bem, certo. Vou seguir a aventura com o resto do grupo.

- Okey. E eu sigo em minha dedicação Veggan ao Deus Verde. 

- A propósito: Um assassino barulhento atacou por suas costas e o matou, roubando todos os seus pertences. Bom jogo!

"Ser Mestre é padecer no paraíso - II"


- Eis que com a batalha encerrada, vocês têm de escolher um dos dois caminhos, direita ou esquerda, da Dungeon dos Uivos perdidos.

 - Eu quero ir atrás do vilão! 
- Eu imaginei... Mas ele estava voando e vocês não voam. 
- Eu vou lançar um encantamento de levitação para voar! 
- Você tinha sete encantamentos de levitação. Usou para levantar as rochas que obstruíam o caminho da caverna e depois para
levitar as rochas para arremessar nos vilões. 
- Então... Só usei duas! 
- Eram três rochas que você levitou na porta. Depois, mais quatro rochas para arremessar no vilão.  
- Mas meu encantamento atinge múltiplos alvos! 
- Não, não atinge. 
- Quem disse?
 - Bem, todas as mídias conhecidas pelo universo, o livro de regras, a lógica... Mas o mais importante desses todos: O narrador.
- Mestre... Olhe a pressão!
- Okey... vou me acalmar. Não quero voltar para a clínica. 
- Mas eu ainda acho que deveria ter mais feitiços de levitação. 
- Foram sete rochas! Gastou sete feitiços!
- Mas as quatro que eu levitei para jogar nos bichos no encontro aleatório não tive oportunidade de jogar!
 - Claro! Porque você gastou quatro turnos para lançar o feitiço. Ao invés de lançar em uma e depois arremessá-la contra um alvo e só depois partir para outro, você ficou levitando todas as rochas que podia! 
- Mestre...
- ... E ainda queria levantar CINCO! 
- Olha a pressão!
- ... E se você se recordar, eram só três os vilões.
- Tá! Ele não tem mais magias de levitação! Ficou defeso isso!
- Bom.
- Hmp... Eu tinha um feitiço de mover pedras. Poderia ter movido pedras se eu quisesse...
- Galera, peguem leve com o narrador! A saúde dele está debilitada.
- Certo. Onde estamos mesmo? Na encruzilhada... 
- Ainda? Estamos nessa encruzilhada faz meia hora!
 - Por mim eu já estava em casa, mas para vencer a encruzilhada, vocês tem de optar por ir pela direita ou pela esquerda.
- Se acabaram meus feitiços de levitação, quais me restam? 
- Bem... Os de transformações infinitas.
- E quantas me restam? 
- São infinitas! Nunca acabam.
- Beleza! Vou me transformar num rato! 
- Hmm... boa! Você tem os sentidos de um rato agora. Sente pelo olfato que o caminho da esquerda é o mais usado.
- Ei! Eu não disse que ia fazer isso!
 - Eh... Tá... Mas você sente isso.
- Agora me transformo num rinoceronte!
 - Hãã... por quê?
- Porque rinoceronte é melhor para a briga que um rato! 
- Não tem briga agora.
- A-ha! "Agora"! Quer dizer que terá briga mais na frente! Vire um rinoceronte mesmo!
 - "Uff" certo. Você se transformou num rinoceronte.
- Ele pode me ajudar a ir atrás do vilão que fugiu voando? 
- Olha, em off, mas valendo aqui: O vilão que fugiu ultrapassa a velocidade do som e tem inúmeros esconderijos pelo mundo. E em on, eu pretendo usar mais á frente na campanha. Já o botão de autodestruição, que está na passagem da esquerda, tem um timer que está perigosamente perto do fim, que precisa ser apertado agora. 
- Como vamos confiar que a Esquerda é a saída? 
- O rato farejou.
- Mas ele é um rinoceronte. Ele nunca se destransformou. ratos não falam e Rinocerontes não farejam!
 - Eu estou dizendo!
- Mas foi em off. Não vale. 
- Ah, lembrei de uma coisa. Tem um mapa.
- Um mapa?
- Sim, na parede. Mostra do lado esquerdo um caminho reto para uma sala escrita "sala do botão de autodestruição", e ha várias outras salas escritas "armadilha mortal" "Caminho inútil" e "morte instantânea"!
- Eu vou me transformar numa ave que possa voar e ir atrás do vilão. 
- Okey... qual ave?
- Quais aves eu posso me transformar? 
- Qualquer ave que exista na nossa fauna.
- Alguma delas voa com pessoas adultas? 
- Não. Não existe isso.
- Posso me transformar numa versão maior de uma ave, o bastante para voar com ele? 
- Eu já pedi que esquecesse o vilão!
- Mas o cara vai ser uma ameaça em longo prazo! Você falou!
 - Mas foi em OFF!
- E daí? É RPG! Não somos limitados a ir para a direita ou para a esquerda! Quero voar atrás do cara! 
- Okey, você pode. mas não pode carregar o seu colega.
- Mas minhas transformações são infinitas! 
- ...Mas não ilimitadas!
- Posso me transformar em um dragão?
 - Não, você não pode. Dragões não existem.
- Mas enfrentamos um ontem!
 - Foi num cenário de fantasia, onde dragões existem! E COM OUTRO MESTRE!
- Mas já mata seu argumento que dragões não existem.
 - Quer saber? Querem ir atrás do vilão? Ele surge aí. Ele esqueceu as chaves do esconderijo secreto e voltou para pegá-las! Eis sua chance de bater nele e poder seguir para a passagem da esquerda!
- Ué? Não queria poupá-lo para usar depois?
- Mudei de idéia.
- Mas e a campanha?
- Digo que ele era peão de outro, um irmão gêmeo que vai seguir com os planos de onde o irmão parou.
- Bem, agora vou matar ele.
- Peraí... melhor capturarmos para usarmos contra o irmão gêmeo dele!
- AIMEUPAI! Vocês não sabem do irmão!
- Como não? Você acabou de falar! 
- FOI EM OFF!
- Mestre... olha a pressão!
- Eu tô me enchendo com esses "olha a pressão"! Seu personagem tá aí faz horas e não fez nada! Entra no jogo!
- Ih, sobrou para mim foi?
- Vou me transformar numa cafeteira! 
- Eh, o que?
- Transformações infinitas me permite transformar em objetos inanimados. Eu me transformo numa cafeteira, e aí ele que quer prender o cara me arremessa nele.
 - E porque não se transforma numa arma de arremesso? Melhor: Agora aproveite que se transformou em um rinoceronte!
- Porque ele não esperaria ser atacado por uma cafeteira! 
- Eh, não posso argumentar com esta lógica.
- Eu arremesso a cafeteira.
 - Okey. Ele tomou uma... "cafeteirada" ... na cabeça. Isso o machuca e queima. Ele então percebe que está lá e começa a tentar voar de novo.
- Como ele sobreviveu à cafeteira? 
- É ... Um objeto pequeno e não-apropriado para ser usado como arma. Não é o suficiente para derrubar um vilão como esse.
- Mas cafeteira não são pequenas! E aquela do hospital? 
- Aquela ... Ah, é uma máquina de café! não uma cafeteira!
- Eu estava pensando naquela!
- Não, pense numa cafeteira industrial da Nestlé! Deve ser do tamanho de uma casa!
 - Você não pode mudar a ação após ter agido! E... Como é que você sabe que existe cafeteiras do tamanho de uma casa na Nestlé?
- Pô! É a NESTLÉ! Deve ser assim! 
 - Uma cafeteira do tamanho de uma casa aparece. O outro herói não consegue ergue-la, e chama a atenção do vilão. Ele vai embora.
- Eu sigo. 
- Ele voa e... Okey, ele decidiu fugir a pé. Está a seu alcance.
- Eu volto para ver a encruzilhada de novo. 
- MAS ... MAS... 
- Mestre... olha a pressão...
- Okey. Voltando à encruzilhada... 
- Eu me transformo em um clone. 
- Eh... Sei que vou me arrepender de perguntar, mas porque um clone?
- Eu tenho um plano. E eu devo poder me transformar em um clone, ou não? 
- Poder pode... Mas clone de que?
- De... Mim... Mesmo! 
- Mas você já é você mesmo!
- Mas quero virar um clone meu! 
- ooookey. Aos olhos de vocês o mago transformista volta ao normal, mas na verdade, ele é um clone de si mesmo.
- Legal! Agora sou duas pessoas! 
- Hãã... não, não é não.
- Pense comigo: Se eu sou um clone meu quer dizer que há um "eu" de quem eu deveria ser clonado, logo, somos duas pessoas! 
- Mas não surge uma pessoa só porque
- Clone o seu clone infinitamente e você dá aquele golpe de Naruto!
 - Do que está falando? Eu não assisto. O que...
- Boa idéia! Clone a mim também que aí todos nós seremos um exército!
- Meu pai Eterno! Isso não vai funcionar!
- Só sabemos se tentarmos! 
- Okey, okey. Vocês tentam e não funciona. 
- Eu acho que ainda dá para perseguir aquele vilão fujão... 
- Galera... A montanha explodiu.
- Como?
 - Tô olhando meu relógio aqui e vi que a montanha explodiu. Vocês não detiveram o contador a tempo.
- Pera lá... a gente não passaria tanto tempo assim sem agir...
- Não passariam, mas passaram. 
- Qualé mestre. Aí é apelação! Não nos deu uma chance!
 - Ta certo... Foi só um, sei lá, um teaser do próximo filme-catástrofe que vai estreiar.
- É o 2012? 
- Deve ser. Não me importo mais.
- O 2012 não é porque já estreiou ontem.
- De onde veio a TV com esse teaser?
- Era onde mostrava o mapa... Ele dá refresh com teasers.

- Esse filme parece bom? 
- Eu juro que estava zoando quando falei... Mas , okey, é o melhor.
 A gente deveria assistir. 
- Como? Agora?
- Não tem uma cidade por perto?
- Sim, aquela que vai explodir se vocês não entrarem na passagem da esquerda, coisa de meio metro de vocês, e apertarem o botão de autodestruição!
- Acho que dá tempo... Tínhamos uma hora! 
- Sim, quando começou a partida! Isso inclui toda a palhaçada de jogar pedras com feitiço de levitação, perseguir o vilão, desistir de perseguir, o vilão chegar, transformar em uma cafeteira gigante, perseguir o vilão de novo, desistir da perseguição. Inclua aí o deslocamento até a cidade, e mais DUAS HORAS DE FILME!
- E os trailers.
- Sim... E os trailers.
- Sei não. Ainda acho que dá tempo. 
- Pessoal! Só o filme tem duas horas! O DOBRO do tempo que vocês acham que tinha!
- Nunca vamos saber se não tentar, não é?
 - Okey... Filme então. Vocês viajam uma hora inteira desde o coração do labirinto até o cinema da cidade... Mas dá tempo.
- Er, mestre... tá escorrendo sangue do seu nariz. 
- O filme é muito belo. Tem borboletas e flores coloridas para todo o lado.
- pessoal, ele tá com um olhar perdido.
- Daí começam as explosões, a adrenalina! O Mocinho e suas façanhas incríveis.
- Eu... vou ligar para a ambulância. 
- E aí chega o vilão do filme.
- Eu me transformo num alienígena!

"Ser Mestre é padecer no paraíso"

Baseados em eventos presenciados em PBEMs da vida.

Original: Outubro de 2005.

"Enfim os bravos cavaleiros seriam recebidos pelos reis se passassem pelos desafios que aguardavam atrás das portas. O místico do grupo adianta-se à porta e...”.

- EI! ei! - reclama o player que interpretava o Místico. - Meu personagem nunca adianta-se a nada.
- Bem... você quer que outro abra a porta?
- Não... serei eu! mas não "me adianto" a ela. 
- Mas como pretende abrir a porta então sem ir a ela?
- Eu vou à porta... mas não me adiantando! Meu personagem é um dos cinco magos da fabulosa ordem que eu inventei! Ele "caminha com toda a pompa, emite faísca da ponta de seus dedos, e enfim, gira a maçaneta"!

O Mestre balança a cabeça.

"O Místico caminha com toda a pompa, emite faísca da ponta de seus dedos, e enfim, gira a ..."

- Parôparô! - grita o tecnocrata arcano. - Não abra a maçaneta! É isso que os reis querem!
- Hã? - fala o mestre espantado.
- Os reis querem que passemos por esses desafios, então, há algo estranho...
- VOCÊS querem a audiência com os reis! Não eles com vocês!
- Está bem... Mas eu tive uma idéia: Eu tenho toque de energia e uma luva de pelo de urso albino bisurado. Eu uso a luva e Toque de energia para ouriçar os pelos à minha frente, enquanto aproveito e uso todas as minhas demais vantagens simultaneamente para parecer que estou mais à frente do que estava... então, é melhor eu abrir a porta.

- Okey... 

"O Místico ouve a teoria paranóica do Tecnocrata com"...

- Ei! ei! Meu místico não ouve teorias! 
- Eh... o problema é com a palavra "teoria"? Foi uma romanceada que eu...
- Não... é a palavra "ouvir" que não gosto.
- Eu não vi na sua ficha que ele seja surdo...
- Mas qualquer um "ouve". Ouvir é vulgar. Ele... (folea o dicionário) contempla! Isso. Seus sentidos são tão especiais que ele contempla com os ouvidos o que lhe é anunciado.

- Contemplar é com os olhos, porque... ah, Esquece...

"O Místico contempla a teoria do tecnocrata, que toma a liderança do grupo. Ele então..."

- Meu personagem pergunta "Ei! O que é porta?".

- Hã?

- Meu personagem é metaliano lembram? Ele nunca viu uma porta. Viaja no interior de naves vivas que usam válvulas entre compartimentos.

- Você deve ter visto pelo menos uma dúzia de portas entre esta cidade e a anterior. porque cismou nesta agora?

- Porque ele não conhece o mecanismo e precisa conhecer se vai viver nesta realidade ... por hora.

- Considerando que ele não tem "inculto", e possui Int divina, acho que mecanismos mecânicos simples sejam compreensíveis... ainda mais após o transplante de medula óssea que você procedeu ha pouco (e que não sei porque eu permiti)

- Mas olha que roleplay legal... ele desconhece a Porta!

- Okey dokey... 

"A Bondosa NPC do grupo (que eu não ouso tirar para alguém falar a coisa certa na hora certa) explicava para o Metaliano o que era uma porta, e nesse ínterin, o Tecnocrata gira a maçaneta e..."

- Não se afobem em proceder errado vingadores da justiça pois com nossa missão de chegar ao fim dos desafios entraremos em contato com os reis negros que precisamos contatar para seguir à próxima etapa com a bênção de meu deus patrono jerimum e de toda a corte celestial do Monte Phyton não desistam nunca pelos poderes do Jerimum!!!Não se afobem em proceder errado vingadores da justiça Não se afobem em proceder errado vingadores da justiça Não se afobem em proceder errado vingadores da justiça!

- Hãã... o que foi isso?

- Foi uma coisinha que meu paladino druida falou no meio-tempo em que o tecnocrata mexia o braço e o exato momento em que ele tocou na maçaneta.

- Ele respirou em algum momento?

- Não! Só se aparecesse algum NPC respeitoso que deveria nos dar alguma informação, aí ele daria um apelido maldoso como se quisesse perder o único aliado possível em todo o reino.

- Bem... Não... apareceu ninguém.

- Então, só posta o que ele falou...

- Ele é druida mesmo? eu nem lembrava.

- É sim... mas dedica-se mais ao seu cargo de paladino.

- Tá certo.

"Prestes à abertura da porta pelo místico, enquanto o Metaliano aprendia o que era porta e o Paladino discursava velozmente, sendo contemplado pelo místico..."

- Ei! ei! meu místico não contempla isso não!

- Mas... VOCÊ me corrigiu dizendo que seu místico não ouvia e sim contempla...

- Mas aquilo era para teorias absurdas! Verborréia de paladino são... (foleia o gibi do Garfield) "presenciados auditivamente!".

- ... e o que ele faz perante ofensas grosseiras à mãe que o pariu?

- Hein?

- Esquece...

"Prestes à abertura da porta pelo místico, enquanto o Metaliano aprendia o que era porta e o Paladino discursava velozmente, sendo presenciado auditivamente pelo místico... O Ladino do grupo encara o ato temerário do Tecnocrata"...

...¬¬...

- Ouviu "ladino"?

- Hã?

- O Tecnocrata está prestes a abrir uma porta sem verificar armadilhas.

- ... Eu tava distraído... o que houve?

- Isso que eu disse.

- Ah, tá... vou usar meus talentos ladinos ... para ficar invisível.

- Hã?

- Não! - grita o metaliano. - Eu vou ficar invisível antes dele...

- Tá... ficamos invisíveis.

- ... continuamos.

"O Tecnocrata começava a girar a maçaneta potencialmente perigosa e que se algum ladino checasse armadilhas e encontrasse alguma o mestre seria obrigado a dar XP de graça... e então..."

- Ei! para que essa pausa grande?

- Para caso alguém com talentos de ladinos queira interromper.

- Eu tenho talentos de ladinos, mas ... nhééé... fico na minha.

- Tem certeza que não quer por em prática seu "procurar armadilhas"?

- Eu checo! - fala o abaforado (sim, eu tb foleio revistas do Garfield) Metaliano. - Eu quero procurar armadilhas.

- Eh, mas você não sabe nem o que é porta!

- A NPC me explicou. Agora eu uso meu conhecimento de porta e minha inteligência metaliana para destrancar a porta.

- Bem, Como você não é ladino e a NPC é incapaz de falar tanta coisa em espaço de tempo quanto o Paladino Druida do Jerimum, se não encontrar é mais provável que seja porque você é incapaz de reconhecer uma armadilha, e não que não tenha armadilhas, entendido?

- Claro! - fala o metaliano orgulhoso.

- Hm.... Você não encontrou armadilhas.

- meu personagem fala pro Tecnocrata: "Com certeza absoluta não tem armadilhas nenhuma nessa porta"...

- "Ai!"... Bem, é isso que seu tecnocrata ouviu...

- Então... - fala o Player do tecnocrata. - Abro a porta de vez para não ouvir outro discurso do Paladino...

- Espera aí que eu quero falar mais...

- tarde demais, "Jerimum". - fala o mestre.

"O Tecnocrata abre de vez a porta e é atingido pela armadilha de dardos venenosos".

- Ah é... Fora essa aí... - resmunga o metaliano.

- Parôparô! - interrompe o tecnocrata. - Minha luva possui pelos eletrizados sensíveis a deslocamento de ar! Eu deveria perceber a vibração dos dardos e testar uma "Esquiva Matrix"!

- Eu quero usar meu Focus 9 em madeira para empenar a madeira dos dardos para não furá-lo.

- ô Metaliano... Foi uma ação muito rápida!

- Ah! Qualé! Eu coloquei Focus 9! Eu posso fazer TUDO com madeira! Até ganhar dela em velocidade!

- Hã... Meu ladino vai desarmar a armadilha!

- Tarde demais! Vejam o que aconteceu:

"Como a maçaneta era de metal, eliminou a eletricidade estática da luva do Tecnocrata que perde seu direito a testes de Esquiva Matrix. O Metaliano tenta envergar a madeira dos dardos, mas descobrem que eles são feitos de prata, e não possui focus em prata, o que é irônico para um Metaliano. O Tecnocrata, ferido, esbarra no Místico..."

- Ei! Meu místico nunca é esbarrado! Ele olha por cima dos ombros, e é tocado involuntariamente, numa panca muito legal.

"... como eu dizia, é ESBARRADO, mas ESBARRADO com gosto, sem nenhuma pompa ou direito de teste de pose 'nice guy', caindo numa poça de lama particularmente imunda, e contraindo uma verminose que lhe provoca diarréia instantânea! Digna de moleque subnutrido! O Paladino morde a língua e morre envenenado com o próprio veneno druida, e a NPC que servia de bom senso para os PJs ganha o bom-senso de sair de perto desse bando de malucos!"

Todos encaram o mestre nada amistoso, bufando como um cão furioso.

- Tá... e o que tinha depois da porta?

- Antes: Meu ladino procura armadilhas na porta!

9 de fevereiro de 2012

A Saga cósmica de Infinitoº

Antes de começar a escrever mais focado no ULTIMATO, eu usei Infinito em campanhas do Orkut. Mas o Infinito Orkutiano ( doravante chamado "Infinitoº" ) era bem diferente.

Primeiro, porque o grande diferencial dele no cenário normal é ser infantil e imaturo no meio dos "fodões" do cenário... Enquanto TODOS eram infantis e imaturos no Orkut. E seus personagens também. Então, dei a ele alguns anos, uma postura mais depressiva e séria. Justifiquei que foi talhado pelas experiências e conflitos mesmo entre heróis ao longo dos anos.

Segundo, porque teve a Saga Cósmica.

Eu fiquei coisa de um ano longe do Orkut, e quando voltei, vi que muito havia acontecido por um tempo, e depois estagnado. Decidi Narrar algo para reacender a coisa (e deu certo um tempo) e explicar onde Infinitoº esteve em minha ausência. Mas para que eu simplesmente voar até o QG e contar uma histoprinha regada a guaraná e pão de queijo se eu posso enviar uma nave de guerra encabeçando uma invasão alienígena?

A Belonave (clique para ler)

 O NORAD é brutalmente atacado. Uma gigantesca estrutura voadora seguida de alienígenas com cara de morcego, guiando serpentes bestiais cuspidoras de plasma tomam o lugar. Mas o mais assustador é que a nave tinha um formato familiar, o símbolo de um herói ha muito desaparecido.

Depois de uma breve batalha, e ao custo do veículo dos heróis, a nave invasora é derrubada. Sua tripulação começa a pegar pesado, e é hora de invadir... E então, em um pomposo lugar chamado de "sala do Trono", eles encontram ele.

Infinitoº estava de cabelos raspados, e uniforme ligeiramente diferente. O misterioso trono parecia drenar sua energia e direcionar ao veículo. Com uma análise melhor, percebe-se um misterioso gel que emitia ondas telepáticas, mantendo-o em um estado de letargia. O Herói azul deve ter permanecido daquela forma por semanas!

Com seu restabelecimento, Infinitoº devolve à vida o computador da nave, e juntos, os malditos alienígenas são derrotados. Infelizmente, o líder Arkine foge... Esse líder que possuía vendeta pessoal.

AGORA, regado a coca-cola e coxinha de galinha, Infinitoº conta onde esteve no último ano.

Federação de Betelgeuse (Clique para ler)

Não estamos sós (se bem que muitos dos heróis eram de natureza alienígena). Mas Betelgeuse era uma poderosa federação que concentrava as raças mais comumente avistada por ufólogos malucos (fora o Chupacabra). E eles estão em um violento pós-guerra, ante uma raça particularmente belicosa chamada Mantha.

Infinitoº foi à Federação originalmente por seu poder ser capaz de provocar dobras espaciais 9nem ele sabia disso) e ele poderia levar o ET de Varginha para casa... Acabou ficando e chegou a ser capitão de frota, e sua mentalidade vingativa e humana permitiu o triunfo dos até então racionais aliens.

Mas tudo indicava que Arkine, antigo líder diplomata e espião, estava instigando a guerra, e buscava recursos saqueados da Terra para rearmar os Manthas... Não esquecendo seu ódio por Infinitoº. Se pudesse subjugar o mundo e jogar o nome do capitão da Terra na infâmia, seu triunfo seria perfeito.

A Cidadela Mantha (clique para... Ah, a esta altura, já entenderam)

Infinitoº conclama uma reunião das raças de Betelgeuse e mais um corpo diplomático terráqueo para discutir a retirada de Manthas da Via Láctea. Mas também buscavam meios de perseguir Arkine. Para isso, os heróis foram à cidadela Mantha em Júpiter.

Contudo, o maligno Arkine já esperava isso. Durante a batalha no NORAD, conseguiu amostras de DNA de heróis da Terra para simular um atentado, jogando Betelgeuse contra a Terra.

No final, desnecessários, já que um dos heróis mata a sangue frio um embaixador (ver

Quadrinhos) Felizmente, ao desmascarar Arkine, ele acaba levando mais esse ato infame na conta.

Mais sobre os Manthas

Durante sua busca pela Cidadela, tanto Infinitoº quanto os heróis descobrem mais sobre os inimigos. Sua curiosa estrutura alien, e como se defender dela no futuro.

Buscando informações, e descobrindo os benefícios políticos de um "Campeão da Arena de Sangue" - um bárbaro duelo entre o Mantha mais poderoso e um desafiante - os Heróis solicitam o desafio. Infelizmente, eles não sabiam que durante a Guerra de Betelgeuse, Infinitoº teve a mesma ideia e era agora o Campeão da Arena de Sangue.

Para não ter de lutar até a morte contra seus aliados, Infinitoº se rende, aceitando a humilhação aos olhos da Federação, sendo expropriado de seu título e suas posses. Incluindo a Belonave. Um sucesso parcial de Arkine. Felizmente, o veículo não funcionava sem a presença do herói na Sala do Trono, então, os Mantha não poderiam voltar a usá-la... Aparentemente, ao menos.

Sensibilizado pelo sacrifício, o embaixador guerreiro dos Gray ordenou a construção de uma segunda Belonave, que serve aos heróis daquele universo como base de apoio e satélite de monitoramento de atividades Mantha.

Conto: Nasce o Amanhã (não cliquem se não quiser ler)

Um dos vilões corriqueiros do Infinito do Orkut era o "Infinitoº do Amanhã" (ou só “Amanhã”). Quando surgiu pela primeira vez, alegava ser o herói num futuro próximo, mas posteriormente foi desmascarado como um mero clone.

Se "clone do futuro" já era um conceito que fazia desse antagonista um adversário bizarro, a revelação de que os Manthas o criaram torna a história ainda mais caricata!o clone alienígena do futuro!
Alguns conceitos podem ficar perdidos sem conhecimento prévio das sagas do Orkut.