Sheyla & Belial foram de Patrulha do Vento de
Thundermoon ao Palácio de Eternus, sede do poder dos povos livres de Etérnia.
Belial sentiu que algo mudou na adolescente. Ela parecia mais confiante... No
passado, ela tinha grande medo da foice, que a feriu letalmente no mundo
perdido.
Então, ela começa a
falar como achou o príncipe Adam cativante, e que sabia da história da
astronauta perdida que viria a ser rainha. E realmente começou uma tempestade
de small-talk, que rudemente a foice pediu para parar.
Sheyla atendeu ao
pedido.
(...)
O que deveria ser só um chá se tornou um evento da manhã
inteira. Belial poderia tentar imaginar o que pessoas de gerações díspares
discutiam, mas não. Preferiu vistoriar aquele enorme palácio avermelhado. No
tempo da Rainha dos Malditos, Grayskull era o trono de poder do terceiro
planeta... A mudança para aquela enorme aberração tecnológica desagradou a
foice.
Heróis e Mestres de
todas as partes do mundo vieram para se inscrever nos "Jogos
Eternianos". Evento com um peso importante no destino do mundo... Peso que
Belial ignorava propositalmente. Não viu também o rei - que recebeu no mínimo
duas delegações de governantes. Um, de muito longe. Outro... Perto demais.
Enfim, após a
guerra em Etéria. O Príncipe Adam e o restante dos cavaleiros se reúnem no
palácio. Um guarda informa a Belial, que a contra-gosto ruma para se encontrar
com o grupo.
Eles tinham planos. Conhecer a capital, discutir as
descobertas no planeta-irmão, e ver com Hon-sa o que ela descobriu em suas
investigações. Acreditaram que atendendo ao último poderia dar início aos
demais. Adam leva os heróis ao salões dos rádios. No caminho, percebem o grande
número de Catfolks que viam nos corredores - além de famosos como Aríete e o
Multi-faces. Adam explica que muitos vieram a Etérnia se inscrever nos Jogos Eternianos...
E o próprio Chefe Carnivus, um dos reis dos Catfolks, faria uma luta-final. Era
o aguardado duelo entre ele e Lion-o, que decidiria o destino dos thundercats e
Etérnia.
Kenor percebe que um dos felinos o olhava com interesse. Ele
logo desaparece num corredor entre outros... Só pode constar que ele tinha um
porte volumoso.
Hon-sa é fácil de contratar. Ela explica que realmente
alguém oculto fez uma ousada manobra e roubou algo da carcaça do "Nomeio
Depois" em plena reentrada controlada... E saiu de dentro dele com
algo assombroso: Podia ser um míssil ou uma nave de pequeno porte... mas não só
sobreviveu funcionalmente à implosão que colapsou um galeão encouraçado, como
rompeu sua carcaça externa.
Hon-sa disse que iria investigar um pouco mais, mas estava
lidando com um hábil piloto e sucateiro, temia não conseguir seguir a trilha de
ions. Kenor disse que poderia ajudar, que parecia ser perigoso, mas Hon-sa
aliviou os heróis, lembrando que ela tinha uma nave-robô gigante e que Gungyver
já estava dando cobertura a ela.
Hon-sa também mandou uma mensagem particular a Belial...
Algo que ele aguardava ha muito tempo. Isso provocou alguns desconfortos quanto
a segredos. Kenor perguntou de Alura, revelando que sabia que ela havia
entregado algo á sacerdotisa. Hon-sa confirmou, dizendo que era um soro que
ampliava os traços animalescos de um thunderiano. Kenor fala que ela estava
ligada a uma entidade poderosa, coisa que Hon-sa dizia desconhecer. Deduziu só
que uma Thunderiana sob efeito do soro se passaria facilmente por um Catfolk...
E então, ela percebe que alguém olhava o grupo.
O mesmo misterioso felino esconde-se de novo, mas agora o
grupo inteiro estava notando. Bronthodox decide confrontá-lo, e todos fora
Belial e Kenor ficam para traz.
O Catfolk em questão era enorme. Não musculoso, mas
visivelmente forte, mais do que o padrão... Mas também parecia bobo e
infantil... Tal qual o brontossauro.
Ele gaguejou, meio deslumbrado com os heróis, e não
terminava uma frase coerentemente. Mas aparentemente ele tinha "um recado para Kenor... Na verdade, dois, só
que um era dele e o outro era outro, e achava que era melhor não dar o outro,
então, volta a ser um recado só"... Confundindo os Cavaleiros, mas
deixando aparente que não era um "gênio espião".
Mas o recado parecia perigoso: "Ela não vai mais voltar".
O grupo decide chamar Kenor.
Na presença do ex-selvagem, O felino - que se apresentou
como "Hunk", Catereiro da comitiva de Carnivus - diz a Kenor:
"Olha, A moça Alura está bem, está sendo muito bem tratada, tem comida,
livros, mas... Ela não vai mais voltar. Se perguntarem, só peça para seguir a
vida".
O grupo ficou
surpreso, e exigiu mais informações de Hunk, e conseguem filtrar do felino que
usando o soro fornecido por Hon-sa, e descobrindo a localização secreta da
cidade de uma forma que Hunk nem imaginava
qual, Alura invadiu a cidade proibida de Felis Qard, lar dos Catfolks. É uma
cidade escondida por poderosa magia, e que ninguém exceto os Catfolks poderia
ser capaz de encontrar.
Hunk ficou amigo
dela, embora desaconselhasse que ela permanecesse lá. Ela falava que queria
conhecer o "Leão Amarelo" - o deus a quem os Catfolks atribuem terem
conseguido fugir de Thundera na Era de Mum-ha - E eventualmente abusou da sorte
e foi capturada pelos reis, e sentenciada a prisão perpétua na cidade.
Os heróis ficaram
horrorizados. Decidiram intervir com o Chefe Carnivus, a quem sabiam estar no
palácio, o que levou Hunk ao pânico.
- Não, vocês não podem!
Se ele souber que vocês sabem, ele vai saber que eu contei a vocês! Pô, ela
entrou num lugar proibido! Deixa para lá! Ela vai viver bem!
Bronthodox decidiu
dizer que havia outras ameaças, como o Comodoro Filler. O que Hunk respondeu.
- O velhinnho de tapa-olho e perna de pau? Ele já foi embora
ha algumas horas.
Os Fillers estiveram
em Etérnia?!? Segundo Hunk, ele teve uma audiência com Randor e outros reis.
Aquilo era preocupante, mas não tanto quanto a sacerdotisa prisioneira.
Kenor decide mostrar
sua lança, com o símbolo do Leão Azul. Aquilo impressionou Hunk. Bronthodox
fala que conhecia lendas por muitas terras que adoram a um leão guardião, mas
varia as cores, só que acreditava ser uma mesma entidade. Kenor diz que não,
cada Leão era uma entidade separada. Hunk fala saber da história dos leões. E
que havia um terceiro, o Verde, que viajou entre dimensões com uma outra tribo
- os Magicats - na mesma época que os Catfolks foram a Etérnia.
No meio da conversa, Kenor
percebe que Sheyla invisível nas imediações havia se juntado ao grupo, e ouviu
parte da história, para o desespero de Hunk. Ela censura não ajudarem a sacerdotisa
e recomenda que o grupo parta o quanto antes. Ela precisava voltar a
Thundermoon porque Hon-sa a chamou, mas deixa algo para ajudá-los na missão:
sua capa da invisibilidade.
Belial percebeu algo:
Ele conseguiu ver Sheyla da outra
vez pela assinatura de calor... Mas desta vez, ele não pode.
Hunk sente que o
grupo não ia deixar aquele caso em paz, e no fundo se sentia culpado e
responsável por Alura. Devide então fazer um pacto.
- Vocês tem moedas de ouro?!?
O grupo não estava acostumado a ter dinheiro em espécie
desde que conseguiram replicadores como a Nanoforja. Mas felizmente tinham
adquirido o tesouro do “Nomeio Depois”. Bronthodox tinha exatamente quatro
Filerdobrões consigo. Hunk pega-os
- Eu levo vocês a Feliz Qard, mas tenho três condições:
Ninguém será machucado; Vocês não vão falar em hipótese nenhuma com Carnivus, e
a mais importante: Se der algo errado, NÃO ME ENVOLVAM!
Todos concordam.
Hunk diz que precisariam cruzar o deserto em um veículo
terrestre. Não podem simplesmente voar até a cidade secrete... E com um grupo
grande como aquele, com um dinossauro gigantesco, só imaginava um veículo bom o
suficiente para a jornada... Que felizmente estava na garagem do palácio.
Belial e Bronthodox não conheciam aquele veículo, mas os
heróis já cruzaram caminho com ele no passado.
- Vocês são amigos do Príncipe Adam, não são? Para pedir
desculpas depois? - Hunk pergunta. - Eu o vejo pegar esse tanque , dar algumas
voltas ao redor do castelo, e guardar. Que desperdício de um Tanque
thunderiano!
Kenor pousa a mão na "pata" do tanque em sinal de
respeito. Hunk interpreta com admiração e "abraça" a outra
sussurrando: "É uma belezinha mesmo"!
(...)
No caminho, Kenor repete a história de Hunk disfarçadamente,
para informar o "aliado secreto", e pedir orientação. Hunk interpeta
por confusão e tenta participar na conversa.
- Bela lança você tem... - Hunk tenta uma aproximação. -
Posso te chamar de "Lance".
- Não. - Kenor fala secamente.- meu nome é Kenor.
- O-okey... - Hunk se cala constrangido.
Já dirigiam por algumas horas quando percebem que foram
avistados. Três veículos se aproximavam... Eram MUTANTES DEDE PLUN-DAH.
CHACAL, SIMIANO e o ESCAMOSO, líder dos mutantes no terceiro
Mundo, inimigos de longa data dos Thundercats e dos thunderianos.
Escamoso usava um veículo anfíbio, o Nose Diver. Com mísseis teleguiados ele atinge a lateral do
Thunderprime fazendo-o tombar de lado. Kenor monta em Elak e parte em vôo na
direção dos outros dois, voando em Sky
Cutters, máquinas voadoras armadas com lasers.
Turko conjura um relâmpago particularmente poderoso, que faz
o Nose Diver de Escamoso mergulhar de nariz e ~explodir em faíscas elétricas~,
e o mutante sair girando pelo solo. Estava fora de ação.
Belial decide tomar a mente de Simiano, mas o gorila albino
era um piloto muito bom. Consegue evitar o que ele interpretou como um ataque.
O símio ainda aproveita e dispara contra a foice, atingindo-a. Belial é
calcificada e cai fumegante em direção ao chão.
Ao mesmo tempo, Kenor atira na Skycutter do Chacal,
danificando-a, e tirando de funcionamento o sistema de armas. Vendo-se ainda na
luta, mas sem armas, o Chacal decide saltar de sua nave sobre o cavaleiro
montado. Kenor, contudo, desvia habilmente, e Chacal se vê indo na direção do
chão, uma queda monumental.
Hunk olha Belial e
Chacal em queda. Só tinha tempo de ajudar um deles... Decide pelo
"aliado".
Ele materializa em sua mão uma enorme minigun energética, e
dela, um raio trator impede a queda da Foice, trazendo-a para perto de si.
Turko lança um feitiço que dá a Bronthodox o poder de voar. Kenor
pede que Blob, seu segundo herculóide com corpo plástico, projete-se para
salvar e imobilizar o Chacal. A criatura faz isso, enquanto Elak segue perseguindo
Simiano.
Brontho alcança o
veículo do gorila e se agarra nele, aumentando o arrastro e reduzindo a
velocidade. O gorila ainda tenta fazer o dinossaucer largar, mas em vão. Enfim,
Kenor vê a deixa. Faz a mesma manobra que Chacal tentou, mas com bem mais
competência. Salta de Elak, agarra Simiano, tirando-o do guidão, e ainda cai de
volta a Elak, imobilizando o mutante.
Vendo Chacal,
amarrado por Blob, na forma de um para-quedas,Turko decide invocar um
redemoinho para girar o prisioneiro, deixando-o tonto. Infelizmente, o trote
afeta Blob também. O herculóide acaba deixando Chacal escapar. O mutante saca a
arma, de volta a ação... Mas não chega a disparar.
Ele desaparece em pleno ar.
Assim como o Simiano e Escamoso.
(...)
No interior da pirâmide negra, diante do Fosso do Desespero
onde profusões profanas borbulhavam, Os três mutantes se materializam pouco
acima do solo, e caem ruidosamente no chão!
- TOLOS! - uma voz sombria e idosa pragueja contra eles. -
Mais uma vez fracassaram! E nem mesmo foi para os malditos Thundercats que
perderam a luta e a honra!
- P-p-perdão, ó poderoso! - Escamoso, apavorado, se
desculpa. - Os Cavaleiros de Thundermoon são poderosos também! Veja os feitos
deles, ssssim?
- Talvez tenha razão, Escamoso! - a voz ríspida articulava
cada sílaba do nome do líder mutante. - Creio que na próxima tentativa eu deva
ir junto!
- Ssssim, mestre! - Escamoso fala contente. - Nós
adoraríamos ter nossa revanche!
- Não seja pretensioso, Escamoso! - aquele vulto mínimo e
decrépito, envolto num manto vermelho-sangue com poucos vislumbres de carne
podre e fachas de múmias ri com descaso. - Eu não levaria perdedores como você,
tendo acesso a verdadeiros mestres do Mau.
Duas figuras emergem
das sombras atrás de Mum-ha... Qualquer um dos dois levaria terror aos mutantes
em igual nível que o próprio Mestre.
(...)
Hunk procura por naves que explicassem o teleporte, mas Brontho
diz que acreditava ter visto um efeito mágico de invocação alhures. O Catfolk
diz que enquanto estivesse no deserto, os mutantes poderiam voltar, mas na
barreira de Felis Qard estariam protegidos.
Bronthodox não tem dificuldade em desvirar o thundertanque,
mesmo se Hunk não o ajudasse. Mas percebe que para alguém tão pequeno, ele
tinha considerável força física. Kenor também demonstra interesse em Hunk, pois
viu que ele conjurava uma arma, similar a como ele fazia com a Lança do Leão.
Mas agora, era Hunk quem o ignorava.
Eventualmente eles se aproximavam do que parecia ser uma
tempestade de areia. Hunk para afastado e oculto entre dunas. Diz que iria à
frente ver se tem guardas, e se estivesse tudo limpo, chamaria o grupo.
Assim que o felino se afasta, o tanque decide que era hora
de conversar. Bronthodox se assusta quando o tanque começa a se levantar
sozinho, e fazer braços, pernas e cabeça emergir numa nova configuração.

Optimus Thunderprime estava escutando os apertos do grupo, e
esperou poder se revelar para falar com os amigos. Brontho já havia ouvido
falar dos Cybertronianos, embora achasse serem lendas. Optimus demonstrou saber
bem quem era o diplomata.
Mas ele conta uma história. Uma história de Voltron.
" Os Cybertronianos acreditam em treze divindades chamadas
"Primes". Dois deles - mais especificamente a Sétima e o Oitavo;
Nexus e Onix - Se uniram, e dessa união surgiu um poderoso guerreiro. Onix era
o primeiro Beastformer, ligado espiritualmente às criaturas da criação, e Nexus
era a senhora do Enigma da Combinação, que faziam muitos serem um, e um ser
muitos.
Batizaram seu poderoso filho de Voltron, que tinha o dom de
se transformar em bestas e dividir. E ele escolheu cinco leões com cores
singulares. E se nomeou o defensor do
Universo, e foi uma poderosa arma na guerra contra Unicrom.
Assim como os demais Primes, Voltron foi traído pelo Décimo Segundo
- o Fallen. Este, amaldiçoou Voltron, separando-o na forma dos leões e
lançando-o para os confins do universo. De guerreiro, ele passou a ceder seus
poderes quando necessário às criaturas ligadas a ele em sua beastform. Só
recentemente descobrimos ser a antiga Thundera, lar dos Thundercats, dos
Catfolks e dos Magicats. Optimus estava consciente do Leão Azul, mas a conversa
de Hunk deixou claro que múltiplas tribos que fugiram de Thundera - na Guerra
antiga ou na recente explosão - foram auxiliadas por um dos leões.
Enfim, a lenda cibertroniana dizia também: "Quando os
Quatro leões - Azul, Vermelho, Amarelo e Verde - se apresentarem no palácio dos
Leões, o Leão Negro seria revelado, e Voltron ressurgirá".
Havia coasão entre as versões de bronto e Kenor. Eram múltiplos leões, mas Também era uma única entidade!
Optimus não pode falar mais, pois Hunk se aproximava. Ele se
transforma de volta, e o grupo segue o Catfolk.
(...)
Hunk guia o grupo até as proximidades da tempestade de
areia. Quando ele toca no que seria o vento, uma barreira ilusória se
apresenta, com um campo de força por detrás. Hunk precisa se erguer para fazer
uma “abertura” por onde os demais atravessaram. Kenor observou o padrão
hexagonal do escudo que protegia a Floresta do Leão Azul.

A cidade murada em padrões geométricos era apinhada, mas
organizada, em padrões quadrados, com o mesmo concreto de areia do deserto compactado
formando ruelas estreitas, palacetes e as casas. Haviam três exceções óbvias:
Um templo fortificado no sul, junto á enorme plantação de grãos e uma
arquibancada a céu aberto; um intrínseco castelo cheio de torres e abóbodas,
mas sem janelas visíveis... E a enorme pirâmide zigurate no extremo oposto da
cidade, além das muralhas. Tudo envolto pela barreira, que do lado de dentro
deixava o sol brilhar, embora fosse bem mais frio que no deserto. ”É lá que o
Leão Amarelo descansa, segundo a fé do nosso povo”, diz Hunk, apontando a pirâmide.
Hunk guia o grupo pelas ruas vazias até seu estabelecimento
que seguia a mesma estilística, mas era ligeiramente maior que as casas
normais. Havia um salão com muitas mesas, mas estava tudo vazio agora. O grupo
podia sair das ruas, e Hunk repete o plano que discutiam no caminho:
- Sempre que Carnivus deixa a cidade, o Rei Paw dá uma
festa. Podemos nos aproveitar da confusão e nos misturar.
“ Quanto à aparência de vocês: No palácio do Rei Paw – Ele
aponta para o castelo sem janelas – tem uma Fonte dos Desejos. Não se
impressionem com o nome: Ele só faz mudanças cosméticas e temporárias. Um
desejo por moeda de ouro, independente do valor da mesma. Eu penso em fazer um
desejo que dê a vocês a aparência para não chamarem a atenção. Acho que a foice
não seria identificado... Mas o dinossauro seria um problema.
O grupo debate. Eles trouxeram a capa da Sheyla, poderiam
tornar Bronthodox invisível, mas ele ainda poderia esbarrar em pessoas. Após
algumas discussões, Hunk faz as contas e acha que se usar um desejo para
ENCOLHER Bronthodox a dimensões normais, um segundo para a aparência de
catfolk, restaria dois desejos para Turko e Kenor. Belial deveria ser
contrabandeada na lábia.
Hunk aponta a cozinha. Diz que vai preparar algum alimento
para justificar ele ter acesso ao palácio e ao Poço dos desejos. Instruiu que
aguardassem alguns minutos, quando a aparência do grupo mudasse, e poderiam ir.
Só reforçou para NÃO falar com os reis e “NÃO ME ENVOLVAM!”
O anfitrião aponta as facilidades da cantina dele... Indica
a dispensa, mas imediatamente se arrepende, e pede que não entrem lá.
Turko percebe algo na voz do Catfolk, mas nenhum de seus
companheiros compartilhava sua curiosidade. Com o grupo debatendo estratégias
no salão e Hunk na cozinha, ele parte para a dispensa.
Com a Sabedoria dos Dragões, Turko consegue divisar
facilmente uma PASSAGEM SECRETA entre alguns potes de conserva. Uma parede
ilusória, similar ao efeito que criava a ilusão da tempestade de areia. Era um
corredor escuro, uma escadaria sobre um vazia. Não sabia se era uma obra
suntuosa e ao mesmo tempo desnecessária, ou era uma outra dimensão ou
semiplano.
Eventualmente, Turko se viu numa plataforma, a princípio
escura... mas em poucos instantes após sua chegada, se ilumina por dois feixes
de luz, vindo dos olhos de uma criatura colossal e robótica a encará-lo...
O Leão Amarelo não dá alardes nem agride o trolano. Mas
perde o interesse após algum tempo. Turko não estava acostumado a ser ignorado.
Conjura uma bola de lã e faz palhaçadas tentando uma reação. Tal qual um preguiçoso
gato doméstico de 25 metros de comprimento, O Leão se deita com mínima atenção
ao estranho.
Passos são ouvidos nas escadas. Turko teme. Pergunta ao leão
se quem vinha lá era amigo ou inimigo... O leão ignora indolente.
Tenta em vão se comunicar com a fera... E acaba sentindo um
gelado e metálico cano duplo frio colado na nuca.
- O povo precisa acreditar que o leão está na Pirâmide! –
Hunk fala. Nunca até então ele parecia tão seguro... E parecia até mesmo Bravo.
(...)
Após algum tempo, Turko volta. Depois, Hunk, completamente
suado, mexendo uma bacia com algum caldo quente e cheiroso. Disse que ia partir
e que esperassem o efeito do Poço dos Desejos. E novamente falou que não queria
bagunça na despensa dele.
Dito e feito, após alguns minutos, todos percebem uma imagem
fantasmagórica recobrindo seus corpos. Era mais crível ao observador externo.
Bronthodox se sentia desconfortável, acostumado a ver todos de cima. Turko
parecia um gato laranja gordo, mas flutuava com pés mortos sem tocar o chão.
Pensa em criar uma história que explica seus poderes.
Sem mais preparativos, o grupo parte para o palácio de Paw
1 – As escadarias
Havia fezes de camelos e pegadas não-humanas no ambiente. Ou
uma alcateia de grandes felinos veio à cidade, ou uma população considerável
entrou no palácio. Intimidantes escadarias circulares guiavam a um elevado, no
qual portões de carvalho com 12 metros de altura esperavam. “Bronthodox poderia
entrar sem problemas”! Turko sussurra.
As portas estavam abertas. Os heróis adentram um novo jogo
de escadas. Ouviam uma suave melodia, e sentiam cheiro de incenso.
2 – Salão de Entrada
Sem janelas, a câmera era escura e fria. Aquilo era
compensado com braseiros - Não qualquer
braseiro – instalados em seis colunas, divididas em duas linhas, guiando pelo
salão até uma enorme pilha de engradados, caixas, armas e oferendas. Diante da
pilha, um grupo aguardava. Dois catfolks vestidos de beduínos: Um tocava uma
lira, sendo acompanhado por uma odalisca com um pandeiro. O outro trazia um
odre de vinho.
Os Felinos estavam visivelmente “alegres” com o vinho, e
impraticáveis para a função de segurança. Após uma breve conversa, os dois –
Mojaba e Marga – Estranham não conhecerem o grupo, mas já emendam perguntando
se eram caçadores e estavam fora há muito tempo.
Parecia que não seriam um empecilho, até que reparam Belial,
a foice que Brontho usava como se fosse um bastão de andar, e fala que armas
não eram permitidas. Deveriam deixá-la junto com as caixas e recuperá-la quando
fossem embora.
Os heróis não conseguem uma ideia melhor para resolver o
impasse, senão pedir que Belial tomasse o corpo de um dos guardas. A mente
deles era frágil, a dominação não foi um desafio. Mas Belial também não
conseguia articular uma desculpa para o segundo, sendo forçado a possuir o
segundo guarda, mas libertando o primeiro assim. O primeiro sente o “vácuo de consciência”
e pondera se bebeu demais.
Após algumas novas possessões e discussões entre os heróis,
Turko é convencido a tentar conjurar ele mesmo uma ilusão para Belial parecer
um bastão. Sob protestos, o Trolano
assim o faz.
Os beduínos confusos não pareceram reparar a estratagema do
grupo, e permitem que eles passem... Mas ninguém estava dando atenção à
odalisca.
(Nota do narrador: Definitivamente não planejei ser tão
difícil passar pelos dois guardinhas bêbados!)
3 – “Capela da Terra”
Era o que dizia na entrada de uma enorme antessala circular,
com passagem para sul, leste e oeste. A música e a agitação vinham
inegavelmente do sul. Mas aquela antessala estava muito escura, quase que
totalmente numa penumbra com a única fonte de luz os distantes braseiros no
salão de entrada.
Andando um pouco, o grupo percebe que estátuas adornavam o
lugar, e uma segunda odalisca estava lá. Deitada no centro, com risadas débeis,
e forçando uma garrafa vazia a pingar em sua língua. Seu estado era pior que o
dos demais.
Ao se aproximar dela, são percebidos. Ela comenta
semiconsciente.
- Olha só... Ele me beijou!
E ergue seu antebraço esquerdo... Petrificado.
Kenor percebe uma criatura esgueirando-se desconfiada. Mas
estava na penumbra. Só Belial tinha uma visão térmica do monstro. Era do
tamanho de uma avestruz, mas tinha escamas no lugar de penas. E quando sua
cabeça aparece entre as sombras, um raio tenebroso sai dos olhos, e atinge a
odalisca caída, terminando de transformá-la em uma estátua de pedra.
 |
| Um olhar penetrant... Digo, PETRIFICANTE! |
O ex-senhor dos herculóides reconhece o Cocatriz, uma fera
capaz de petrificar com um olhar. Aquele exemplar era diferente dos naturais,
era bem maior e mais robusto. E tinha uma “coleirinha”. Ainda assim o olhar de
petrificação o tornava uma ameaça.
Bronthodox avança usando a foice-bengala Belial para tentar
contê-lo. A fera foi mais ágil. Ele dispara seu olhar na foice. O encanto de
Turco cai, e a foice se torna uma imóvel e inerte peça fossilizada.
Os heróis atacam com certa ressalva, mas eventualmente Turco
acerta um encantamento do sono na fera, e ela cai no chão roncando.
O barulho atrai a atenção dos guardas na sala 2, que se
aproximam com um braseiro para iluminar.
- O ... O que vocês fizeram com a Crocatriz do rei?!? – urra
Mojaba.
- Ela já estava assim quando chegamos! – Bronthodox cmenta.
Sua lábia de diplomata não vê resistência nos ébrios soldados.
- Ela petrificou um bando de gente aqui! – Kenor observa.
- Sim, é o trabalho dela! – Marja continua. – Quem passa da
linha com a bebida fica preso como pedra por oito horas, protegido no casulo
até a bebedeira passar! Acho que VOCÊS precisam da Croacatiz!
- Acho que a Croacatiz precisa da Croacatiz... – Mojaba
retruca.
Os dois guardas ficam lá, tentando reanimar o bicho, dando
aos heróis chance de irem à festa. Infelizmente (?) Belial estava fora de ação
por algum tempo.
5 – O Grande Salão da Fuzarca!
Esta é a mais ampla área do castelo. É o epicentro do
hedonismo e da celebração. Umas dúzias de Catfolks com vestes leves e
ornamentos dançam, cantam e bebem. Mal os heróis colocam a cabeça, os foliões
os puxam para um amplo mercadão com bebidas e alimentos. Um bardo de turbante –
um gato particularmente gordo e elegante – toca uma viola que provoca a vontade
de dançar em Kenor e Bronto. Turko é o único que consegue conter o rebolado.
Aparentemente, era um encantamento inofensivo embora desconcertante.
Kenor parte para procurar Alura, achando que ela poderia
estar na multidão. Acaba vendo Hunk, à distancia em uma barraca distribuindo
seu “produto”. Ele até pensa em se aproximar, mas Hunk sinaliza que não, e
aponta um outro catfolk nas proximidades. O Rei Paw em pessoa.

Circulando um pouco mais, Kenor ouve sons de água. E acaba
encontrando a fonte dos desejos.
4 – Capela do Fogo
Separados de Kenor, Turko e Bronthodox seguem um acesso de
serviços que ligam o Salão de festas a uma capela ampla, com muitos assentos.
Um palanque e uma mesa. Na mesa, o que parece ser um sacerdote dormia e
roncava.
Bronto pensa em explorar os vários desenhos daquele lugar,
mas começa a ficar sonolento. Precisa se esforçar para não cair no sono onde
estava. Percebe que um vapor constante provocava o sono... Não sabia se era um
ataque ou uma outra falsa armadilha de prazer ou relaxamento como a Croacatriz.
Decide voltar.
6 – A Fonte dos Desejos
Kenor encontra a tal fonte dos desejos que Hunk usou para
ajudar o grupo... Percebe que apesar da premissa, não era muito utilizada.
Imagina que moedas de ouro não eram o dinheiro corrente em Felis Qard. Mesmo
assim, ele decide tentar conseguir algumas com a população carnavalesca.
Acaba precisando trocar um beijo longo com uma gata velha e
gorda por uma moeda.
Então, após ter certeza que ninguém mais estava na Fonte,
Ele lança sua moeda, e deseja:
“Desejo que Alura seja teleportada para o meu lado”.
A moeda “quica” na água e volta para a mão de Kenor.
Ele tenta de novo. “Desejo SER TELEPORTADO para perto de Alura”,
ele pensa. O mesmo acontece.
- Pense menor, garoto!
Kenor vê que alguém esperava sua vez na fila, um folião mais maduro. Com o
cavaleiro confuso, aquele estranho se aproxima.
- Aposto que tem mulher envolvida, não é?
- D-de certa forma... – concorda o selvagem.
- Tipo, não deseje que ela, sei lá, “que ela me ame”. Pense primeiro
que ela repare como você é boa pinta. Trabalhe mais indiretamente!
Kenor considera o que o folião intruso fala. “Desejo saber
onde está Alura”, pensa em silêncio. E enfim, a moeda entra.
Kenor se vê fora de seu corpo, com a consciência expandindo
por todo o castelo. Percebe-se olhando a área 8, um jardim
interno. Uma jovem sentada num banco.
Ela ergue o olhar. Ela o percebe.
- Kenor?!? – espanta Alura.
O ex-senhor dos herculóides sabia agora onde estava a Sacerdotisa.
Antes de sair, Kenor vê o folião jogando uma moeda e
desejando: “Que meu irmão esqueça a minha dívida”, e a moeda voltando, para sua
decepção.
(...)
Brontho estava agindo muito estranho, completamente fora do
controle depois de respirar os gases do sono da Capela do Fogo (nota: Não por
orientação do Narrador). Acaba indo dançando com as folias que encontrava de
volta à Capela da Terra (3). Lá, encontra Marga e Mojaba ainda tentando
despertar a Croacatriz. O embaixador acaba provocando a foliã e leva um tapa, e
tenta ir para a área 7. Os guardas se alertam e o intervém.
- Essa área é proibida!
- Eu quero descansar! – insiste o brontossauro.
- Vá para a Capela do Fogo! – eles apontam para a área 4.
Bronthodox, loucasso, decide voltar para o Salão de entrada.
Lá tinha aquela primeira odalisca, que aceita dançar com ele.
(...)
Kenor e Turko comentam a descoberta no poço dos Desejos.
Agora sabiam como chegar em Alura. Eles não mais viam Brontho, mas percebem
Mojaba tomando um nojento beijo da gata gorda em troca de uma moeda para
acordar a Croacatriz.
Era uma oportunidade, com os guardas ocupados. Kenor saca a
capa da invisibilidade de Sheyla, Turko lança um encantamento de invisibilidade
em si mesmo, e partem para alcançar o jardim em que Alura estava.
7 – O Poço das Sombras
Turko traduz a Kenor os dizeres naquela área: “Não entrem. Proibido”.
Dobrando um corredor e subindo um lance de escadas, chegam ao
que parecia ser um sanctorium. Colunas entalhadas, mesas com tubos e papiros.
Um enorme fosso no extremo leste, que parecia um espelho para o grande vazio. E
no oeste, duas gaiolas... Uma de prata e uma de ferro.
Os cavaleiros invisíveis temem pelo que quer que aconteça
lá... E tinham razão. Ao tentar passar para os jardins além daquela câmara,
algo se meche no fosso. Dois enormes vultos semicorpóreos emergem do fosso e
atacam os invasores. Eles claramente ignoravam a invisibilidade, mesmo a da
capa de Sheyla.
Mas a lança de Kenor e as magias de Turko são mais que
suficiente para revidar o ataque. Uma das sombras até tenta drenar a força de Kenor,
mas é rechaçado. Da que Kenor destruiu, caiu um livro de encantamentos. Da de
Turko, uma adaga negra. Os cavaleiros apanham os itens.
(...)
Enquanto isso, Bronthodox ouvia uma marcha pesada além dos
portões do palácio. Também cornetas. Fica preocupado.
Mas já que dançava com a Odalisca, quis disfarçar. Os dois
rodam pelas escadarias na direção da porta. Brontho pensava em se afastar,
abir a porta e ver o que estava acontecendo...
... E até que consegue... Só que em algum momento da dança, a
Odalisca colocou ALGEMAS nele.
O grupo ignorou a odalisca quando chegou, relevando sua
ameaça em potencial. Só que Carnivus não era tolo. Após a invasão de Alura, ele
deixou Kitrina, a grande espiã, para vigiar Paw e a prisioneira. Ela não foi
enganada tão facilmente pelo grupo, que sequer se esforçou. Apenas enviou a
mensagem para o Rei Militar e aguardou.
Brontodox sentia falta de ter seus seis metros enquanto
olhava de cima para baixo aquele leão guerreiro. E assim que pergunta quem ele
era, Brontho diz ao Rei:
- Eu sou amigo do
Hunk.
(...)
8 – O Jardin de Alura
Kenor e Turko chegam a um jardim interno, com armário, uma
cama de mogno, e uma Alura assombrada ao ver os dois materializar-se no ar. Ela
estava grata, mas ainda preocupada.
Explica que as gaiolas eram para ela. Os Catfolks não
costumam ter prisioneiro. Carnivus arrumou a gaiola de ferro, que a incomodou e
a Rei Paw também. Então, comprou outra de prata, um metal “Mais bonito”, como
se fosse melhorar o barbarismo. Enfim, decidiram provisoriamente usar um desejo
para que ela não deixasse o jardim até que decidissem por algo melhor.
Mas com o desejo ainda ativo, Alura não poderia ir com o
grupo... “Mesmo se eu quisesse”.
- Como assim? Você quer ficar aqui?
- Eu queria que HUNK me salvasse. – ela fala enfim. - Era o
momento dele. Ele precisa aceitar seu
destino, Kenor. Hunk precisa confrontar seus medos e o rei. Por isso me deixei
capturar.
Kenor e Turko não estavam certos que poderiam fazer o que
Alura pediu. Decidem deixar com ela o manto de Sheila, e disseram que iam
desfazer o desejo que a aprisionava com outro desejo. Quando sentisse que
estava livre, pediu que ficasse invisível e saísse.
Os Cavaleiros decidem voltar ao Salão de festas e pensar no
que fazer... Foi quando constataram que tudo estava arruinado.
A CHEGADA DE CARNIVUS
Turko e Kenor percebem que o Chefe Carnivus já tinha
capturado Bronthodox e Belial petrificado. Guardas estavam espalhados pelo
Salão, e não havia mais música. Ele berrava: “HUNK! O QUE VOCÊ FEZ!?!?!”
Duas coisas que o cantineiro implorou: Não falarem com o
rei, e não o envolver... e o Brontho faz os dois!
Bronthodox decide exercitar seu dom diplomático. Suas
palavras acabam despertando a curiosidade de Carnivus. Mas Bronthodox pede uma
audiência em particular com Rei Paw, que imaginou ser mais favorável que o rei
guerreiro. Paw diz que os Dois reis de Felis qard eram iguais. Então, os dois o
ouviriam.
Carnivus espontaneamente tira a algema de bronthodox, já que
era uma audiência, não podia ser como prisioneiro. Brontho, querendo afastar os
reis do salão para dar uma chance aos amigos, pede para ir a um lugar
sossegado. Paw indica a Capela do Fogo, e para lá os três vão... Mas antes,
Kitrina recebe um saco de moedas de ouro e ruma para o poço dos Desejos.
Kenor e Turko se misturam à população. Eles flagram Hunk,
desolado, com as mãos na cabeça, praguejando o que aconteceria com ele quando
Carnivus voltasse.
Os Cavaleiros sentam ao seu lado, e dizem que precisou de
coragem para fazer o que ele fez. Mas precisaria fazer mais. Hunk diz que não
queria aceitar essas coisas de “destino”. Não queria abandonar seu lar, e se
expor aos perigos do mundo exterior.
Kenor fala que ele mesmo é um banido de seu lar. Que sabia
que estava fazendo um grande sacrifício para proteger sua terra ao proteger o
mundo e o universo. Hunk sente que o ex-selvagem poderia ser igual... Mas
então, Kenor fala que “quando tudo terminar, ele poderia voltar para casa”.
Parecia que Kenor estava em negação.
Mas Hunk tinha se escondido demais. Ele precisava fazer
algo.
Ele se levanta, e ruma para a Capela do Fogo. Turko e Kenor
seguem, dando-lhe apoio moral.
(...)
Antes de entrar na Capela, Rei Carnivus apaga um enorme
incensário flamejante do acesso principal, desativando os gases do sono.
Carnivus toma um assento na direita, Paw um da esquerda, e Brontho sobe o
palanque, e senta-se no chão.
De forma devagar e prolixa ele fala do “grande escopo” e de
“alianças com o mundo exterior”. Se era uma venda de sua causa, se era uma
estratégia de enrolar, só ele sabe (sim, isso inclui o narrador). Mas no meio
do discurso, ele sente algo na bunda.
Sua cauda parecia querer ressurgir.
Os Reis tinham noção de como aqueles intrusos se
infiltraram. Deixaram Bronthodox fazer seu discurso, mas mandaram Kitrina ao
Poço dos Desejos desfazer quaisquer subterfúgios que o grupo tenha planejado.
Por pouco Kenor e Turko não são flagrados perdendo o disfarce em público.
Eventualmente, tudo acaba. Bronthodox infla seu tamanho
real, para o espanto dos reis.
Devidamente apresentado, Bronthodox decide apontar para o que
seria “uma “ameaça aos Catfolks” na forma do Comodoro Filler.
Carnivus informa que ele conheceu Filler. Ele esteve numa
audiência com ele e Randor, em Etérnia. E ele falou muito do brontossauro, que
“atirava em botes de fuga e ameaçava comer a cabeça de moças”. Aparentemente,
ao desligar na cara do poderoso síndico do crime, Bronthodox atraiu um inimigo
pessoal, que tinha poder diplomático para ser ouvido por reis.
Cansado da enrolação, Carnivus determina que era alguém que
se diz amigo dos Catfolks, mas invade disfarçado uma cidade oculta, mente e
trai, E tem um passado violento e sem honra.
Tudo o que temiam que os thunderianos trariam a Etérnia.
É quando, se esforçando para não gaguejar, Hunk chega com Kenor
e Turko. “Os conspiradores estão todos aqui” – estende Carnivus. E chama-os de
“amante de Thundercats” e “Servos de Mum-rá”.
Hunk diz que Alura e os amigos não eram invasores. Eles eram
seus convidados.
Carnivus mostra os dentes.
- Só os reis e os sacerdotes podem convidar forasteiros,
“Cantineiro”. – o rei fala como se fosse uma palavra pejorativa. – Você
abandonou quaisquer privilégios quando escolheu ser um humilde cozinheiro! E acredite
você escolheu bem! Ao menos sua comida é boa!
Hunk tenta falar mais, mas bronthodox o interrompe
nonsensicalmente. Talvez ainda sob efeito dos incensos (ou era o álcool
consumido pelo jogador). Hunk girou os calcanhares para sair, mas Kenor o
deteve, estimulando a confrontar seus medos e o assustador chefe. Ele precisava
ser o herói agora.
- Não gostou do que eu falei, Cantineiro? – insiste
Carnivus. – Faça algo a respeito!
Hunk baixa o semblante com os olhos fechados, como se
concentrado.
- Vamos! – o rei quase o empurra. – Faça ALGUMA COISA a
respeito!
- Eu já o fiz. – Hunk fala.
Gritos. Confusão. Algo acontecia no exterior. M soldado vem
correndo dizendo que a cúpula caiu! Felis qard não estava mais oculta. Algo
tinha acontecido com o leão.
- Eu quem pediu ao Leão que a redoma fosse desfeita. – fala
Hank. – Eu sou Hunk, do clã Sacerdótico. Paladino do Leão Amarelo, e os
forasteiros são MEUS convidados!
Uma armadura se materializa sobre as roupas do Paladino.
Hunk diz que o Leão ainda protegerá Felis Qard, mas não vai
mais ocultá-la do mundo. Que os Catfolks deveriam se juntar ao resto do mundo
como Bronthodox disse.
Chefe Carnivus fica pasmo com aquela ousadia por alguns
segundos, e enfim gargalha. Pega paternalmente os ombros do paladino. Sempre
quis que Hunk assumisse seu lugar como defensor de Felis Qard. E que aquela
confusão toda valeu a pena, agora que a cidade tinha outro herói.
Paw quem apontou que não fazia mais sentido manter
prisioneiros perpétuos. Pois o objetivo era manter a localização oculta, coisa
que não era mais possível sem o ocultamento.
Carnivus concorda, mas ainda não estava feliz com aqueles
estranhos em seu lar. Ordena que saiam livres, e levem a “princesinha”. Só
alerta Brontho antes de ir: Randor não foi convencido por Filler, mas já possui
uma imagem de você.
Nas escadarias do castelo, Alura abraça Hunk e Kenor. O
Paladino diz que ele precisaria assumir suas novas responsabilidades, e não
iria com o grupo. Mas recomenda que não demorem. Carnivus poderia mudar de
ideia. Belial é restaurado e o grupo parte pelos portões da cidade.
Fim da Aventura
Já no deserto, eles conversavam sobre aquele estranho e
orgulhoso povo. Como era triste que eles ainda traziam tanta desconfiança, mas
havia futuro para a paz.
Alura quem percebe primeiro. Coça o nariz e esfrega o olho. –
Vocês trouxeram daquele incenso de sonolência?
Todos negam
A sacerdotisa percebe então que era diferente. Era
grosseiro... Maligno... E cai no sono.
Turco apaga quase que instantaneamente. Mesmo Kenor e
Bronthodox sentem suas forças esvaírem em um sono. Mantém a consciência para
ver Belial, o único imune àquele potentíssimo gás do sono, sendo o único entre
o grupo e três vilões que surgem para capturar os heróis.
Referência:
He-man MOTU Clássico: “O Gato e a Aranha” – Rei Paw
(traduzido como “rei patas”) & Kitrina
https://www.youtube.com/watch?v=w6JClCCfqD0
He-man 200x - Rei Carnivus
https://www.youtube.com/watch?v=qNnkajL-8B4