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5 de agosto de 2016

Livro do Hardman - Bora discutir?

Há muito tempo que não tenho argumentos para histórias maiores como esta. Eu meio que desisti de escrever o livro "mais amplo" para quem não conhece Meliny. O fato de conhecerem a figura é o que causa a surpresa.

Assim, recolhi alguns argumentos para debater com quem ainda tiver interesse no meu projeto. E talvez para repensar Meliny num período que nós meio que ignoramos. A base de boa parte da história (ao menos do continente norte).

PARTE 1 - quebrar todos os mitos.

Como comentei inúmeras vezes no Projeto Meliny como um todo, Quando abordamos RCs muito antigos e sobre deuses,  seria recomendável ser simbólico, metafórico e maleável. O RC original de Nod dá a entender que o dragão Euburot "decidiu" matar todos os humanos, e por isso se passou por um marido, para achar uma aldeia, e matou todo mundo menos sua esposa grávida. No mesmo dia Nod nasceu, mataram a mãe dele, e por isso ele chamou um demônio de quem bebeu sangue e virou deus dos vampiros.
 
Falando em jovem precoce...

No meu rascunho, isso duraria CINQUENTA ANOS. Quem lembra do PBEM teve algumas revelações do que eu tinha em mente desde boa parte do RC. A começar que o Grande Euburot não era essas coca-colas todas nessa gênese. Claro, tinha uma vantagem genética de "ser um dragão", mas ele era pouco maduro e profundo em suas motivações. Mas mesmo eu teria dificuldade de fazer toda a romanização se não fosse o participante conhecido por Mago D’zilla.

 Mestre de criar Backgrounds para personagens passageiros que abalam a história de Meliny, dois RCs tornaram possível juntar os pontos.

 O primeiro, Styrg.

 Euburot era “a sombra do pântano”, a ameaça que deixava os homens acordados à noite. Ele era um símbolo de medo que com os milênios criou a lenda de um dragão ancião irrefreável, quando ele deveria ser um dragão consideravelmente jovem. Mas não havia nenhum dragão ou coisa assim nas proximidades, pois os dragões de Meliny estavam sendo ou EXECUTADOS ou ALICIADOS no coração do continente, pelo ascendente draco-imperador Styrg. Isso dá a ele destaque. O jovem e maligno dragão negro decidiu se afastar de onde o conflito ardia, e com a maturidade, acabou sendo seduzido pela glória que era o Trono do Verde. E dando a ele a chance de matar o príncipe deste mesmo trono, como na primeiríssima menção de Styrg.

O Segundo RC (que não era RC)  do D’zilla que une tudo foi o do Xarda Ross.

Sempre tive minhas ressalvas com os povos do mundo saindo da espaçonave da xuxa..., mas um povo evoluído destinado a guiar seus irmãos novatos, e depois se isolando – por motivo justo ou não – é tolkeniano! Basta ser genérico. Por que eles decidiram isso? Todos eram iguais mas alguns eram "mais iguais" que os outros?

Pegando o RC bruto: Euburot - agora não mais o maior dos dragões malignos, mas um babaca que se esconde – Decidiu matar todos os humanos, e se esconder no meio deles para achar mais e matar mais..., mas era mesmo os HUMANOS que ele queria o fim?

Ou esses evoluídos seres antigos? O Homem moderno no meio dos neandertais?
Euburot não podia ir ao lado leste de Meliny pois tinha um “cara” que comia dragões para o café da manhã..., mas no Pântano, ele era o bambambã. A “Sombra”. De repente ele ouve que há criaturas que podem ameaça-lo entre esses macaquinhos? Ele tinha de saber mais.

O primeiro, que ele encontrou brevemente no pântano, ele destruiu. Bem como seus protegidos. Mas se ele descobre que haviam mais deles? A única coisa que tinha dos triclopes eram os macacos.

Daí, uma caçadora sobrevivente do massacre inicial seria a melhor forma de encontra-lo. Ela pensava como os humanos. Havia convivido com os triclopes. Bastaria garantir a sobrevivência dela por tempo suficiente para que conseguisse mais pistas.

Daí, uma mulher leva a Sombra do Pântano para uma nova aldeia. E o resto é história.

PARTE 2

“Mãe” (Ainda me debato com o nome da genitora de Nod) Era uma sobrevivente nata. Sobreviveu a sua versão de Hiroshima e Nagazaki. Claro, na sua primeira fuga havia um caçador a protegendo das ameaças do mundo primitivo e selvagem antes da iluminação de Luminahak..., mas depois do segundo Homem de Três Olhos perecer, ela já era experiente. Auto-suficiente.
Mas agora tinha de cuidar de outra vida.

“Mãe” tinha de esconder que ela era a “esposa de Euburot”, uma criatura de mal presságio. Nova vida começava para ela. E o fato de ter um filho que mostrava ser uma criança forte garantiria a manutenção da raça humana – como foi programado por menos de duas gerações.

E assim, de tempos em tempos – quando perguntas demais eram feitas – ela e seu filho voltavam à floresta, para se afastar de inquisidores. Mas ela envelhecia e ficava fraca, enquanto Nod ainda demoraria para se tornar um homem. Ela pingava pelas tribos.
A esta altura, os mais sábios perceberam que Euburot não estava caçando necessariamente humanos..., mas aqueles guiados pelos homens de três olhos. Então, viver entre as comunidades era ser um grande alvo ao dragão. Pela segurança dos Antigos, eles passaram a ver os humanos à distância. Isso justificaria um gap tão grande entre as duas raças que os levariam ao status atual. Humanos são bárbaros barulhentos que não podemos nos aproximar por.… que motivo mesmo? Nem me lembro mais. Mas são incorrigíveis.

Massas são previsíveis a ponto de serem equacionados, mas o indivíduo é imprevisível.

Quando não conseguiu mais se esconder, mesmo com Nod já um adolescente (adulto para os padrões primitivos, com seus 12-14 anos) e com vantagens genéticas de ser um meio-dragão, um grupo humano avança violentamente. “Mãe” perece nas chamas.

As Lendas dizem que “graças a seu sangue meio-dragão, Nod sobreviveu”. Mas dragões negros não possuem resistências especiais a não ser a ácido ou gases, formas de morte evoluídas demais para um povo primitivo.

Nod acorda em um acampamento provisório. Percebe que seu vigor o manteve nas chamas até que alguém o salvasse. Alguém que tinha pesar pelo que a humanidade fazia.

Um Homem de Três Olhos.

Não podendo fazer nada pelo casal, com as “novas ordens” de não se estabelecer muito próximo daqueles bárbaros, o antiquou resguardou uma das vítimas. O fato dele ser “O Drácula”, alguém a ser temido, deu a inspiração. Os Antiquons não poderiam mais guiar os humanos em comunidade..., mas um humano poderia ter o poder e respeito.

O Triclope decide treinar Nod para ser o que os Antiquons não podiam mais ser.

O problema: Nod não pode perdoar os humanos pelo que fizeram. E o próprio antiquon não tem motivos para amar a humanidade também. Acaba ao contrário: Nod contamina seu “Mestre” com a arrogância e o afastamento do Antiquon de sua missão divina primordial.

Foi o motivo para eles se mudarem para seu próprio mundo secreto? Não..., mas com certeza essas ideias colaboraram.


PARTE 3 - O Páiiii

A Lenda de Nod traz que ele odeia Euburot, mas será mesmo?

Euburot destruiu duas cidades humanas diretamente. Mas “Mãe” – o único ser humano por quem Nod tinha algum apreço, ele poupou. Nod agora era um homem instruído. E viveu como caçador boa parte de sua vida, entre os períodos em que ele e sua mãe viveram com comunidades. Um Dragão atacando criaturas inferiores é como uma raposa caçando ratos na selva.

Ao contrário, quando finalmente Euburot se apresenta a Nod, há uma aura de respeito mútuo.

Explicando: A história não se dá ao redor de um indivíduo, mesmo o protagonista. A Guerra pessoal de Euburot com os antiquons/humanos chegou ao conhecimento do Imperador-dragão Styrg. Era um “pequeno rei” se impondo nos domínios. Então, o Grande Verde soltou um “join us or die”.

Euburot, como falei antes, era um dragão jovem e babaca, não a “Grande Sombra”. Ante um mais velho dando bronca, ele baixou a cabeça e aceitou.

Agora, os domínios humanos eram informalmente parte do Draco Império Styrg. Mas ainda uma fronteira distante e desregulada. Euburot também teve a chance de ter contato com outros dragões e a filosofia Styrg.

Isso não mudaria quem ele era ainda era um perverso e dissimulado. Mas tinha agora “ferramentas“ melhores para aplicar aquilo o qual era bom.

Vou ocultar como, mas Nod em dado momento aplica o que aprendeu com o triclope para se tornar um líder de horda, juntando pessoas e coisas com o mesmo ressentimento que tinha dos humanos. E agora, assuntos do seu território era assuntos de Styrg. Logo, A Sombra do Pântano se revela a Nod. E, respeitosamente, o Dracul se curva ao pai.

PARTE 4 Wen-há? Ainda não.

A ascensão de Nod no Oeste era assunto em Styrg. Humanos existiam em toda a parte do mundo não só na "sombra" do "pântano" da Sombradopântano; e havia “algo de divino” neles. Quando um mestiço se mostrou um potencial líder (mesmo que para o mal e destruição), isso criou fascinação dentre alguns dragões mais “hippongas”, e o malandro Euburot soube usar isso a seu favor.

Euburot apresentou Nod ao Império Styrg como seu filho bastardo. Levou ele para o extremo leste, região dada pelo deus-dragão aos Tatsuo, mais curiosos e apegados aos humanos. Tal qual o dragão negro (embora não acidentalmente), surgia harens dragões com humanos, e essa cria era de grande potencial. Uma “população de Draculs em potencial”. Como um meio-dragão, Nod estaria entre os Cidadãos com categoria. No livro, será um grande momento de humildade para Nod. Seres tão poderosos e evoluídos física e mentalmente quanto ele mesmo.
Isso deu a Euburot prestígio político no Leste, e a Nod uma etapa entre seres tão – ou até mais – evoluídos que seu mestre antiquon.

Neste contexto ele teve contato com o feiticeiro Hadji (lembrando que Haluk-ti era geograficamente próximo a Wen. Foi antes dos cinco deuses-dragões arrancarem a ilha da costa), que começava a desvendar o Hallolands. Aprendeu feitiçaria avançada, e conhecimentos proibidos. Buscou entidades distantes. Não foi só “chamar um demônio e beber de seu sangue”. Nod servia ter seus cinquenta anos neste ponto.
PARTE 5  -  Cuspindo no prato em que comeu

 Estamos num momento que foge totalmente da “Lenda” de Nod. Ele é uma figura de segunda categoria num império, entre seres a quem tolera, mesmo admira. Não odeia seu pai-dragão Nem temos vampiros ainda. Então, quando começa a ser o senhor de todo o mal que foi desde os primórdios do projeto Meliny?

 Bem, com o filho de Styrg.

Imagino que a maquinação de Euburot deu certo. E Mesmo o todo-poderoso dracocrata passou a ter sentimentos pelas gerações vindouras. Sabemos em breve que a criança será assassinada e isso provocará a derrocada do Império... Mas o que temos é criaturas que tendem a viver para sempre se importando ao ponto da autoderstruição pela sua cria.

Imagino que a política de Euburot, de alguma forma, acabou atrapalhando seus planos. Ou seu orgulho de ver uma “criança” ter mais prestígio que ele jamais terá. O fato é: Euburot decidiu pelo fim do filho de Styrg. Seria difícil se livrar do verdão depois dessa... Deve ter sido um momento bem radical -  re-enfatizando que Euburot não era um ancião mais sábio e sim um merdeiro.

Obviamente, Nod seria trazido à ala conspiratória, mas vimos como ele reagiu quando mataram a mãe dele por motivo imbecil. Nod, naquele momento, não teria motivos para aceitar mesmo do seu pai e guardião tal ato. Ele não teria por que aceitar o aborto forçado.

Mas se alguém sabe ser esquivo, é a Sombra do Pântano. No conto original do Dzilla, somente com o despertar do príncipe-dragão-múmia que se descobre que Euburot era o assassino (embora Therak tenha falado numa boa quando descobriu Euburot).

Ah, sim. Penny Hollygood dos Undeads é meio-irmã de Nod, filha de Euburot!

Voltando: O poderoso deus-dragão acabou de voltar de um massacre semanal a um reino humano qualquer – o que deve ter deixado seu súdito Nod muito feliz – para descobrir que sua descendência estava terminada. Isso gerou o fim de Styrg?

Falam que o Dragão dos Dragões simplesmente deixou o mundo.
Sabemos que o ovo passou por um ritual de Mumificação. E Hadji – senhor das múmias – é um dos Regentes das Trevas. Sua ascensão é contemporânea. Imagino que o Dragão desistiu de tudo o que era construtivo. A suspeita sobre Euburot era inegável, e aquele ato sim Nod não poderia perdoar. Temos um racha definitivo entre Euburot e o Dracul, e uma explicação mais "metafórica" para Styrg deixar o mundo. É o executivo que ao perder o filho amabdona a empresa, a igreja que frequentava e os amigos e se perde "nos tóxico".

Agora que temos Nod, Hadji e um dragão juntos... o que isso lembra a vocês?
 
Os Regentes das Trevas.

STYRG era (se tornaria) o JIHOLIAN, o Dragão-lich supremo.
O Imperador deprimido foi levado por Nod a um caminho sombrio, de pactos e rituais. Hadji e Nod agora tinham um poderoso deus dragão como alcoólito. Uma criatura milenar que era a luz da civilização e decidiu largar tudo em depressão, deixando a vacância no poder que levou o continente à barbárie e ao descontrole. Que tirou o que unia os dragões em honra e orgulho e vontaram a ser os monstros que servem apenas como rito de passagem para o nível alto e épico no D&D. Se esse fato era amplamente conhecido, ou se foi ocultado, especialmente para preservar o que foi brilhante, quem sabe? Lendas.

Jade é muito reverenciado na cultura de Wen-há, descendentes da Província de Wen, a única derivada direta do tempo da Dracocracia. Província que algum tempo depois teve similar expurgo de seus dragões mas visto com orgulho. Sendo como uma Bizâncio, Wen pode ter floreado o fim de “Roma” com algo melhor do que seu glorioso imperador virar um gótico. "Ele está em paz, num lugar melhor" é mais reconfortante do que "Ele virou um Lich que precisou de poderes como os dos deuses maiores para parar... e pode voltar a qualquer momento e nos fudê"


Agora, como entraria o Trovejante nessa história?

E Caãnih?

Quando Hallonalds entraria pros Regentes?

Nod virar Vampiro?

Lantaris?

 

...

 

Eu tenho que guardar algo pro livro, não?