BLOGGER TEMPLATES AND MyYearBook Layouts »

20 de fevereiro de 2026

[Edgelord] Mito de formação: Os Irmãos do Limiar

A GUERRA DOS DOIS HORIZONTES


Pano de fundo da mitologia da saga EDGELORD.


Há dois mil anos, na Era dos Antigos Deuses, que, em vez da aparência de animais, tinham a semelhança de humanoides, nosso continente entrou em guerra com outro: Hey-thor. por isso, chamou-se de A Guerra dos Dois Horizontes. Não era guerreiro contra guerreiro, nem nação contra nação: Eram mundo contra mundo.

Os estrangeiros vinham em ondas com navis além do firmamento, com armas e magias estranhas, e deuses abstratos.

Nosso continente era governado pela identificada apenas como Rainha Celeste, e essa rainha teve dois filhos: os maiores guerreiros da história, sem igual no mundo, exceto um ao outro. Aetíades e Bophades.

Enquanto pisassem em nosso continente, nenhuma arma ou magia dos forasteiros poderia lhes fazer mal. Eram os escudos dos heróis daquela era dourada. Mas, quando precisavam ser lança e espada, eram igualmente infalíveis.

Contudo, a guerra jamais terminaria enquanto lutassem na defensiva. Nossos campeões deveriam invadir Hey-thor. Mas, fora do continente, os gêmeos poderiam sangrar.

Preocupada, a Rainha Celeste consultou os oráculos. E eles mantiveram que tal empreitada só teria êxito se "o Sangue da Rainha liderasse a comitiva"… mas  alertaram: "quem fosse de sangue real morreria em terras estrangeiras".

Então, a Rainha proibiu que Bophades e Aetíades tomassem parte da batalha. Mesmo sendo as melhores armas. Mesmo que isso significasse a perda de toda uma geração de campeões.

Bophades atendeu à ordem da mãe. Alguns o julgaram obediente. Outros, covarde.

Aetíades desobedeceu. Uns disseram que era o mais nobre dos sacrifícios. Outros, que era busca por glória.

Havia verdade em todas as versões.

Houve glórias aos campeões vitoriosos, mas também lágrimas. Pois, antes de invadirem a última fortaleza, Aetíades sucumbiu, conforme previsto. O luto durou um ano inteiro.

A paz retornou ao nosso mundo. Mas, com a paz, morreu o anseio por aventuras e provações. Nada, após a maior das guerras e o mais glorioso dos sacrifícios, estimulava o espírito aventureiro.

Bophades havia perdido a batalha das batalhas. Era visto como covarde, inferior ao nobre Aetíades. Tentou compensar promovendo jogos em sua própria honra, mas só trouxe descrédito. Era agora o maior guerreiro do continente… mas sem guerra.

Buscou em outros mundos alguma forma de batalha gloriosa e partiu para enfrentar a mais terrível das feras: o Lobo de Duas Cabeças, Bykanove, guardião dos misteriosos Portões da Vida e da Morte, que jamais devem ser cruzados no sentido oposto.

Bophades não contava que, estando no submundo e não no continente, não teria sua proteção especial. Perdeu a luta. E, pior: na peleja, rompeu as correntes que prendiam a fera.

Terremotos correram por todas as terras. Bykanove se aproximava.

Às pressas, os Deuses escolheram e armaram novos campeões. Uma armada deles. E, enfim, essa nova geração matou a mais terrível das feras.

Bophades estava mortalmente ferido, mas vivo. E deveria ser punido. Nem mesmo a Rainha dos Deuses, sua mãe, poderia impedir.

Como o submundo perdera seu grande guardião, a punição foi costurar o couro do Lobo nas costas de Bophades. Com o excesso de pele, seus cabelos outrora dourados tornaram-se uma massa negra, como uma terceira cabeça.

Assim, Bophades tornou-se mais perigoso que a própria fera, mas igualmente proibido de abandonar sua guarda perpétua do Portão da Vida e da Morte.

A tristeza foi tamanha que a Rainha Celeste desistiu do mundo dos mortais. Ordenou que todos os deuses de sua corte apagassem seus nomes dos registros e das memórias e partissem. Apenas Bophades ficaria para trás, em vigília e punição.

Sem os Deuses Antigos, espíritos e feras totêmicas ocuparam o vácuo de poder, tornando-se os Novos Deuses, o novo panteão de Shén-li.

Mesmo Bophades incorporou um avatar do lobo negro de três cabeças, além de sua forma mutilada.

Mas Bophades estava muito sozinho. E, depois de mil anos na vigília, cometeu o único crime que sua existência deveria impedir.

Abriu os Portões. E olhou dentro.

Viu o segredo proibido por uma fração de segundos. O bastante para retirar do Pós-Vida uma única alma:

Aetíades.



Apesar da felicidade de Bophades, o irmão estava furioso. Pois o Pós-Vida tornava tudo correto e perfeito. Era o verdadeiro prêmio. Havia detalhes proibidos de serem ditos, mas o Irmão que Desobedeceu havia visto o verdadeiro sentido da vida e da morte. E precisaria merecê-lo novamente quando cruzasse os portões outra vez.

Neste novo mundo de novos deuses, Aetíades rompeu relações com Bophades por seu crime e chamou para si a obrigação de iluminar e guiar as almas dos mortais para uma vida honrada e um pós-vida glorioso.

Escolheu a forma da Águia da Radiância, pássaro gigante com quatro asas e luz azulada perpétua.

Fundou a Família Sagrada, que por sua vez fundaria o Reino de Shén-li, o Coração do Mundo. Sagraria paladinos e clérigos da luz. E seria reconhecido como o Maior dos Novos Deuses.

E o amargor de Bophades só aumentou, beirando a loucura.

Ele queria pertencer. Ser glorioso e heroico. Mas outros roubavam, em sua visão perturbada de paradivindade, seu momento.

Por isso decidiu que seria um dos vilões.

Que suas ações fariam o mal erguer-se no Reino, para que heróis o combatessem.

Secretamente, por meio de armas encantadas, patronava uma casta de bruxos combatentes chamados Hexblades.

Sua arma pessoal, inclusive, foi lançada à terra e teve onze outros tiranos com sucessos variáveis. O décimo terceiro portador desde Bophades foi, e ainda é, o maior malfeitor do mundo.

Lord Blunt.

O Décimo Quarto, no entanto, está bagunçando tudo.



0 comentários: